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15 de agosto de 2013

La cage dorée

Esta semana, aproveitamos o facto de eu ter descansado baste durante o dia, e assim, fresca que nem uma alface, já me conseguia aguentar num cinema duas horas sentada... Fomos ver o aclamado La cage dorés, ou no nosso português A Gaiola dourada. Ora que adoramos o filme e eu acabei a chorar que nem uma madalena arrependida (e não de ter sido fruto das hormonas não senhor) quando a actriz Catarina Wallenstein (e a moça canta bem como o raio... acreditem...) canta o fado Prece, eternizado pela nossa Amália, de uma forma extremamente emotiva e sentida...

O filme retrata a história de dois emigrantes portugueses - a Maria e o José - num bairro em Paris. Vivem lá fora há mais de 30 anos na casa da porteira no rés-do-chão de um prédio da segunda metade do século XIX. Este casal de emigrantes portugueses é querido por todos no bairro: Maria uma excelente porteira e José um trabalhador da construção civil fora de série. Com o passar do tempo, este casal tornou-se indispensável no dia-a-dia dos que com ele convivem. São tão apreciados e estão tão bem integrados que, no dia em que surge a possibilidade de concretizarem o sonho das suas vidas, regressar a Portugal em excelentes condições, ninguém quer deixar partir os Ribeiro, tão dedicados e tão discretos. Até onde serão capazes de ir a sua família, os seus vizinhos e os patrões para não os deixarem partir? Mas estarão, a Maria e o José, verdadeiramente com vontade de deixar França e de abandonar a sua preciosa gaiola dourada? (in Sapo Cinema). 

O filme é dum realizador luso-francês, Ruben Alves, que se inspirou na sua própria experiência e na dos seus pais, emigrantes portugueses em Paris, a quem dedica este filme.


Prece - Amália Rodrigues
Talvez que eu morra na praia
Cercada em pérfido banho
Por toda a espuma da praia
Como um pastor que desmaia
No meio do seu rebanho.

Talvez que eu morra na rua
E dê por mim de repente
Em noite fria e sem luar
E mando as pedras da rua
Pisadas por toda a gente.

Talvez que eu morra entre grades
No meio de uma prisão
Porque o mundo além das grades
Venha esquecer as saudades
Que roem meu coração.

Talvez que eu morra de noite
Onde a morte é natural
As mãos em cruz sobre o peito
Das mãos de Deus tudo aceito
Mas que eu morra em Portugal.

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