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20 de dezembro de 2013

A Merry Little Christmas...

"Have yourself a merry little Christmas
Let your heart be light
From now on
Our troubles will be out of sight 
Have yourself a merry little Christmas
Make the Yuletide gay
From now on
Our troubles will be far away..."
                                                                      Lyrics by Hugh Martin

19 de dezembro de 2013

The motherhood...

Uma amiga no outro dia perguntava: 
Mas o que me preocupa mais és tu... Se te sentes bem? Se és feliz?
Se essa coisa de ser mãe é o suficiente para te sentires realizada?
Pode para alguns tal coisa até ser ridícula, mas para mim são perguntas tão validas como outras quaisquer... Aliás... só revela que tenho amigos que se preocupam deveras comigo! É que depois da nossa criaturinha nascer deixei de existir para o mundo, senão vejamos as chamadas telefónicas (ou por Skype), mensagens do Facebook e do telemóvel: 
Então como está o Sebastião?
Já cresceu? Oh como deve estar grande...
Já ri? Ai que amor... está tão lindinho e já brinca...
O menino está a chorar??? Oh... deve ser fome... Ou... O teu leite não presta...
Ou pataty, patatá...
A verdade é que tirando meia dúzia de pessoas que se contam pelos dedos da mão, todo o resto do mundo pergunta pelo Sebastião e eu, Carolina Mendonça, deixei de existir no âmbito das preocupações. Parece que o meu destino final era parir e que agora existo apenas como suporte alimentar e fonte de distracção para a pequena criatura... Ora então, vamos por fases:

8 de dezembro de 2013

Little Things IV...

O Sebastião descobriu as mãos e já quer brincar... 
Os pais decidiram que o Natal ia chegar mais cedo e ofereceu os primeiros brinquedos ao piqueno numa tentativa dele se começar a distrair sozinho...).
Credits vertbaudet.pt

The best of my day III...



Uma visita inesperada e curta, num Domingo solarengo, mas que soube ao melhor do mundo!!!

Obrigada Gabi e Bela...


Quem tem amigos assim tem tudo ت

5 de dezembro de 2013

Little Things III...

Todos nós precisamos de beijinhos e se há coisa que não me canso de fazer é de encher o meu pequeno Super-Homem de muitas beijokas e, assim que vi este livro - Os Melhores Beijinhos de Joanna Walsh e Judi Abbot - não consegui resistir...

... e o meu Sebastião ganhou o primeiro livro! É um livro repleto de ilustrações e frases engraçadas que incentivam o desenvolvimento afectivo das crianças. 
Credits civilizacao.pt

14 de novembro de 2013

Sebastião, the desired one...

14 Outubro 2013 será sempre para nós o dia do nosso Sebastião, o Desejado, tal como o rei de Portugal...
Ora que a noite de Domingo começou com contracções, eram irregulares, espaçadas pelo que não me preocupei apesar do desconforto já ser bastante... O meu Bruno foi para a cama mas eu sem sono e a contorcer-me com as dores fiquei pelo sofá à espera de novidades... Aí às 3h da manhã já de segunda comecei com contracções relativamente regulares, como já não aguentava as dores, e a conselho da médica, lá fui acordar o homem, agarramos na mala e fomos para o hospital...

Fui atendida pela médica de serviço que me disse que ia ficar, apesar das contracções não serem regulares, já estava com 3 centímetros de dilatação. Eu fiquei feliz da vida, ora se com 3 centímetros estava relativamente bem, a coisa não ia custar e num instante ia ter cá fora a minha pequena lontra! Lá me encaminharam ao quarto/ sala de partos, mas quando a enfermeira me veio ver, disse-me logo: Olhe, a médica ainda devia estar a dormir... olhe que ainda faltam para os 3, o marido se quiser pode ir para casa! Raios que já e trocaram as voltas... isto afinal ainda é capaz de demorar.

O meu Bruno, aguentou-se ali de pedra e cal, e afinal a enfermeira tinha razão... tanto tinha que eu  acabei por adormecer... Após a mudança de turno, e passadas cerca de 4/5h tinha 3... Uma vez que no dia a seguir já fazia 41 semanas, o como a minha lontrinha adivinhava-se grande, a médica optou por me rebentar as águas e induzir o parto. Pensei eu... Isto agora é que vai andar... O concelho do enfermeiro, o Bruno foi tomar um banho e comer qualquer coisa...

Claro que foi quando ele saiu que a coisa começou a doer... Fonix... DROGAS, DÊEM-ME DROGAS... O enfermeiro (sim, no masculino... o que teve a sua piada quando ele entrou na sala de manhã...) aconselhou-me a esperar mais porque a epidural atrasaria o parto. Oh que raio... mas se isto agora já me está a custar horrores, se eu espero, trepo as paredes... Lá aguentei mais um bocado (o que me pareceu uma eternidade, mas não teve ter sido mais que meia hora...) até voltar a implorar pelas drogas...

The best of my day...

mapetiteprincesse.pt
No final do dia, antes de fechar os olhos e ceder ao cansaço, fazemos um exercício: escolher o melhor do nosso dia. Fazemos as pazes com o que correu mal, aceitamos as respostas que ainda precisam de tempo, acalmamos os medos e as angústias e guardamos apenas o melhor. Podem ser horas de festa ou apenas um instante de silêncio.

Decidi participar neste desafio da Catarina e da Ana, intitulado "O melhor do meu dia" - é uma fotografia feita de letras em que ficamos sempre bem. É essa a memória que queremos guardar. É a essa a força que queremos para o dia seguinte: adormecer com um sorriso.

Ora, o melhor do meu dia é sem dúvida nenhuma acordar ao lado dos meus dois Super-Homens: o meu Bruno - o meu amor, meu companheiro, meu marido, meu amigo... - e o nosso pequeno rebento, Sebastião, que mesmo nos dias menos bons, com todas as cólicas e fraldas sujas, faz com que o impossível seja possível e um sorrisinho dele torna os nossos dias simplesmente felizes...

13 de outubro de 2013

Week 40...

Eis que chegou a hora...

A semana passou calma... Eu sentia-me a arrebentar pelas costuras, literalmente!!! A barriga estava tão grande, tão grande que os pontapés da minha pequena lontra deixaram de ser bonitos, para passarem a ser dolorosos... 

Sentia-me cansada, moída, já com poucas forças para mexer, mas ainda assim começamos as caminhadas ao fim da tarde (sim... devia de ter sido mais cedo, muito mais cedo...). Senhores, por um pé à frente do outro à um sacrifício, e com umas pequenas contracções pelo meio é de tirar o fôlego a qualquer um...

Na quinta-feira fizemos a última consulta no hospital. Mal íamos a entrar ouvia a médica para a enfermeira: Mas esta criatura ainda está grávida? lolololol O que eu me ri... Pois Dra. parece que sim... Depois de me por em cima da balança, ainda me ri mais. Ora que engordei 1,5 kg... Mas a menina tem um gigante dentro da barriga... Então vamos lá fazer o "toque". Oh que raio, o que eu gritei... Tenho ideia que todo o corredor ouviu, se as contracções forem qualquer coisa como isto, tenho ideia que irei perder as estribeiras muito cedo, e que nem todas as respirações do mundo me irão ajudar...

A médica disse-me para continuar a caminhar, e que achava que ele nascia até domingo. Caso isso não acontecesse (e apesar de numa gravidez normal se poder deixar ir até as 42 semanas caso tudo esteja normal...) que me devia dirigir ao hospital entre segunda e terça para me induzirem o parto, uma vez que o bebé estava grande de mais e esperar mais tempo poderia ser problemático.

Sábado à noite tivemos o princípio da coisa... Comecei com contracções, mas não eram totalmente regulares, ou melhor, às vezes eram outras não... Já estávamos prontos para ir para o hospital quando eu fui tomar um banho... Demorei bastante, a água quente teve um efeito relaxante e depois do banho acabei por adormecer no sofá... Claramente não estava em trabalho de parto.

O dia de Domingo passou relativamente tranquilo, e até fomos almoçar fora... 
Já a noite...
Credits babycenter.com

8 de outubro de 2013

Week 39...

Tic tac, tic tac...

Nem com lua, nem sem lua... A minha pequena lontra está bem instalada e parece que não quer mesmo sair... Por cá vamos contando o tempo passar... A ansiedade vai aumentado e a vontade de ter a nossa lontrinha junto de nós aumenta a cada segundo que passa...

Parece que comecei a engordar...
Diz que foi meio kg ;)

Dormir é cada vez mais uma tarefa complicada, diz que é para habituar o corpinho para aquilo que ai vem ;)

Credits babycenter.com

1 de outubro de 2013

Week 37 and 38...

Ai que já só faltam 2... Começo a sentir um friozinho na barriga, um misto de ansiedade e de receio... Mas ao mesmo tempo ando tranquila. As aulas foram fundamentais mas a verdade é que o receio do desconhecido acaba por aparecer de uma maneira ou de outra. Preparamos-nos o melhor que soubemos e agora é esperar...

Dormir tem sido um verdadeiro problema, e a dificuldade aumenta a cada dia que passa. É-me difícil arranjar uma posição confortável e a noção de uma noite de sono bem dormida é coisa que não tenho há algum tempo.

As costas têm-me, curiosamente, dado um descanso valente neste últimos tempos, mas a azia voltou em grande... em grande mesmo.... sem falar dos pouco subtis pontapés da minha pequena lontra que não me deixam dormir a noite toda.... isto na maternidade não são só maravilhas!

Aproveitamos o fim do Verão e fizemos uma sessão fotográfica...

Credits babycenter.com                                                                                                                         Photography by Dreamaker

22 de setembro de 2013

My bellyland...

Quando casamos optamos por não ter fotografo (mas ainda assim temos fotos incríveis graças a alguns amigos, e o álbum de casamento mais lindo do mundo e arredores graças a minha Monikita...) mas desde que engravidei que pensei em fazer uma sessão fotográfica da minha barriguinha linda...

É incrível o poder que esta pequena lontra tem em mim...

Sem ter um fotógrafo conhecido, fiz várias pesquisas pela Internet... Na grande maioria as fotos que encontrei não me diziam nada, não tinham uma história, não tinham vida, limitavam-se a um par de barrigas à mostra sem muito a dizer... Até que descobri o mundo encantado da Marta da Dream Maker.

Foi um fim de tarde em Serralves mágico! A Marta é uma pessoa extraordinária que desde logo nos deixou o mais à vontade possível e tornou um simples fim de tarde num momento mágico que não iremos esquecer. 

A felicidade em que ambos sentimos ao longo desde nosso momento é gigante e isso vê-se nas fotos... Obrigada à Marta por toda a atenção e carinho e por ter conseguido captar este nosso estado de graça com tamanha arte, simplicidade e paixão...


Photography by Dreamaker

17 de setembro de 2013

Week 36...

E assim de repente entramos no último mês... Teoricamente a nossa pequena lontra irá nascer daqui a 4 semanas, se bem que já pode nascer a qualquer altura... Eu bem sei que há para aí algumas apostas que ele nasce na semana X ou no dia Y, mas o que eu quero mesmo é que, como se diz por aí, que seja uma hora pequenina e que ele nasça cheio de saúde.

Na terça tivemos mais uma aula, para além das básculas que fazem já fazem parte da nossa rotina, aprendemos alguns tipo de respiração que podem ajudar durante o parto. Mas que raio... com 31 anos já não saberei respirar??? A verdade é que para além de existirem vário tipos de respiração, esta torna-se fundamental durante o trabalho de parto, não só porque a ajuda na altura da expulsão e no decorrer da dilatação, mas também ajuda a controlar a dor. Resumidamente deveremos conhecer três tipos de respiração (in simplesmentebebe.com):
  1. Quando sentir que se está a aproximar uma contracção deve inspirar profunda e lentamente pelo nariz e expirar pela boca. Deve repetir o mesmo exercício após a contracção.Esta forma de respirar não a vai ajudar só a si, mas também e principalmente ao seu bebé. Quando ocorre uma contracção o seu útero comprime o bebé e o cordão umbilical, ou seja, durante o tempo da contracção o bebé não recebe oxigenação. Esta respiração irá, de certa forma, compensar essa falta de oxigenação, tanto antes como depois da contracção. Por outro lado, você vai manter-se concentrada da respiração e ficará, seguramente, mais calma.
  2. Na fase de expulsão a tendência é fazer força na barriga. Errado. Ao contrair o abdómen o bebé tende a subir em vez de descer. Nesta fase a respiração é fundamental. A chamada respiração abdominal consiste em inspirar profundamente e de seguida libertar o ar pela boca lentamente, relaxando o diafragma e concentrando toda a sua força na região de expulsão. Pode parecer difícil, mas, mantendo a calma e com a ajuda da equipa médica tudo se tornará mais fácil.
  3. Esta respiração será a menos usada. Se por algum motivo o seu médico assistente/parteira lhe disse que “não pode fazer força ainda“, quando tudo o que lhe apetece naquele momento é fazer toda a força do mundo…Calma…É possível. Esta é a chamada respiração de vela. Imagine que têm uma vela à sua frente, sopre para a vela rápida e levemente, mas sem nunca a apagar. Na prática o que têm que fazer é respirar pela boca, libertando o ar em forma de sopro. Esta respiração também pode ser usada para atenuar a dor durante as contracções antes mesmo da fase de expulsão.
Aproveitamos ainda os últimos raios de sol do Verão e fomos, depois do trabalho do marido, até à praia. Adoro praia, e em Setembro mais ainda... sem barulho e sem grandes confusões... fizerem destes dias o fim de tarde simplesmente perfeito ツ

Credits babycenter.com

10 de setembro de 2013

Week 35...

E mais uma semana mais uma voltinha... Esta semana faltei pela primeira vez a uma aula... Passei a segunda e parte da terça-feira com contracções de Braxton Hicks, pelo que optei por ficar sossegadinha entre o sofá e a cama. 

Na verdade, e à medida que uma gravidez avança, as chamadas contracções de Braxton Hicks podem ficar mais intensas e é possível que doam (e ás vezes de que maneira...), e se somarmos a isto ter a criatura a esticar os seus pézinhos de lontra pelas minhas costelas a cima, é ouro sobre azul...

Esta semana foi também a altura de começar a registar os movimentos fetais, uma das várias maneiras de percebermos se o bebé está bem, dentro do útero materno. A contagem dos movimentos fetais é um teste simples, realizado normalmente no 3.º trimestre de gravidez que permite à grávida perceber quando há alterações no padrão dos movimentos, sendo que isto pode ser um sinal de alerta e levar a uma intervenção e prevenção de potenciais problemas.

A contagem dos movimentos fetais deve começar a ser realizada:
  • Numa gravidez de baixo risco, às 35 semanas (e se repararem, o livrinho da grávida tem lá o local para o registo).
  • Numa gravidez de alto risco, às 28 semanas.

A barriga vai crescendo, e crescendo, e dou pelas pessoas dizerem: Oh menina, deve estar quase quase a nascer... ou então: Mas tu tens uma barriga muito grande... Pois que tenho uma barriga muito grande sim senhor, tudo da minha pequena lontra, que ainda não engordei uma grama, e não... ainda falta um mês (se for como o planeado...) mais coisa menos coisa, para o pequenote se juntar a nós!

Credits havaianas.com
No fim de semana, demos um pulinho ao Algarve, e fizemos a primeira praínha do ano... E que saudades que eu tinha da praia, das empadas de frango de Almancil, dos amigos, do sol,.. Enfim... Vim de lá de coração cheio, de energias renovadas (apesar da viagem de carro me ter custado um bocadinho pelo tempo que se passa sentada...).  

Como já disse várias vezes, os nosso amigos, mimam-nos demais, e para além duns lençóis lindos lindos para o berço, a nossa amiga J. trouxe directamente do Brasil umas havaianas lindas e fofinhas que só visto! Chiça pá, que o meu feijão, vai ser o moço mais giro do pedaço!

Credits babycenter.com

3 de setembro de 2013

Week 34...

Ena... Only six to go...

Esta semana foi de bricolagem cá por casa. Aproveitei que o homem estava fora (e não é nada dado a isto...), para reciclar o berço que uns amigos nos ofereceram. Estava praticamente como novo (apesar de já lá terem dormido 4 crianças fofinhas...), mas quisemos dar um toquesinho pessoal. Levou um colchão novo e ficou branquinho como a neve... lindo, lindo lindo...

Esta semana nas aulas, trabalhamos mais básculas e falamos de Amamentação. Já tínhamos tido uma aula sobre amamentação, mas o tema é tão complexo e tão abrangente que muito há para falar e mil e uma dúvidas há para tirar. O nosso grupo é bastante participativo o que torna as aulas animadas e divertidas. Mas por vezes a enfermeira vê-se à nora para nos conseguir controlar no meio de tanta pergunta e de tanta partilha (eu pessoalmente prefiro assim porque existe uma verdadeira troca de ideias...).

Ora sobre a amamentação pode-se ler (in sosamamentacao.org): 
O leite materno é a forma natural da mãe alimentar o seu filho, como tal, não existe melhor alimento para o bebé. Além de em termos nutricionais estar perfeitamente adaptado às necessidades do bebé, também do ponto de vista imunológico é inigualável, protegendo a sua saúde como nenhum outro. 

O Aleitamento Materno também favorece a saúde da mãe e é, obviamente, vantajoso em termos económicos e ecológicos. 

O vínculo que se forma entre o par de amamentação Mãe/Filho é muito forte, reforçando a afectividade entre ambos, sendo muito menos provável que uma mãe que amamente, abandone ou maltrate o seu filho. Tanto a mãe como o filho saem desta experiência mais enriquecidos e com uma maior segurança e auto-estima. 

Contudo, a falta de informação e apoio prático, levam a que muitas mães, apesar de todas estas vantagens, não consigam superar as dificuldades com que se deparam no decorrer da amamentação e esta se torne, em vez de um prazer, uma situação desesperante, o que leva ao abandono precoce da amamentação. É notório que as taxas de amamentação são muito mais baixas do que seria desejável.

Eu já tinha para mim que iria amamentar, apesar de estar (ou pensa estar...) ciente de todas as dificuldades inerentes... Sim... não é só por a mama de fora e dar a criança que a coisa de dá automaticamente... Existem uma série de cuidados que a mãe tem de ter para: em primeiro lugar a criança ficar satisfeita e receber todos nutrientes necessários ao seu crescimento (sim que isso de haver leites melhores e piores é COMPLETAMENTE MITO, os leites são todos iguais, o que pode haver é uma boa pega e uma má pega o que resulta na insuficiência de nutrientes e logo numa baixa de peso); e em segundo lugar no próprio conforto (e até saúde...) da mãe, invitando os mamilos gretados e as mastites.

Estou mais confiante, e com o apoio do pai (que é 100% a favor da amamentação e de todos os seus benefícios...) tenho para mim que com alguma (muita) paciência e empenho a coisa se vai dar se grandes problemas....

Credits babycenter.com

2 de setembro de 2013

Vista Alegre...

Neste fim de semana demos um passei pela nossa nossa Vista Alegre (digo nossa, porque fica aqui na nossa cidade vizinha, e de Aveiro lá é um instantinho mesmo...). Apesar de já termos ido ao Museu de uma outra vez, estava à espera de espreitar a capela, que ainda não tive oportunidade de ver e dizem que é lindíssima.


Fundada em 1824, a Fábrica de Porcelana da Vista Alegre foi a primeira unidade industrial dedicada à produção da porcelana em Portugal, fundada por um proprietário agrícola - José Ferreira Pinto Basto. Em 1812, começou por adquirir a Quinta da Ermida, perto da vila de Ílhavo e à beira da Ria de Aveiro e em 1816 comprou, em hasta pública, a Capela da Vista Alegre e terrenos envolventes, tendo aí instalado a Fábrica da Vista Alegre.


Em 1824, José Ferreira Pinto Basto apresentou uma petição ao Rei D. João VI para “erigir para estabelecimento de todos os seus filhos, com igual interesse, uma grande fábrica de louça, porcelana, vidraria e processos chímicos na sua Quinta chamada da Vista-Alegre da Ermida”. Em Alvará Régio de 1 de Julho de 1824 D. João VI autorizou o estabelecimento da Fábrica de Porcelana da Vista Alegre e apenas cinco anos depois, a Vista Alegre recebeu o título de Real Fábrica, um reconhecimento pela sua arte e sucesso industrial.

Quando puderem façam um visitinha...

1 de setembro de 2013

Motherhood for Dummies...



Sabem o que era de valor, sabem?


A grávidas deviam de ter desconto no papel higiénico!


São ridículas as vezes que vou à
casa de banho fazer meia dúzia de pingas...

29 de agosto de 2013

The army of the moms...


O que eu me fartei de rir...
Leiam a crónica completa no Lifestyle do Público.

"Vinho não. Cerveja não. Refrigerantes não. Água. Aquela que acho que poupo no banho, é a que tenho de beber às litradas, disse-me a pediatra e o grupo de mamãs do Google".
Credits lifestyle.publico.pt

27 de agosto de 2013

Week 33...

Esta semana começou relativamente calma. Nas aulas de preparação fizemos alguns exercícios de básculas. São exercícios que ajudam o bebé a ficar na posição certa para o parto e para além disso, as básculas em conjunto com os exercícios de respiração durante as contracções, ajudam a acelerar a dilatação. Dois dos exercícios que fizemos nas aulas foram:

Exercício 1

  • deitada de barriga para cima com os membros inferiores em flexão e as mãos nas cristas ilíacas: 
  • Inspirando lentamente alongue as costas afastando-as do chão (bacia para cima). 
  • Expirando lentamente arqueie as costas aproximando-as do chão (bacia para baixo). 

Exercício 2
  • de gatas com as mãos apoiadas no chão e braços alinhados com as ancas: 
  • Inspirando lentamente alongue as costas e olhe para o tecto (rode a bacia para fora). 
  • Expirando lentamente arqueie as costas e olhe para o umbigo (rode a bacia para dentro). 

Noutra aula (sim, são duas por semana...) falamos da anestesia epidural. Confesso que tinha uma ideia totalmente distorcida do que era. Pensei mesmo que fosse uma espécie de injecção e prontos, mas não, é todo um processo complexo que consiste na colocação de um catéter fino (e aqui deixei de achar piada... e ter um excesso de visualização...), conduzido através de uma agulha condutora, num espaço entre duas membranas: epidural e dura-máter. 

A epidural é o tipo de anestesia mais popular para aliviar as dores do parto, sendo o tipo de anestesia mais usado pelas grávidas em relação ao controlo das dores. É uma anestesia local que bloqueia a dor numa região específica do corpo. O objectivo da epidural é aliviar a dor, em vez de fazer com que se perca a sensibilidade total, tal como acontece com as anestesias locais ou gerais. Na anestesia epidural os impulsos nervosos da espinal medula inferior são bloqueados, resultando numa diminuição da sensação na parte inferior do corpo (assim esperamos...)...

Como em tudo, existem benefícios e desvantagens, é uma questão de ponderar o que mais convém a cada um... Eu por mim, maricas como sou, quantas menos dores melhor, por isso droguem-me!

Credits babycenter.com

23 de agosto de 2013

About the visits...

Confesso que este é um tema que me assusta e admito que até seja um tema relativamente sensível... 

O que dizer sobre as visitas da família e amigos na maternidade e em casa imediatamente depois do parto?

É um assunto que me tem passado pela cabeça desde à algum tempo, mas agora que já entrei no último trimestre chega a altura de realmente começar a pensar neste assunto mais a sério. Tinha (e TENHO...) cá para mim que é para além de ser um momento de pura felicidade e de muita ternura, o nascimento de uma criança é também um momento caótico para o casal, num misto de ansiedade, insegurança, aprendizagem e muito, muito cansaço...

Na visita à maternidade a enfermeira aconselhou a não ter muitas visitas no hospital (apesar dizer que sabia que esta é uma questão difícil de contornar para as famílias...):

  • primeiro pelo cansaço da mãe (sim... gravidez não é doença mas moí o corpo duma mulher, não tenham dúvidas disso...);
  • pelo cansaço da criança (e avisou logo que a criança andar de colo em colo nos primeiros dias não é nada bom, porque fica muito moída e com cólicas, o que depois resulta em más noites, e nesse altura as visitas estão em casas e é a mãe que fica no hospital sem dormir...);
  • por último por uma questão de prevenção no que diz respeito a bactérias trazidas de fora do hospital... 

Eu e o meu Bruno já falamos sobre este assunto, e como em tudo ao longo da gravidez, também concordamos neste assunto. As visitas nos primeiros dias na maternidade deverão ser só para a família mais próxima (o que no nosso caso compreende, irmãos, pais e avós). Durante mais ao menos as primeiras semanas ou mesmo durante o primeiro mês, as visitas deverão ser espaçadas e fazer uma tentativa de não encher a casa com uma equipa de futebol. 

Acredito, como já disse, que seja um momento de mudança para o casal e que deve ser respeitada a vontade dos pais. Receber pessoas em casa num momento tão grande de mudança deve ser não só bastante cansativo, como também difícil de coordenar uma vez que o bebé e os pais ainda se estão a habituar às rotinas quotidianas, e aos horários. 

Acredito ainda que possa ferir susceptibilidades no que diz respeito a este assunto, mas esta é mesmo a nossa maneira de pensar, e espero mesmo que a respeitem. Sobre este assunto li um artigo dum psicólogo que gostei muito e se quiserem saber mais leiam aqui.

20 de agosto de 2013

Week 32...

E já só faltam oito... 

Esta semana tive as primeiras contracções... Não, não tive as contracções que antecedem o parto, mas sim as contracções Braxton Hicks, mais um dos sintomas mais comuns da gravidez. As características deste tipo de contracção são:
  • Acontecem só algumas vezes por dia, e não mais que duas vezes por hora.
  • Normalmente param quando muda de actividade: se passou muito tempo sentada, levante-se e caminhe. Se ficou muito tempo de pé, sente-se ou deite-se.
  • São irregulares, não rítmicas (sendo rítmicas, são-no apenas por um período curto de tempo).
  • Não são muito compridas: duram menos de um minuto.
  • Não vão aumentando de intensidade.
  • Podem atingir só uma parte da barriga.
  • Podem ser despoletadas pelos movimentos ou pela posição do bebé.
As contracções de Braxton Hicks podem variar de mulher para mulher. Enquanto há grávidas que não acham nada de mais, existem algumas mulheres que sentem algum desconforto (como aconteceu comigo...). Para sentir algum alivio podemos: 
  • Beber muita água. Desidratação pode gerar espasmos musculares, gerando uma contracção. Evite cafeína.
  • Praticar técnicas respiratórias. Respiração ritmada vai ajudar a aliviar o desconforto.
  • Deitar-mo-nos sobre o lado esquerdo quando se tem uma contracção. Isto deve ajudar a aliviar a dor e a manter-nos descansada.
  • Mudar a posição em que se está ou alterne de actividades durante um tempo enquanto se tiver uma contracção. Uma ligeira mudança no movimento por vezes faz desaparecer as contracções.
  • Urinar quando se precisa. A bexiga cheia pode causar contracções de Braxton Hicks.

Na terça fizemos a visita à maternidade e ficamos muito satisfeitos. Ao conhecer as instalações e os procedimentos gerais do parto e pós-parto, acabamos por de certa forma diminuir a ansiedade e contribuir um pouco para a nossa formação e mentalização acerca do grande dia D. No bloco de partos é possível que a grávida tenha um acompanhante ao longo de todo o processo de parto, e durante os dias de internamento, as novas mamãs têm formações em segurança automóvel, cuidados de higiene e amamentação. Não podíamos estar mais satisfeitos!!!

Esta semana tive outra das maravilhas na maternidade... Não é um assunto nada agradável de tratar, nem bonito, mas a verdade é que mais de metade das grávidas têm as afamadas hemorróidas (doravante tratada por "amiga"). Ora que na quarta à noite descobri que tinha uma nova amiga... achei eu que seria normal, que no dia a seguir telefonava para a linha 24 e me indicava, um pomada qualquer e eu ficava despachada.

Pensava eu... No dia a seguir nem me conseguia sentar, estava cheia de dores e já não sabia onde me havia de meter. Ora que era feriado e o Centro de Saúde estava fechado, e a ideia de ter que ir às urgências do hospital Só por causa de hemorróidas era coisa que não me apetecia mesmo nada. Liguei para a Linha 24 e fui aconselhada a ir ao hospital uma vez que os sintomas estavam a piorar. Ora fonix... o que eu queria era mesmo uma pomadinha e ficar sossegada no sofá, mas nada feito. 

Fui aguentado porque o meu Bruno estava a trabalhar e ao fim do dia lá fui eu. Desta vez, não me mandaram para as urgências da Obstetrícia, uma vez que não tinha nada a ver com o bebé, e fui encaminhada para a Cirurgia... Mais uma vez eu ia à procura duma pomadinha... uma pomadinha senhores... Depois de ter sido examinada pelo médico (e tendo em conta que era um feriado e estava montes de gente, até nem achei que nem demoraram muito a chamar-me...) ele explicou-me que eu tinha uma hemorróida trombosada.

O quê??? Bem, o médico lá me explicou o que era, e saiu da salinha. Eu fiquei à espera da tal pomadinha (sou mesmo crente...), até que ouvia a enfermeira a perguntar ao médico: "Oh Dr. o tabuleiro está pronto, qual é o número do bisturi que quer?" Ia caindo da marquesa... mesmo... Bisturi, mas qual bisturi? Eu quero uma pomadinha senhor doutor... Não irei entrar em pormenores, mas posso dizer que entre a anestesia e corte com o bisturi n.º 11 não foi nada bonito, muito menos agradável. Passei o resto da semana deitada à espera que a minha amiga cicatrizasse e encolhesse...Estou quase fina ;)


Credits babycenter.com

19 de agosto de 2013

The colors of the city...

Cada vez mais apaixonada pela minha cidade...
Não fosse eu andar entravadinha das costas, saía por ai à cata de mais relíquias destas...

Credits Bruno Costa

17 de agosto de 2013

For the mommy's...


Já está na altura de tratar da mala para a maternidade e depois de ter tratado das coisas do meu feijão, tive que tratar de mim. Ora que são aconselhadas camisas de dormir com botões à frente para amamentar, e quando andei a ver onde comprar dei de caras com a colecção 'Maternity' da Women'Secret. Não achei que fossem caras por aí além (tendo em conta algumas camisas que tinha visto na Modalfa), mas tive uma sorte do caneco e acabei por comprar tudo a metade do preço (ou menos) em saldos. As peças são super praticas, em algodão e com alças amovíveis, e além disso giras que se fartam, porque lá por termos sido recém-mamãs, não precisamos de parecer um saco de batatas. 

Credits Woman Secret

15 de agosto de 2013

La cage dorée

Esta semana, aproveitamos o facto de eu ter descansado baste durante o dia, e assim, fresca que nem uma alface, já me conseguia aguentar num cinema duas horas sentada... Fomos ver o aclamado La cage dorés, ou no nosso português A Gaiola dourada. Ora que adoramos o filme e eu acabei a chorar que nem uma madalena arrependida (e não de ter sido fruto das hormonas não senhor) quando a actriz Catarina Wallenstein (e a moça canta bem como o raio... acreditem...) canta o fado Prece, eternizado pela nossa Amália, de uma forma extremamente emotiva e sentida...

O filme retrata a história de dois emigrantes portugueses - a Maria e o José - num bairro em Paris. Vivem lá fora há mais de 30 anos na casa da porteira no rés-do-chão de um prédio da segunda metade do século XIX. Este casal de emigrantes portugueses é querido por todos no bairro: Maria uma excelente porteira e José um trabalhador da construção civil fora de série. Com o passar do tempo, este casal tornou-se indispensável no dia-a-dia dos que com ele convivem. São tão apreciados e estão tão bem integrados que, no dia em que surge a possibilidade de concretizarem o sonho das suas vidas, regressar a Portugal em excelentes condições, ninguém quer deixar partir os Ribeiro, tão dedicados e tão discretos. Até onde serão capazes de ir a sua família, os seus vizinhos e os patrões para não os deixarem partir? Mas estarão, a Maria e o José, verdadeiramente com vontade de deixar França e de abandonar a sua preciosa gaiola dourada? (in Sapo Cinema). 

O filme é dum realizador luso-francês, Ruben Alves, que se inspirou na sua própria experiência e na dos seus pais, emigrantes portugueses em Paris, a quem dedica este filme.


Prece - Amália Rodrigues
Talvez que eu morra na praia
Cercada em pérfido banho
Por toda a espuma da praia
Como um pastor que desmaia
No meio do seu rebanho.

Talvez que eu morra na rua
E dê por mim de repente
Em noite fria e sem luar
E mando as pedras da rua
Pisadas por toda a gente.

Talvez que eu morra entre grades
No meio de uma prisão
Porque o mundo além das grades
Venha esquecer as saudades
Que roem meu coração.

Talvez que eu morra de noite
Onde a morte é natural
As mãos em cruz sobre o peito
Das mãos de Deus tudo aceito
Mas que eu morra em Portugal.

13 de agosto de 2013

Week 31...

Depois do susto no hospital, tive mesmo que meter na cabeça que tinha que ter descanso absoluto. E assim foi... Fiz muito pouco (ou quase nada...) cá em casa e tive sempre o homem a cuidar de mim... Apesar de ter ser sempre bom, sermos apaparicadas assim, confesso que este estado de não poder fazer nenhum me anda a dar cabo dos nervos. 

É realmente uma coisa que me tem andado a dar cabo da cabeça (eu e os meus macaquinhos nos sótão fazem umas festas em grande...) é o facto de um me sentir inútil. A verdade é que não estou a trabalhar, as minhas costuras estão interrompidas, e não consigo fazer nada em casa. Eu bem sei que é devido a questões de saúde, mas custa -me mesmo... Enfim... Já tínhamos falado do assunto à algum tempo (e eu fui adiado a ideia) mas teve mesmo de ser. A partir desta semana temos ajuda cá em casa, uma vez por semana.

O sentimento de culpa não me larga (não porque seja caro por aí além... em Amesterdão seria mais do dobro certamente...) mas a verdade é que ao mesmo tempo, também me sinto mais descansada por saber que já não me preciso de preocupar com as limpezas (nem de stressar o meu amor com isto), o com o resultado que estas faziam às minhas costas!

Adiante... Fizemos a 3.º ecografia. Pois que não admira que eu esteja mal das costas (para além das maleitas pré-gravidez...), trago uma pequena lontra dentro de mim!!! Ora que já tem quase dois kilos  - DOIS KILOS - e um percentil de xxx. Claro que são apenas valores estimados, mas temos cá para nós que ele vai ser mesmo grande (também tem a quem sair, não é verdade...) e a médica estima que ele nasça com 3,500kg 3,800kg... Uma pequena lontra como disse!!!

As aulas de preparação continuam a bom ritmo, sempre com assuntos importantes e pertinentes. Numa destas aulas falamos com uma Técnica de Saúde Ambiental no âmbito da segurança infantil, nomeadamente na questão da segurança rodoviária. Apesar de já estarmos ao corrente da maioria das questões de segurança, foi extremamente importante rever algumas questões e tirar algumas dúvidas.

Credits APSI
Os bebés têm o pescoço muito frágil e a cabeça grande e pesada pelo que podem sofrer ferimentos muito graves com grande facilidade a quando dum embate. Assim, segundo a APSI, Associação para a Promoção da Segurança Infantil, os recém nascidos (cadeirinhas dos 0-13 kg, normalmente denominadas por Grupo 0+), devem viajar sempre numa cadeirinha voltada para trás. Estas podem ser instaladas no banco da frente ou no de trás, utilizando um cinto de + 3 pontos (NUNCA podem ser instaladas num lugar que tenha um airbag frontal activo).

Outra das ideias discutidas foi a questão das alcofas. Nós optamos por escolher um trio com alcofa, primeiro porque não tínhamos ideia de comprar uma cama de grades aqui em Portugal (agora já herdamos uma cama gira gira, duns amigos...) uma vez que vamos ficar pouco tempo, e por outro lado porque segundo alguma informação que tínhamos recolhido, as alcofas seriam o ideal para viagens de longo curso, uma vez que que os bebés não devem estar mais de 2 a 2h30 seguidas na cadeirinha, mais conhecida pelo ovo. 

Ora que segundo as recomendações da APSI, as cadeirinhas para os recém-nascidos e bebés pequenos são tidas como as mais indicadas, pois nestas cadeiras o bebé não viaja demasiado direito e vai bem aconchegado e confortável. Segundo os mesmo, são preferíveis em relação às alcofas para automóvel onde a criança viaja deitada, pois nas alcofas, o bebé não é bem amparado e a maioria dos embates são transformados em choques laterais, que são muito mais perigosos para o bebé.

Apesar da nossa alcofa estar homologada segundo a norma europeia ECE R44/04 (para crianças dos 0Kg aos 10 Kg) e de existir um sistema próprio que incluí um cinto de retenção para o bebé e 2 fixagens para a alcofa, ainda estamos com algumas dúvidas em utiliza-lá em transporte... A verdade é que lá fora se vê imenso as alcofas usadas em automóveis, e em alguns países estas até são as mais recomendadas... Ficamos com algumas dúvidas, e para já para já, a nossa pequena lontra, vai andar no ovo, que será preso ao carro através do sistema isofix.

3.º Ecografia - 31 semanas

12 de agosto de 2013

Portuguese Ice cream...


Chamam-se Gelados de Portugal e dão a provar o melhor da doçaria portuguesa, em forma de gelado. A ideia é de Rui Almeida, fabricante de ovos moles em Aveiro, que decidiu deitar mãos à obra e revolucionar a geladaria nacional. Já passei por eles ali no Rossio, mas ainda não experimentei. O preço parece-me bastante acessível e depois de ver o video, fiquei aqui com uns apetites... Tenho que la ir experimentar um ou outro... ou todos ;)
  • Ovos Moles de Aveiro
  • Chocolate com Suspiros
  • Leite Creme
  • Banana da Madeira
  • Mirtilo e Framboesa com Chocolate
  • Requeijão com Doce de Abóbora

6 de agosto de 2013

Week 30...

E assim de repente já só faltam 10 semanas... Não me canso de dizer que passou (e está a passar) a correr... Não tarda tenho a criatura a pedir-me uns trocos para ir para os copos com os amigos ou para levar a miúda lá a casa ツ

O problema das costas vai-se alargando e conforme a barriga aumenta (e note-se que ainda não ganhei uma grama desde a primeira consulta às 7 semanas, aliás tenho quase menos 2 kg...) começo a ver o caso mesmo mal parado. Tinha em mente ser eu  fazer uma série de coisas para o nosso feijão, mas o estar sentada à máquina de costura (ou apenas simplesmente sentada) é uma tortura...

Ainda bem que esta semana as aulas de preparação para o parto foram com a fisioterapeuta. Dei conta que sou das que está com menos semanas, mas aquela que esta mais entravada. Não tive parceiro esta semana (e que falta me fez na altura de aprender as massagens...) e a fisioterapeuta foi uma fofa e como viu que eu estava mesmo à rasca, esteve ali comigo a insistir um bocado... isto enquanto o resto do pessoal se ria comigo e com as minhas caras de não querer dar parte fraca mas de já estar mesmo mesmo a arrebentar de dores (ainda ouvi de uma colega, quando eu disse triste e deprimida que já não conseguia cortar as unhas dos pés, e ela, com 36 semanas, me disse que ainda conseguia pintar as unhas...). Mas a verdade é que a Fisioterapeuta tinha rezão, e depois do sacrifício dos alongamentos e dos exercícios, nessa noite dormi que nem um passarinho.


Esta semana tivemos também direito à visita da nossa amiga Sílvia, que veio de Roma. Na quinta demos um passeio pelo centro (sem eu abusar muito nas caminhadas, é claro...) com direito a voltinha no moliceiro e um pequeno passeio pela Costa Nova (é que cada vez mais estou apaixonada pela minha cidade...). Na sexta fiquei a descansar enquanto a Sílvia foi visitar Coimbra, e à noitinha fomos buscar o meu amor ao aeroporto e acabamos por nos lambuzar com uma bela francesinha junto ao rio Douro. Sábado ainda demos umas voltas de carro e no Domingo já eu me estava a queixar de dores, depois de levarmos a Silva ao aeroporto.

Na segunda acordei mesmo pior... Passeio o dia quase de cama e à noite tal eram as dores que eu já chorava mesmo, mas teimosa que só eu (e farta de ouvir que é normal as grávidas terem dores de costas...) só fui para o hospital porque o meu amor tomou uma atitude mais pró-activa, e disse: Vais e vais mesmo!

Pois que fui... Fui chamada na triagem num instante, só me perguntavam se eram contracções e eu dizia que achava que não, mas que não sabia. Como já nem forças tinha para caminhar, fui de cadeira de rodas (e apesar da auxiliar me ter perguntado se eu ia bem e eu disse que sim...) e foi... à falta de melhor palavra, horrível... As oscilações deram cabo de mim, e quando cheguei as urgências da obstetrícia só pedi mesmo para me levantar. Mais uma vez, posso dizer que o atendimento foi 5 estrelas, e ainda tive o bónus de ter sido atendida pela minha médica.

Pois que a criança estava bem, as costas da mãe é que nem por isso. Ainda "apanhei na cabeça" por ter deixado chegar aquele ponto de dor, de não ter ido mais cedo para o hospital, de não ter tomando nada para as dores (apesar de só poder ser benuron...), de não ter posto nenhuma pomada para as dores (porque já ouvi mundos e fundos que não se podia por isto e aquilo...), enfim... de achar que que é normal as grávidas terem dores e terem que aguentar só porque sim! Levei uma bela duma pica no rabiosque (que segundo a enfermeira até ia doer um bocadinho, mas tal deviam de ser as dores que eu não senti nada...) e ali estive uma meia hora, até a médica me dar alta, uma vez que eu já me conseguia mexer minimamente e as dores já tinham aliviado bastante.

Acho que aprendi que não sou de ferro... E que tenho de ter cuidado comigo!!!

Credits babycenter.com

2 de agosto de 2013

Maternity in Portugal...


Acabei de escrever um pequeno testamento num blog duma amiga sobre a Maternidade em Portugal.

É apenas o meu ponto de vista pessoal, pois claro, e até ao parto até posso mudar de ideias... Mas às 30 semanas de gestação, não podia estar mais satisfeita com o acompanhamento que tenho tido no nosso Serviço Nacional da Saúde

Aqui fica o meu relato:

Eu estou grávida de 30 semanas e sou acompanhada no Serviço Nacional de Saúde em Aveiro, e posso dizer que não podia estar mais satisfeita e surpreendida pela positiva, pelo acompanhamento que tenho tido no SNS. Também estou na terra das tulipas, como a Ângela, mas por uma questão pessoal e de disponibilidade profissional, optamos pelo nascimento e acompanhamento da gravidez em Portugal.
Desde que sei que estou grávida que tenho feito TODAS as consultas no CS. Tanto a minha médica de família (que já era nossa médica de família à uns 8 anos, mas que eu só via de ano a ano nas consultas de planeamento familiar, que fiz SEMPRE no CS bem como todos os testes ginecológicos, e para controlo de análises de sangue, uma vez que tenho o colesterol elevado) como a nossa enfermeira de família (que até nos disponibilizou o seu email pessoal para tirar alguma dúvida enquanto estava na Holanda) foram e têm sido incensáveis. Primeiro porque sabiam que morávamos na Holanda e teve que haver toda uma gestão de consultas e acompanhamento entre Fevereiro e Junho, momento em que eu vim para Portugal até ao nascimento da criança, e segundo por todo o acompanhamento médico e disponibilidade de reposta das nossas dúvidas ao logo destes meses.
Em Portugal, segundo penso, numa tentativa de estímulo ao aumento da natalidade, TODAS as grávidas acompanhadas no SNS estão isentas de taxas, e o mesmo se aplica a todo o tipo de análises de sangue e ecografias
Tenho feito várias análises de sangue (sempre isenta), em todas as consultas análises de urina e auscultamento de batimentos cardíacos do bebé, controlo de peso e tensão arterial, e como tenho uma gravidez normal e a criança de deixou ver sempre bem e tirar todas as medidas e percentis necessários, só foi necessário realizar 2 ecografias (uma por trimestre) sempre com credencial passada pele médica de família. 
Tive também direito a cheque dentista, que TODAS as grávidas acompanhadas no SNS têm direito (até um total de 3), mas como não tinha nenhum problema dentário, acabei por só usufruir de um.
Para além das consultas no Centro de Saúde, tenho também consultas no Hospital Público onde está previsto o nascimento da criança, onde sou acompanhada por uma médica Obstetra e Ginecologista. Já tive um episódio de urgência neste mesmo hospital, aquando grávida, e o atendimento e disponibilidade pela equipa médica de plantão no momento foi 5 estrelas. Para além disto é possível fazer uma visita guiada à Maternidade, a partir das 30 semanas de gestação, para os pais se poderem familiarizar com o espaço e poderem colocar todas as suas dúvidas.
O nosso Centro de Saúde disponibiliza também, mais ou menos a partir das 28 semanas, aulas de preparação para o parto totalmente gratuitas (2 vezes por semana, para mães e pais) ao cuidado de uma equipa multidisciplinar, nomeadamente várias enfermeiras especialistas em saúde materna, uma nutricionista, uma fisioterapeuta e uma psicóloga.
A verdade que só damos valor aquilo que aqui temos, neste nosso cantinho à beira mar plantado, quando estamos fora…
Resta-me reforçar aquilo que a Ângela já mencionou. Apesar de muitos dos hospitais serem públicos na Holanda, e de as consultas serem cobertas pelo seguro de saúde, este É SEMPRE OBRIGATÓRIO. E no que diz respeito à maternidade, ele não são NADA BARATOS. Sei que o seguro que o meu marido tem na Holanda é de cerca de 100€ por mês e não cobre a maternidade…
Peço desculpa pelo logo “testamento” mas não podia deixar de deixar aqui o meu testemunho pessoal. Sei que existem várias lacunas ao nível da saúde em Portugal, mas a verdade é que essas mesmas lacunas existem de uma maneira ou em outra ao longo de toda a Europa.

30 de julho de 2013

Week 29...

Ora mais uma semanita que passou... Tenho andado muito aliviada da senhora azia (que costuma ser muito muito pior no 3.º trimestre) mas não me tenho livrado da amigas cãibras...

A presença de cãibras durante a gravidez é uma situação bastante normal e pode ocorrer em qualquer grávida, de qualquer idade. Frequentemente elas aparecem nas pernas e são causadas pela falta de cálcio e de magnésio no organismo. São mais comuns durante o sono, sendo então denominadas de cãibras nocturnas (nem vos digo a quantidade de vezes que acordo quase aos gritos com as pernas presas...). Existem várias maneiras de podermos tentar controlar a dor quando a cãibra acontece:
  • Fazer alongamentos
  • Massajar os músculos afectados
  • Tome um banho quente ou coloque uma bolsa de água quente na região afectada
  • Caminhar por alguns minutos costuma ajudar ao aliviou da dor (esta e a que costuma resultar comigo...)
Para tratar as cãibras durante a gravidez pode-se tomar uma suplemento de cálcio ou de magnésio diariamente durante toda a gestação (sem nunca esquecer, claro, de primeiro ter a opinião do médico que o acompanha sobre isto). Eu estou a tomar um suplemento de magnésio, e desde que comecei as cãibras não desapareceram totalmente, mas foram diminuindo.

Esta semana foi também a semana da palavra herdar. De França veio uma grande saca de roupa (cheia de coisas giras para o frio, e vejam lá bem que o meu feijão até ganhou um fato para a neve giro que farta), um saco de dormir, toalhas de banho, e mais um sem fim de coisas que fazem um jeitaço e que agora eu não vou ter de as comprar. Desta grande "remessa" não posso deixar de referir um saco de brinquedos, que a princesa L. separou especialmente para o nosso feijão, simplesmente um amor...

Outra boa surpresa foi termos herdado um berço, cheio de histórias, que já foi a caminha do B. e do pequeno S. Não estava nos nosso planos comprar para já um berço, uma vez que não vamos ficar muito tempo depois do feijão nascer em Portugal e ele já tem a caminha dele à espera em Amesterdão, mas a verdade é que quando viermos de férias iria de certeza fazer mesmo muita falta. Pois que de um dia para o outro herdamos um berço bem giro, em que o estrado tem até 6 alturas e mais tarde dá para abrir umas das laterais para que o pequeno possa subir/descer da cama sozinho, e ainda uma série de pequenos acessórios de segurança para a casa (protectores de tomadas e travões de porta). Somos uns felizardos...

Oh só para a pulseira mais linda que o meu amor me ofereceu... 
By Átrio
Terminamos a semana em grande, cheia de celebrações. Primeiro com o nosso aniversário, em que o meu amor me fez uma surpresa e nos marcou um jantar num novo restaurante da cidade - O Bairro (que eu queria mesmo experimentar e que foi sem dúvida uma aposta ganha...), e depois com o dia dos meus 31 (que apesar de não terem sido uma grande festa porque fomos levar o marido ao aeroporto) com terminou com um pequeno jantar com o meu maninho.

Credits babycenter.com

27 de julho de 2013

It's alive ....

É com muita muita satisfação que digo - A minha cidade está viva!

Há uns tempos tínhamos comentado entre nós (eu o meu homem) que a nossa cidade estava muito morta. Entre as estradas com poucos carros e as ruas e centros comerciais com poucas pessoas, tínhamos a ideia que a cidade estava a definhar aos poucos talvez fruto da situação económica e da crise politica que se instaurou no nosso país. Parece que estávamos (e ainda bem...) redondamente enganados...


Estes dias que temos saído mais e andado a pé pelas ruas da cidade que vivenciamos uma dinâmica espectacular na cidade. Há novos espaços, novos restaurantes (aos que nos parece fruto do trabalho de gente nova e cheia de garra com ideias empreendedoras...) montes de gente na rua, entre turistas e moradores, parecendo que o Verão (e claro, as obra fruto das eleições que aí vêem...) veio de facto trazer um novo alento à nossa cidade.

É uma alegria ver a nossa Aveiro assim, apetecer sair à rua e aproveitar a beleza natural, cultural e arquitectónica que a nossa cidade tem. Estes dias de Verão ajudam a esticar o dia, as noite também são agradáveis e conseguimos a ver a cidade com uma nova luz e uma nova cor.


Se puderem, venham visitar e conhecer a nossa Aveiro.
A economia e o turismo agradecem...

25 de julho de 2013

The number 3...

Já lá vão 3 anos e o tempo passa num instante...

Foi exactamente à 3 anos que nos unimos perante a lei (sim... é verdade, ainda vivemos no pecado...) foi um dia lindo que jamais esqueceremos os dois. Este ano o número 3 adquire outro significado (a matemática tem destas coisas...), e será com certeza um ano que ficará para sempre marcado nas nossas vidas... Lá para Outubro passaremos a ser 3...

Por isto tudo, este é sem dúvida um dia para festejar e agradecer por te ter sempre a meu lado...na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida...