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24 de dezembro de 2010

Boas Festas...

NATAL (Do lat. natále-, «nascimento»)
adjectivo uniforme

1. respeitante ao nascimento; natalício; 2. pátrio
nome masculino
1. RELIGIÃO [com maiúscula] festa cristã que se realiza todos os anos e que comemora o nascimento de Jesus Cristo; 2. [com maiúscula] época em que celebra essa festa.

CLICAR AQUI
(para rir um cadito que tb faz falta....)

18 de dezembro de 2010

Evolução...

EVOLUÇÃO (Do lat. evolutióne-, «acção de desenrolar»)
nome feminino
1. acto ou efeito de evoluir ou evolucionar; 2. sequência de transformações lentas, afigurando-se orientadas em certa direcção; 3. BIOLOGIA processo gradual pelo qual uma espécie orgânica mais simples se transforma dando origem a novas espécies mais complexas; 4. desenvolvimento progressivo; 5. sequência de movimentos concertados (de tropas, de navios, de dançarinos, de aves, etc.
Quando eu pensava que a evolução não me poderia surpreender mais...

15 de dezembro de 2010

Saudade...

SAUDADE (Do lat. solitáte, «solidão»)
nome feminino - sentimento melancólico causado pela ausência ou pelo desaparecimento de pessoas ou coisas a que se estava afectivamente muito ligado, pelo afastamento de um lugar ou de uma época, ou pela privação de experiências agradáveis vividas anteriormente.




Saudade - O que será... não sei... procurei sabê-lo
em dicionários antigos e poeirentos
e noutros livros onde não achei o sentido
desta doce palavra de perfis ambíguos.

Dizem que azuis são as montanhas como ela,
que nela se obscurecem os amores longínquos,
e um bom e nobre amigo meu (e das estrelas)
a nomeia num tremor de cabelos e mãos.

Hoje em Eça de Queiroz sem cuidar a descubro,
seu segredo se evade, sua doçura me obceca
como uma mariposa de estranho e fino corpo
sempre longe - tão longe! - de minhas redes tranquilas.

Saudade... Oiça, vizinho, sabe o significado
desta palavra branca que se evade como um peixe?
Não... e me treme na boca seu tremor delicado...
Saudade...
Pablo Neruda, in "Crepusculário"


Não sei que dizer!!!
Tenho saudades de ti...

13 de dezembro de 2010

Um sonho...

Vale a pena sonhar...

Dito de outra forma, I have a dream que, para já, passa por Bruges, mais concretamente pelo College of Europe [isto dito assim, caraças, até parece uma cena toda pipi]. Acontece que um Master of Arts in EU International Relations and Diplomacy Studies lá em Bruges é coisa para me deixar penhorada por sete gerações [no mínimo]. Ora como eu não tenho onde cair morta e estou longe de vir a herdar o que quer que seja, não me resta outra alternativa que não seja vender o recheio da casa. Portanto preparem-se, pessoas. Para além de livros, cds, colchas bordadas à mão, carteiras, frigideiras e panelas, tachos quase a estrear, serviços de loiça, copos e jarros, cristais e porcelanas, isto vai começar a parecer a Feira do Relógio. Preços amigos do cliente, artigos em belíssimas condições [como novo, senão mesmo a estrear], tudo na base da bela da transferência bancária para uma conta destinada para o efeito. O projecto, esse, chama-se: Take us to Bruges [eu e ao gato, of course] e eu sei que vocês são bem capazes de me ajudarem a lá chegar.
 
* Se quiserem ser solidários agradece-se a divulgação. Bem Hajam.

8 de dezembro de 2010

Recordações...

RECORDAÇÃO (Do lat. recordatióne-, «id.»)
nome feminino

1. acto ou efeito de recordar ou recordar-se; 2. o que se mantém na memória; 3. objecto que faz lembrar alguém ou algo; 4. oferta, presente.
Andei para aqui a dar um jeito ao escritório, de modo a montar o meu estaminé. Eis se não quando, dou de caras com este "tesourinho deprimente"... Tenho vaga ideia deste dia. O fim das aulas, as férias e o natal à porta... Cantámos "Timor" e o "Homem do Leme". Já na altura éramos uns artistas :)


Turma do 9.º B 
Escola EB 2+3 Sever do Vouga

4 de dezembro de 2010

... que se exilou ou foi condenada a desterro...

Palavra a reter hoje:

EXPATRIADO [eiS]
adjectivo
1. que está fora da pátria; 2. desterrado; exilado
nome masculino
pessoa que se exilou ou foi condenada a desterro


DIA 6.º Acordar cedinho que hoje há muito para fazer. Aqui vamos nós então, nesta nossa demanda pelo desconhecido, que hojejá  temos marcado uma visita a uma casa de manhã e a uma de tarde, e a ver se damos "conta" da conta do banco. Saímos do hotel e até comentamos entre nós: "Está frio, mas até se anda bem..." Pois anda... ou melhor andava!!! Passados uns minutos, começou a nevar... "Oh... deixa estar... é só um bocadinho... vamos lá embora..." Mas porque é que uma pessoa não está caladinha??? Em menos de 5 minutos não se via um palmo à frente do nariz, tal era o nevão que se tinha posto. E, não sendo o meu homem uma pessoa exactamente comedida, ouvi logo: "FO**-SE!!! ESTÁ A NEVAR PRA CA**LHO!!!" E prontos... assim começou mais um fantástico dia por terras do desconhecido. Lá vamos nós, apanhamos o metro em direcção ao local combinado. Quando demos por ela estávamos atrasados e não sabíamos bem a que horas conseguíamos chegar ao local combinado com o agente para ver a casa. O homem telefonou então, ou que o senhor respondeu, que não podia esperar que se tinha que marcar para outro dia. Porreiro pá!!! Claro que o senhor não tinha culpa nenhum, mas este tempo de mer** não ajuda nada. Enfim... Decidimos ir até ao fim da linha de metro (sim... porque aqui tal como no Porto, o metro é de superfície) que para além de ser mais quente que lá fora, ainda víamos as vistas. Chegados ao fim da linha trocamos então de metro para regressar para o centro... Umas quantas paragens depois, o metro pára, o senhor motorista remorde qualquer coisa nesta língua estranha que é o holandês, o pessoal saí todo do metro, olhamos um pro outro e dissemos: "Então e agora???" Não fazíamos puto de onde estávamos nem como podíamos sair dali. Se o metro não podia andar (pensamos nós que por causa da neve), será que os outros transportes podem??? Lá perguntamos a um rapaz, qual seria a melhor maneira de sair dali e ir para o centro de Amesterdão.
Caminhámos cerca de 1 km em busca do autocarro. Claro que não é nenhuma distância ridícula, mas com a neve a cair a cântaros, sapatos a ficarem molhados, frio e afins, não foi fácil não senhor!!! Mal chegamos à paragem, e porque nem tudo pode correr mal, chegou logo o malfadado autocarro. Não sei se da situação, do frio na cabeça e nos pés, que a primeira coisa que fizemos depois de nos sentarmos no autocarro foi desatar a rir à gargalhada... (Verdade: mais vale rir que chorar!) Segue-se então a procura no mapa: onde estamos, para onde vamos e qual a paragem que queremos sair... (Como se pode ver hoje levamos máquina, decididos que o frio não seria mais forte que nós e que teríamos umas pigrafias para a prosperidade). Claro que até porque nem está frio nem nada, nem neva nem nada, o senhor do autocarro cagou bem para termos carregado no stop e só parou na paragem a seguir! Lá está, são as famosas leis de Murphy: Um atalho é sempre a distância mais longa entre dois pontos. adiante...Lá fomos nós rumo então ao próximo destino, um balcão do banco ABN-Amro na praça Leidseplein.  Entramos (e sim, era uma agência grande, com mais de cinco empregados...) e lá fizemos as formalidade, ficando à espera de sermos atendidos. Fomos chamados e... Querem adivinhar??? Querem??? Pois que a senhora não podia tratar deste assunto, teríamos que nos deslocar a um novo balcão do banco que fosse "especialista" em abrir contas para expats, ou seja EXPATRIADOS... Valha-me a santa!!!

Não amigos, nesta terra, à terceira não é de vez! Ainda assim não foi mau de todo, a senhora deve-se ter apercebido do desespero na nossa cara e lá tirou fotocópias dos documentos que iria enviar para o outro balcão de modo a que só fosse necessário deslocarmo-nos lá quando tivéssemos marcação. Do mal o menos... Entre vestir casaco, vestir luvas, gorros e afins, o meu homem diz: "Oh mor, vi ali um sinal para um restaurante brasileiro, que dizes???" Porreiro pá, (eu a pensar num feijão preto e numa picanhinha), é lá fomos nós... No caminho encontramos um pequeno recanto, com aspecto simpático e bastante movimentado, cheio de pequenos quiosques com doces e afins, e uma pista de gelo. Fomos dar uma espreitadela dando de cara com o seguinte letreiro: WINTERPLAZA. Estranho, será que nas outras praças será Verão?!?!?!?! Hum... estranha gente...
Claro que o sr. Murphy teria que aparecer de novo: Tem sempre de se renunciar a algo que se deseja para se poder ter algo que se deseja ainda mais. Pois que o afamado restaurante brasileiro estava fechado e só abria à noite! Tchanammmmmmmmm sem stress... Logo ali tinha um restaurante italiano, com uma pinta muito catita, e lá fomos nós. Pois meus amigos, grande achado, grande achado mesmo. Tudo, mas tudo, 5 estrelas, da comida ao atendimento. Espero que as fotografias consigam espelhar o fantástico manjar dos deuses que comemos... e bebemos :) Já de barriguinha cheia e sem compromissos imediatos, decidimos dar uma de turista mesmo, e fomos visitar aquele que dizem ser o maior museu nos Países Baixos.
O Rijksmuseum é um museu nacional dedicado às artes e à história. Possuí uma larga colecção de pinturas da idade de ouro holandesa bem como uma substancial colecção de arte asiática. Ora até aí tudo bem. Eu que até sou uma moça formada em Património Cultural pensei cá para mim, que ia passar uma tarde bem passada, que dado o tamanho do edifício não ia ver tudo, mas que ainda assim os amigáveis 12.50€ (sendo que o preço do bilhete do Louvre são 10€) compensariam a visita. NÃO. ESQUEÇAM! Então porquê??? Desde 2005 que cerca de 95% do museu está fechado para renovação sendo que apenas se encontra aberto ao público as pinturas da colecção permanente, numa exibição especial chamada As Obras-primas. Sim, vimos algumas obras primas, de Rembrandt (A ronda noturna, em holandês: De Nachtwacht) a Vermeer (A leiteira, em holandês: Het melkmeisje) mas ainda assim saí de lá com uma sensação de... sei lá ... roubo!!! Por isso, se vierem para estas bandas, informem-se se as obras estão para acabar, ou se pelo menos têm acesso a 50% do museu.... Ainda pensamos visitar de seguida o Museu Van Gogh  mas já estávamos no limite dos "pés molhados e gelados" e por isso... fica para uma próxima. Retorno ao Hotel, tirar os sapatos e aquecer os pés,  "esticar o pernil" por um bocado e desfrutar de uma última refeição no Hotel. Confesso que, salvo alguns problemas de limpeza (não, não sou eu que sou maníaca, o Bruno também concordou...) que de uma maneira ou de outra foram resolvidos, uma das coisas a reter é a fantástica cozinha
...

(Por esta altura o meu homem estava a rogar pragas, do tipo - Raios parta, olha-me só para esta carninha que aqui vai ficar... - , porque queria pegar com as mãos e roer as costeletas de "bambi", que é como quem diz, veado (não no sentido brasileiro, hehehehe) e eu não deixei....)

Amanhã é dia de ir embora...
Não quero pensar nisso... sinto que deixo mais de metade de mim nesta terra fria! Já estou em contagem decrescente para o Natal. E não, não é pelas prendas, nem pelo grande jantar de família, pelos doces ou afins...  mas pela hora de abraçar e beijar o meu amor outra vez...

3 de dezembro de 2010

Let it snow...

E só para acabar o dia em grande, e porque lá fora neva a cântaros, aqui vai:

"Let It Snow! Let It Snow! Let It Snow!", Também conhecido como "Let It Snow", é uma canção da autoria do letrista Sammy Cahn e do compositor Jule Styne . Foi escrita em Julho de 1945 em Hollywood, Califórnia, durante um dos dias mais quentes de que se tem registo (Fonte: Wikipédia).

Oh the weather outside is frightful,
But the fire is so delightful,
And since we've no place to go,
Let It Snow! Let It Snow! Let It Snow!

It doesn't show signs of stopping,
And I've bought some corn for popping,
The lights are turned way down low,
Let It Snow! Let It Snow! Let It Snow!


When we finally kiss goodnight,
How I'll hate going out in the storm!
But if you'll really hold me tight,
All the way home I'll be warm.

The fire is slowly dying,
And, my dear, we're still good-bying,
But as long as you love me so,
Let It Snow! Let It Snow! Let It Snow!

Escangalhar a rir...

Ora vejamos...
ESCANGALHAR (De es-+cangalho+-ar)
    verbo transitivo
    1. desmanchar; 2. desarranjar; 3. quebrar; 4. estragar; destruir
    verbo pronominal
    1. desconjuntar-se; 2. (mecanismo) deixar de funcionar

    DIA 5.º (continuação) Ora que o dia estava animado e a correr sobre rodas, ou melhor, sobre skis, trenós, renas... sei lá... O almoço hoje foi mais animado, mas por pura coincidência. O homem esqueceu-se da carteira em casa e dos tlm's, pelo que não tinha carcanhol para comer. Assim, veio-me fazer companhia... A tarde correu normal, comigo "atracada" ao computador à procura de casa para deixar o marido, porque desconfio que até arranjar casa o homem (naturalmente) não descansa, nem dorme bem! Chegou ao quarto, um cadito mais animado que no dia anterior, o que de certa forma já me tranquiliza mais um pouco. 
    Depois de uma vista de olhos por sites de aluguer de casa, lá descemos na nossa romaria nocturna para jantarmos no restaurante do hotel. Eis senão quando nos aproximamos do restaurante e damos de caras com um sem fim de gente à espera de jantar! Raios parta, não chega estarmos no fim do mundo e agora isto??? Lá perguntamos ao empregado ao que ele amavelmente nos respondeu que não sabia se ia ter mesa para nos, que a cozinha já estava cheia de pedidos, e que fechava ás 22h (eram praí 21h15) WTF??? Serio... cada vez mais gosto deste sítio... Eis senão quando a senhora nos disse: Experimentem pedir room services... Lá fomos nós para o quarto, pedimos e passado nem 15m comemos. Ora o truque aqui é: pagar mais 3.50€ pelo serviço e logo os senhores da cozinha já nos fazem comidinha.... tchannnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnn. Digam lá se não é de ESCANGALHAR a rir...BESTAS!!!

    DIA 6.º Levantamos, tomamos o pequeno almoço e lá fomos novamente na demanda pelo desconhecido, numa segunda tentativa num banco. O marido pesquisou na net e encontrou um banco aqui perto que até tinha site em inglês, o que nos facilita imenso a vida. Caminho estudado, de gorro e luvas em punho, lá vamos nós. Depois de caminhar aí uns 20m (o que nem seria nada nau não fosse as condicionantes climatéricas de uns amáveis -2ºC) lá encontramos a agência. Entramos, e não estava mais nenhum cliente na agência, e volto a repetir NÃO ESTAVA MAIS NENHUM CLIENTE NA AGÊNCIA. Lá nos dirigimos ao balcão das informações, onde uma funcionaria, que estava junto de outra numa salinha (daquelas de vidro, que da para ver para dentro) ao computador (talvez a colherem morangos no farmville, sei la eu...) nos disse: que não tinham funcionários SUFICIENTES naquela agência para abrir contas e que por isso, hoje não poderiam tratar do assunto que só por marcação para a próxima semana....
    E mais umas vez meus caros, digam lá se não é de ESCANGALHAR a rir... Então eram duas funcionarias, não tinham mais ninguém para atender, mas não o podiam fazer porque não havia pessoas suficientes. Ora o que é que se deduz desta situação??? Que por terras do desconhecido, para abrir uma conta, o número de funcionários necessários será superior ou igual a três. Mas amigos, por vias das dúvidas, vão a um balcão central, com tipo cinco funcionários para ver se eles conseguem tratar do assunto... O dia ainda não acabou, por isso desconfio que as aventuras não ficam por aqui...

    Stuff No One Told Me....

    Verdade, verdadinha...

    Credits stuffnoonetoldme

    2 de dezembro de 2010

    Estaremos todos a fugir???

    Ontem, através de um blog de mais uma jovem "em fuga" e por terras do desconhecido, descobri esta noticia que saíu num dos jornais com mais tiragem em Amesterdão, o Volkskranto:
    Portuguese jeugd op de vlucht
    Ora traduzindo por miúdos isto dá mais ou menos Jovens portugueses em fuga. Segundo a notícia do jornal, cerca de 700.000 jovens sairam de Portugal entre 1998 e 2008, ou seja, 6,5% da população nacional. O jornal refere ainda que desde os anos 60 que não se assistia a tal êxodo... Estaremos nós todos em fuga do nosso país? Agora que até  o meu homem já veio, serei eu a próxima???

    Mais frio...

    Dia 4.º Ontem passei o dia sozinha, enfiada no hotel, que como já expliquei fica no fim do mundo. Ainda pensei em ir dar uma volta e ir comer por ai, mas tendo em conta os -6 e os preços dos transportes mais comidinha, decidi comer por aqui. Ora que se não é o meu espanto quando "realizei" (palavra que parece estar na moda em Portugal e que deve vir da tradução estúpida e errada do inglês "realise") que os holandeses não entendem como nós portugueses o conceito de almoçar. Segundo vim a descobrir, o almoço não é para os holandeses uma refeição principal. Mas que raio? Mas como não é? Alimentam-se de quê, "space-cakes"??? Ao que parece o horário normal dos restaurantes por aqui é do meio dia às duas da tarde e das seis às dez da noite (hora de fecho da maioria das cozinhas, inclusive a do hotel onde estamos). WHAT A F**K??? Bem... lá me sento eu toda catita e penso cá para mim, o menu dos outros dias à noite foram sempre iguais, ainda que não sejam nada de especial, e "a modes que" para que não depene mais a carteira peço uma massa bolonhesa... Ai pedes pedes... pois que o senhor trás a lista e tchanannnnnnnnnnnnnnnnnn... não é igual à do jantar! Raios parta que já me lixei. Um olhar atento às DUAS folhas de menu e dei por mim a pensar: Oh chefe, então eu não disse que vinha almoçar??? Onde é que está a comida??? Pois é, meus amigos. Ora que do menu constava (e consta, porque o menu de almoço é o mesmo TODOS OS DIAS): 3 sopas a um preço médio de 7.50€ cada uma; 2 saladas; 6 sandes e 3 - TRÊS - pratos quentes... Pois dito isto com todo o desconsolo do mundo, pedi um hambúrguer (segundo eles um prato quente) sendo que as alternativas para além desta seria salsicha e uma outra de ovos com qualquer coisa que não percebi. Adiante... como estava sozinha, visto que era o primeiro dia do homem no trabalho, levei um livrito para estar entretida e eis que chega o dito hambúrguer (e eu a pensar, lá vou eu encher-me de bolachas a tarde toda senão passo fome...). Ttchammmmmmmmmm... oh pra isto que hambúrguer de hotel é outra coisa e primeiro que eu desse cabo do bicho vi-me grega, ou vá, holandesa! Almocei e entreti-me pela tarde de volta de umas coisas de trabalho que tinha trazido para fazer...

    Dia 5.º Mais um dia mais uma voltinha... E sim, ainda está um frio do catano! Hoje quando acordamos estava tudo branco, e quando digo tudo branco, digo tudo branco mesmo!!! Tenho saudades de casa PONTO. Da minha cama, da minha almofada... sei lá, dos ares da ria. O tempo está a passar e nada de arranjar casa! Tou a ver que vai ser mais complicado do que previsto. E Ainda não parou de nevar...
    F*****E...




    PS: afinal até nem está tanto frio... parece que a sensação térmica já é de -12º. Uma subida de 3º de um dia para o outro é obra, não acham?!?!?!?

    1 de dezembro de 2010

    Hoje...


    Ainda não fui lá fora, mas as janelas estão todas ressoadinhas. Segundo as informações meteorológicas, estão cerca de - 6°C lá fora, mas com umas sensação térmica de -15°C. Que fixe...

    30 de novembro de 2010

    Amesterdão...


    1.º DIA: Saída do aeroporto de Porto, rumo ao desconhecido, vulgo por agora entre nós Amesterdão. Motivo: "a modes que" o marido arranjou emprego por estas bandas. Foi assim LITERALMENTE: Estava eu na sala, de volta das minhas pedras e ele do escritório diz: "Oh mor bla bla bla bla bla bla enviar currículo". Eu não percebi mesmo o que ele disse e respondi que sim... Passados 5 minutos ou menos, toca o telefone de casa, ele atende, começa a falar em inglês, os olhos a brilhar, e eu a pensar cá comigo "Já me F***"... Mais umas duas ou três semanas e prontos... Eis que estamos em Amesterdão, ele fica a trabalhar por cá, e eu vou................. (não sei se ele me vai conseguir enfiar no avião de volta) que ainda tenho mais 3 anos de doutoramento em Portugal. Chegada ao Aeroporto de Schiphol, apanhamos um táxi para o Hotel e pagamos a módica quantia de 25€ por cerca de 20 minutos de carro. (Sim... fiquei logo "agradada" com este país...). Hotel porreiro e simpático, ao pé do local de trabalho do homem. Localização do mesmo: NO FIM DO MUNDO. Pousar as "malitas" (uma maneira simpática de dizer depois de termos pago 4 kg de excesso de bagagem, que equivalem pela amiga TAP em mais 60€) e nem deu para esticar um cadito o pernil porque "a modes que" o restaurante do hotel fecha as 10 da noite (WHAT A F**K???)... Enfim... dormir....

    2.º DIA: Dormir como se não houvesse amanhã, como se não tivéssemos que ir em busca do desconhecido. Depois do acordar e da banhoca, partimos em busca de um qualquer "tasco" para comer. E... com cerca de -2º lá fora NEPS, NADA... Isto é o fim do mundo. Lá apanhamos o metro e rumamos ao centro. Quando vi um BurgerKing na Centraal Station, que é como quem diz, na estação central, foi como se todo o dia se iluminasse e o sol chegasse até nós. Nunca um hambúrguer me soube tão bem!!! Depois da paparoca eis que estes "turistas" vão a procura do desconhecido. Ai vão vão... era o ias... Descobri recentemente (ontem) uma nova frase "Nevava a cântaros". Pois que nada de passeio para ninguém correndo o risco de hipotermia. (Um aparte: não percebo como é que as senhoras/raparigas/meninas, vá... moças daqui, conseguem andar com saias e meias de vidro nesta altura do ano. Sério, não está nas minhas capacidades de compreensão!) Eram cerca das 3 da tarde e  estava a ficar para o escuro. Apanhamos metro e vá de vir para o hotel chegando com uma relativa camada de neve, pés gelados e sem qualquer tipo de sensibilidade na cara. Jantar no restaurante do hotel, porque até como já expliquei isto é o fim do mundo...

    3.º DIA: Acordar cedinho porque hoje é dia "appointment's", sim porque neste país nada se faz sem marcação. Lá vamos nós, depois de uma pesquisa intensa pela net no dia anterior, em busca do local onde se tira o Sofi number (número de Segurança Social e NIF num só). Depois da papelada tratada, mais contracto de trabalho e tal, adeus e até a próxima, partimos em busca do almoço. Rumo ao centro novamente, ficamos pela praça Dam. Depois de umas voltitas no reconhecimento do desconhecido lá nos alapamos num tasco dito argentino. Bem que de argentino não tinha nada, e que o gajo com cara de dono mas parecia marroquino, lá almoçamos. De seguida nova demanda, conta no banco. Ora que para conta num banco é preciso: n.º sofi, chek; contracto de trabalho, check; morada... pois que não aceitam a morado do hotel, e para alem disso é preciso estar registado na câmara municipal, que para isso tb é preciso morada, mas que curiosamente para comprar/alugar casa e preciso conta de banco... lolololol.... Depois das explicações do senhor do banco, sempre atencioso (em inglês, sim porque 99% da população na Holanda fala inglês, como diz o nosso primeiro, porreiro pá!) fomos noutra demanda, telemóvel. Ora telemóvel e número holandês, check. Lá fomos novamente, numa de turista agora, em descoberta do centro de Amesterdão. Gostei bastante, mas com este friozinho, cerca de -4º não dá mesmo. Mais uma viagem de regresso ao hotel, desta feita de Tram, o eléctrico cá do sitio. Se ontem cheguei ao hotel regelada, hoje pior ainda. É como a anedota do patinho: "Não sinto nada... não sinto as patas, não sinto o bico, não sinto nada...". O meu homem anda pálido, o brilho nos olhos que tinha no decorrer na entrevista morreu, não é o mesmo. Tento ajudar mas não sei como, normalmente ele é que costuma ser calmo e desenrascado nestas coisas. Já trabalhou no Japão, França e Inglaterra e nunca o vi assim, preocupado. Decidi por mão á obra e procurar informações que lhe pudessem ser úteis. Depois de alguma pesquisa encontrei alguns blogs de portugueses por terras do desconhecido. Lá lhe dei a informação e "praticamente o obriguei", que é como quem diz, que fui chata como o caraças, até ele entrar em contacto com as pessoas. Logo uma delas lhe respondeu e tchanammmmmmmmmmmmmm... estão a trabalhar na mesma empresa, no mesmo edifício. Lá veio novamente o brilhozinho nos olhos e algumas certezas e confiança. Ainda não conheci a nossa nova amiga, mas só pela amabilidade e disponibilidade em todas as nossas perguntas, sinto que deixo bem "entregue" o homem (além disso, numa leitura rápida pelo seu blog descobri 2 coisas muito importantes: 1.º é uma mulher do norte, carago; 2.º gosta de tunas, e logo aí já me conquistou).


    Para quem vai para estas terras do desconhecido, vulgo HOLANDA, aconselho vivamente o blog de três moçoilas que por lá andam e que descrevem as suas aventuras e desventuras:

    Relativamente a "post's" que têm a ver com a vida por lá estes são completamente obrigatórios:

    Esperam-nos novas aventuras amanhã....

    PS: e Fotos, perguntam vocemessezes zzzzz sabendo que tanto eu como o homem, exímio "tirador de fotografias", gostam tanto... pois que meus amigos. Tá um frio do catano, que não dá vontade de tirar as mãos das luvas e dos bolsos. 
    As imagens aqui presentes foram retiradas da Wikipédia.

    22 de novembro de 2010

    Moinhos de Vento...

    Credits holland.com

    Novos ventos, novos rumos se avizinham...

    Saudade...


    Mais um Moura que passou...

    Saudade, será talvez a melhor palavra para descrever este fim de semana...
    Foi pouco e curto para matar as minhas saudades!!! Para o ano há mais...

    8 de novembro de 2010

    Porto...

    Não podia de deixar uma homenagem ao meu Porto... Ontem é que foi 5 - 0!!!

    No entanto passo-me da cabeça com aquelas BESTAS que se dizem adeptos do futebol e só fazem é m***a... Tanto de uma equipa como de outra.

    Sou totalmente contra a violência no desporto.

    5 de novembro de 2010

    The site...

    Pois que há muito que queria fazer uma coisa destas. Com a ajuda do meu amorzinho aqui apresento o site do meu projecto de Doutoramento...

    Visitem!

    3 de novembro de 2010

    Só porque sim...

    Hoje ganhei flores...

    Segundo o marido, a senhora florista perguntou qual era a ocasião, ao que ele respondeu:
    "que era simplesmente porque sim!"
    Mas porque raio tem que haver uma ocasiao especail para se oferecer flores??? Vá lá homens, toca de oferecer flores as mulheres, namoradas e afins... 

    Carte d’Or Castanha...

    cartedor_castanha.jpgA marca de gelados internacional lançou uma campanha publicitária do seu novo sabor, Carte d’Or Castanha.

    O filme de 10 segundos, desperta-nos o sentido da visão, com imagens de castanhas acabadas de assar. No final, somos surpreendidos com uma proposta diferente e arrojada para comer castanhas boas, mas muito frescas.”, descreve a marca em comunicado, sobre o seu novo spot publicitário.

    Tou mortinha por experimentar...

    2 de novembro de 2010

    Comer Orar Amar

    Há uns tempos valentes, numa daquelas sessões de puro zapping pela televisão, apanhei uma entrevista da Oprah à Elizabeth M. Gilbert. E perguntam vocês quem é esta senhora?! Pois que é uma romancista, ensaísta, contista, biógrafa e memorialista norte-americana, mais conhecida pelo seu livros (uma espécie de memórias) escrito em 2006, Eat, Pray, Love, que em Julho de 2010 estava há 180 semanas na lista dos mais vendidos do New York Times. Por mera curiosidade, acabei por comprar o livro e ler... fiquei maravilhada. mesmo... Num pequeno resumo:
    Aos 34 anos, Elizabeth Gilbert, escritora premiada e destemida jornalista da GQ e da SPIN, descobre que afinal não quer ser mãe nem viver com o marido numa casa formidável nos subúrbios de Nova Iorque e parte sozinha numa viagem de 12 meses com três destinos marcados: o prazer na Itália, o rigor ascético na Índia, o verdadeiro amor na Indonésia. Irreverente, espirituosa, senhora de um coloquialismo exuberante, Elizabeth não abandona um minuto a sua auto-ironia e conta-nos tudo acerca desta fuga desesperada ao sonho americano que começou no momento em que encontrou Deus. (...) "Comer na Itália, Orar na Índia e Amar na Indonésia" é uma micro-autobiografia desse ano. O projecto de Elizabeth Gilbert era visitar três lugares onde pudesse desenvolver um aspecto particular da sua natureza no contexto de uma cultura que tradicionalmente se destacasse por fazê-lo bem. Em Roma, estudou a arte do prazer, aprendeu a falar Italiano e engordou os 23 kilos mais felizes da sua existência. Reservou a Índia para praticar a arte da devoção. Com a ajuda de um guru nativo e de um cowboy do Texas surpreendentemente sábio, Elizabeth empenhou-se em quatro meses de exploração espiritual ininterrupta. Em Bali, aprendeu a equilibrar o prazer sensual e a transcendência divina. Tornou-se aluna de um feiticeiro nonagenário e apaixonou-se da melhor maneira possível - inesperadamente.
    O livro foi um sucesso, e está agora no cinema. Convenci o marido e fomos ver. Adorei! Não tanto como o livro, e aconselho vivamente o livro, mas acho que de qualquer forma o filme está bastante bem conseguido.

    Título Original: Eat Pray Love
    Classificação: M12
    País: EUA
    Ano: 2010
    Género: Drama
    Duração: 133m
    Realização: Ryan Murphy (I)
    Interpretação: Billy Crudup, James Franco (I), Javier Bardem, Julia Roberts
    Argumento: Ryan Murphy (I)

    News...


    Pois que há muito tempo que não escrevo neste meu cantito... Falta de tempo? Falta de vontade?... Não sei... à vezes sinto uma necessidade enorme de dizer umas coisas, outras nem por isso... a ver se é desta que digo!

    Pois que da última vez que "postei" por aqui estava longe de casa, pelos Algarves,  em escavações. Depois de ter passo por lá uns anos valentes, muitos foram os amigos que ficaram, e as saudades... Assim aproveitamos a "disponibilidade" do meu marido (adoro dizer isto) além da boa vontade dos nossos amigos (que nos recebem sempre de braços abertos) e ficamos uns dias pelos Algarves, a aproveitar os últimos raios de sol deste nosso Verão. Pois que nem uns verdadeiros turistas, fizemos praia, passeamos (sim porque o Algarve tem muito mais que praia, muito mais mesmo e vale bem a pena conhecer!), comemos uns petiscos, mas acima de tudo, revi os amigos....

    Oh que depois... tive que ir até ali à vizinha Espanha, dar um "pulinho" à biblioteca da Uni. de Salamanca. Numa altura de crise, em que se fal mal a torto e a direito, muto se critica e pouco, ou melhor nada se faz, digo-vos que fiquei maravilhada... Já fui várias vezes a Espanha, em várias ocasiões... mas desta vez foi um abrir de olhos... Acredito que por lá também se esteja a passar por uma crise financeira, na verdade toda a Europa está, mas: a comida e a bebida é "ela por ela" entre cá e lá, sendo que o ordenado mínimo lá é mais do dobro que cá, a universidade é 5 estrelas (até se pode requisitar na biblioteca computadores portáteis, e isto eu vi!), as cidades têm um verdadeiro sistema de transportes públicos bem como toda uma série de equipamentos... Cada vez mais me pergunto o que é que continuo a fazer neste país... Enfim...

    4 de setembro de 2010

    Vale Boi...



    "Escavam leve, levemente,
    como quem põe o prisma assim,
    Será osso, será silex?
    Osso não é certamente,
    e o silex não parte assim,
    Fui ver...era uma concha!"




    in: via patrimonius

    25 de agosto de 2010

    A vida é bela...

    Porque quando os amigos PERFEITOS - Vera, Hugo, Leandro e Juliana - se aliam à VIDA É BELA, o resultado não podia ser melhor do que MAIS QUE PERFEITO...
    Assim, numa data que nos é tão especial, partimos à descoberta do nosso norte e passamos uns excelentes dias por terras do Douro Vinhateiro, no Douro Palace Hotel Resort & Spa...


    Porque juntos somos um...

    E já lá vai um mês...

    23 de agosto de 2010

    Coisas simples...




    Porque são as coisas simples da vida que nos fazem sorrir...


    No destes dias que passou, estava eu de volta dos tachos, quando o meu amor me resolveu surpreender...

    21 de agosto de 2010

    Lua de mel cultural..

    Terra de todos os sons e cheiros, uma viagem a Marrocos é uma experiência verdadeiramente sensorial e inesquecível... A Medina de Fez, a cidade imperial de Meknes, conhecer os souks de Maraquexe, as montanhas do Alto Atlas, as ruínas romanas de Volubilis...motivos de sobra para uma viagem que jamais esqueceremos, um novo ponto de partida, uma nova viagem a dois...

    Há coisas que acontecem e que valem por serem mais do que as palavras...

    Um milhão de palavras não chega par agradecer a todos os que estiveram presentes e partilharam este dia connosco... O nosso sincero obrigado!

    17 de agosto de 2010

    Aniversário...

    Depois de um dia lindo, lindo, lindo... sobre o qual ainda não consigo expressar-me de forma coerente... :) ... eis que chega o afamado aniversário dos 28...

    Pois que não tive bolo, nem uma grande festa... mas tive o meu amorzinho comigo... Foi um dia que superou de todo as expectactivas... começou com uma prenda fantástica - um BANDOLIM (prometo fotos me breve) -  e terminou ao som de um concerto de Ana Moura e dos Amália Hoje.
    Um dia a dois onde me senti simplesmente feliz...


    17 de julho de 2010

    Antes era assim...

    ...duas semanas antes do grande dia, os amigos e familiares dos noivos preparam com afinco a despedida de solteiro. O conceito remonta ao período da Reforma, quando servia para os amigos do noivo lhe reforçarem as economias, para garantirem que, no futuro, ele continuaria a acompanhá-los nas saídas nocturnas. Enquanto isso, amigas e mulheres da família da noiva reuniam-se pacatamente em casa para verificar se não faltava alguma peça ao enxoval...

    Pois...isso era antes!!!


    Apenas posso referir que foi qualquer coisa de especial... Obrigada minhas lindas!!!

    29 de junho de 2010

    Aquella Tarde...

    Porque há "aquellas tardes" que são inesquecíveis e momentos que valem a pena recordar, e porque a CARLA e o BEBÉ assim o merecem, MUITOS PARABÉNS e os maiores VOTOS DE FELICIDADE
    Foi lindo, lindo, lindo!!!