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29 de maio de 2008

Everest, o monte mais alto...

Everest South Summit, Nepal, 1963
Photograph by Barry C. Bishop
O monte Evereste, a montanha mais alta do Mundo com uma altitude de 8848 m, é constituído por xistos cristalinos e calcários primários. A sua altitude foi medida pela primeira vez em 1852 e o nome foi-lhe dado em honra de Sir George Everest, na época topógrafo geral da Índia.
Os Tibetanos chamam-lhe Chomolungma - Deusa Mãe do Universo - ou,
em chinês, 
Qomolangma e em nepalês Sagarmatha.
Posteriormente surgiram dúvidas acerca da primeira medição. Uma massa com aquelas dimensões produz o seu próprio campo gravitacional e a equipa de topógrafos não confiou no rigor dos seus instrumentos. Assim, fizeram seis medições e calcularam a média: exactamente 29 000 pés. Medições mais recentes, feitas por topógrafos chineses e indianos, conduziram a 8849 metros (29 032 pés), mas a medida oficial mantém-se 1 metro abaixo desta. Na realidade, as mudanças de espessura do gelo e da neve do cume alteram continuamente a altitude.
Edmund Hillary e Tenzing Norgay sobre o Sudeste Ridge prestes
a deixar o sul do Col
 estabelecer Camp IX abaixo da Cúpula Sul
do Monte Everest. Foto: Alfred Gregory, 28 de maio de 1953

Os primeiros homens a escalarem o Evereste foram o alpinista neozelandês Sir Edmund Hillary e o guia sherpa Tenzing Norgay, em 29 de Maio de 1953. Desde então, houve mais escaladas bem-sucedidas, incluindo quatro realizadas por mulheres - a primeira escalada feminina foi realizada por Junko Tabei, em 1975 - e cinco sem oxigénio auxiliar - a primeira ocorreu em 1978 e foi feita por Reinhold Messner e Peter Habeler. Em Maio de 1999, o português João Garcia atingiu o topo sem oxigénio auxiliar.

27 de maio de 2008

Le Corbusier...

Charles-Edouard Jeanneret-Gris, mais conhecido pelo pseudónimo de Le Corbusier, (La Chaux-de-Fonds, 6 de Outubro de 1887 — Roquebrune-Cap-Martim, 27 de Agosto de 1965) foi um arquitecto, urbanista e pintor francês de origem suíça. É considerado juntamente com Frank Lloyd Wright, Alvar Aalto, Mies van der Rohe e Oscar Niemeyer, um dos mais importantes arquitectos do século XX. Aos 29 anos mudou-se para Paris, onde adoptou o seu pseudónimo, que foi buscar ao nome do seu avô materno. A sua figura era marcada pelos seus óculos redondos de aros escuros. Morreu por afogamento em 27 de Agosto de 1965.

Arquitectura: Seminário internacional em Lisboa vai debater legado de Le Corbusier


Arquitectos portugueses e estrangeiros participam terça e quarta-feira num seminário, em Lisboa, sobre a importância do legado de Le Corbusier para o pensamento de outros arquitectos e outros modos de produzir arquitectura.
O Seminário Internacional "Rethinking Le Corbusier" decorre até quarta-feira no Museu da Electricidade, organizado pela Ordem dos Arquitectos no âmbito da grande retrospectiva sobre o arquitecto francês de origem suíça que inaugurou dia 19 de Maio no Museu Colecção Berardo, no Centro Cultural de Belém (CCB).
João Rodeia, Ana Tostões, Beatriz Colomina, Stanislaus von Moos, e William Curtis serão alguns dos conferencistas portugueses e estrangeiros presentes neste seminário, que recordará o artista como um dos que marcou de forma indelével o século XX.
"Através dos seus escritos, dos seus edifícios, dos seus planos, da sua pintura, assume papel fundamental na história da modernidade. A sua obra de carácter inovador, questiona princípios e modelos de pensar arquitectura, participando numa vanguarda que teve grande repercussão e deixou um enorme legado para a história e crítica da arquitectura", refere José Manuel Rodrigues, da OA, numa nota sobre o encontro.
O objectivo da OA é, à luz da contemporaneidade, "voltar a falar da sua obra e do seu legado, questionando um princípio que, para quem se interessa verdadeiramente pelas questões da arquitectura, é fundamental para a sedimentação da prática do ofício: a recta do tempo e o olhar crítico perante a história".
A entidade propõe-se ainda debater e dar a conhecer o legado da obra de Le Corbusier na arquitectura portuguesa, tendo para tal estruturado dois módulos de debate sobre o tema, e um conjunto de visitas guiadas a algumas obras emblemáticas dessa influência, em Lisboa.
A vasta obra de Le Corbusier abrange um período de 60 anos, desde os seus primeiros trabalhos na sua cidade natal suíça, La Chaux-de-Fonds, passando pelos edifícios cúbicos da década de 20, nomeadamente a icónica Villa Savoye (1928-31), culminando com as suas últimas obras, das décadas de 50 e 60, das quais a Capela de Ronchamp (1950-55) e os edifícios da cidade indiana de Chandigarh (1952-1964) são exemplos.

Quanto à exposição no Museu Colecção Berardo, intitulada"Le Corbusier, Arte da Arquitectura", contém maquetas, pinturas, esculturas, desenhos e edições originais do arquitecto, urbanista, pintor, designer e coleccionador francês de origem suíça conhecido pelo pseudónimo Le Corbusier. A mostra, criada pelo Vitra Design Museum (Alemanha) em colaboração com o Royal Institute of British Architects (RIBA) e o Netherlands Architecture Institute (Holanda), estará no Museu Colecção Berardo, no Centro Cultural de Belém, até 17 de Agosto, partindo depois para Liverpool, Capital Europeia da Cultura, encerrando, posteriormente, em Londres.
Dividida em três módulos independentes - "Contextos", "Privacidade e Publicidade" e "Arte Construída" -, a mostra foca igualmente os grandes temas do trabalho do arquitecto, nomeadamente, o seu interesse pelo Mediterrâneo e pelo Oriente, as formas orgânicas, na década de 30, bem como a utilização e exploração de novas tecnologias e dos media.

In: 26.05.2008 - 17h36 Lusa