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29 de agosto de 2013

The army of the moms...


O que eu me fartei de rir...
Leiam a crónica completa no Lifestyle do Público.

"Vinho não. Cerveja não. Refrigerantes não. Água. Aquela que acho que poupo no banho, é a que tenho de beber às litradas, disse-me a pediatra e o grupo de mamãs do Google".
Credits lifestyle.publico.pt

27 de agosto de 2013

Week 33...

Esta semana começou relativamente calma. Nas aulas de preparação fizemos alguns exercícios de básculas. São exercícios que ajudam o bebé a ficar na posição certa para o parto e para além disso, as básculas em conjunto com os exercícios de respiração durante as contracções, ajudam a acelerar a dilatação. Dois dos exercícios que fizemos nas aulas foram:

Exercício 1

  • deitada de barriga para cima com os membros inferiores em flexão e as mãos nas cristas ilíacas: 
  • Inspirando lentamente alongue as costas afastando-as do chão (bacia para cima). 
  • Expirando lentamente arqueie as costas aproximando-as do chão (bacia para baixo). 

Exercício 2
  • de gatas com as mãos apoiadas no chão e braços alinhados com as ancas: 
  • Inspirando lentamente alongue as costas e olhe para o tecto (rode a bacia para fora). 
  • Expirando lentamente arqueie as costas e olhe para o umbigo (rode a bacia para dentro). 

Noutra aula (sim, são duas por semana...) falamos da anestesia epidural. Confesso que tinha uma ideia totalmente distorcida do que era. Pensei mesmo que fosse uma espécie de injecção e prontos, mas não, é todo um processo complexo que consiste na colocação de um catéter fino (e aqui deixei de achar piada... e ter um excesso de visualização...), conduzido através de uma agulha condutora, num espaço entre duas membranas: epidural e dura-máter. 

A epidural é o tipo de anestesia mais popular para aliviar as dores do parto, sendo o tipo de anestesia mais usado pelas grávidas em relação ao controlo das dores. É uma anestesia local que bloqueia a dor numa região específica do corpo. O objectivo da epidural é aliviar a dor, em vez de fazer com que se perca a sensibilidade total, tal como acontece com as anestesias locais ou gerais. Na anestesia epidural os impulsos nervosos da espinal medula inferior são bloqueados, resultando numa diminuição da sensação na parte inferior do corpo (assim esperamos...)...

Como em tudo, existem benefícios e desvantagens, é uma questão de ponderar o que mais convém a cada um... Eu por mim, maricas como sou, quantas menos dores melhor, por isso droguem-me!

Credits babycenter.com

23 de agosto de 2013

About the visits...

Confesso que este é um tema que me assusta e admito que até seja um tema relativamente sensível... 

O que dizer sobre as visitas da família e amigos na maternidade e em casa imediatamente depois do parto?

É um assunto que me tem passado pela cabeça desde à algum tempo, mas agora que já entrei no último trimestre chega a altura de realmente começar a pensar neste assunto mais a sério. Tinha (e TENHO...) cá para mim que é para além de ser um momento de pura felicidade e de muita ternura, o nascimento de uma criança é também um momento caótico para o casal, num misto de ansiedade, insegurança, aprendizagem e muito, muito cansaço...

Na visita à maternidade a enfermeira aconselhou a não ter muitas visitas no hospital (apesar dizer que sabia que esta é uma questão difícil de contornar para as famílias...):

  • primeiro pelo cansaço da mãe (sim... gravidez não é doença mas moí o corpo duma mulher, não tenham dúvidas disso...);
  • pelo cansaço da criança (e avisou logo que a criança andar de colo em colo nos primeiros dias não é nada bom, porque fica muito moída e com cólicas, o que depois resulta em más noites, e nesse altura as visitas estão em casas e é a mãe que fica no hospital sem dormir...);
  • por último por uma questão de prevenção no que diz respeito a bactérias trazidas de fora do hospital... 

Eu e o meu Bruno já falamos sobre este assunto, e como em tudo ao longo da gravidez, também concordamos neste assunto. As visitas nos primeiros dias na maternidade deverão ser só para a família mais próxima (o que no nosso caso compreende, irmãos, pais e avós). Durante mais ao menos as primeiras semanas ou mesmo durante o primeiro mês, as visitas deverão ser espaçadas e fazer uma tentativa de não encher a casa com uma equipa de futebol. 

Acredito, como já disse, que seja um momento de mudança para o casal e que deve ser respeitada a vontade dos pais. Receber pessoas em casa num momento tão grande de mudança deve ser não só bastante cansativo, como também difícil de coordenar uma vez que o bebé e os pais ainda se estão a habituar às rotinas quotidianas, e aos horários. 

Acredito ainda que possa ferir susceptibilidades no que diz respeito a este assunto, mas esta é mesmo a nossa maneira de pensar, e espero mesmo que a respeitem. Sobre este assunto li um artigo dum psicólogo que gostei muito e se quiserem saber mais leiam aqui.

20 de agosto de 2013

Week 32...

E já só faltam oito... 

Esta semana tive as primeiras contracções... Não, não tive as contracções que antecedem o parto, mas sim as contracções Braxton Hicks, mais um dos sintomas mais comuns da gravidez. As características deste tipo de contracção são:
  • Acontecem só algumas vezes por dia, e não mais que duas vezes por hora.
  • Normalmente param quando muda de actividade: se passou muito tempo sentada, levante-se e caminhe. Se ficou muito tempo de pé, sente-se ou deite-se.
  • São irregulares, não rítmicas (sendo rítmicas, são-no apenas por um período curto de tempo).
  • Não são muito compridas: duram menos de um minuto.
  • Não vão aumentando de intensidade.
  • Podem atingir só uma parte da barriga.
  • Podem ser despoletadas pelos movimentos ou pela posição do bebé.
As contracções de Braxton Hicks podem variar de mulher para mulher. Enquanto há grávidas que não acham nada de mais, existem algumas mulheres que sentem algum desconforto (como aconteceu comigo...). Para sentir algum alivio podemos: 
  • Beber muita água. Desidratação pode gerar espasmos musculares, gerando uma contracção. Evite cafeína.
  • Praticar técnicas respiratórias. Respiração ritmada vai ajudar a aliviar o desconforto.
  • Deitar-mo-nos sobre o lado esquerdo quando se tem uma contracção. Isto deve ajudar a aliviar a dor e a manter-nos descansada.
  • Mudar a posição em que se está ou alterne de actividades durante um tempo enquanto se tiver uma contracção. Uma ligeira mudança no movimento por vezes faz desaparecer as contracções.
  • Urinar quando se precisa. A bexiga cheia pode causar contracções de Braxton Hicks.

Na terça fizemos a visita à maternidade e ficamos muito satisfeitos. Ao conhecer as instalações e os procedimentos gerais do parto e pós-parto, acabamos por de certa forma diminuir a ansiedade e contribuir um pouco para a nossa formação e mentalização acerca do grande dia D. No bloco de partos é possível que a grávida tenha um acompanhante ao longo de todo o processo de parto, e durante os dias de internamento, as novas mamãs têm formações em segurança automóvel, cuidados de higiene e amamentação. Não podíamos estar mais satisfeitos!!!

Esta semana tive outra das maravilhas na maternidade... Não é um assunto nada agradável de tratar, nem bonito, mas a verdade é que mais de metade das grávidas têm as afamadas hemorróidas (doravante tratada por "amiga"). Ora que na quarta à noite descobri que tinha uma nova amiga... achei eu que seria normal, que no dia a seguir telefonava para a linha 24 e me indicava, um pomada qualquer e eu ficava despachada.

Pensava eu... No dia a seguir nem me conseguia sentar, estava cheia de dores e já não sabia onde me havia de meter. Ora que era feriado e o Centro de Saúde estava fechado, e a ideia de ter que ir às urgências do hospital Só por causa de hemorróidas era coisa que não me apetecia mesmo nada. Liguei para a Linha 24 e fui aconselhada a ir ao hospital uma vez que os sintomas estavam a piorar. Ora fonix... o que eu queria era mesmo uma pomadinha e ficar sossegada no sofá, mas nada feito. 

Fui aguentado porque o meu Bruno estava a trabalhar e ao fim do dia lá fui eu. Desta vez, não me mandaram para as urgências da Obstetrícia, uma vez que não tinha nada a ver com o bebé, e fui encaminhada para a Cirurgia... Mais uma vez eu ia à procura duma pomadinha... uma pomadinha senhores... Depois de ter sido examinada pelo médico (e tendo em conta que era um feriado e estava montes de gente, até nem achei que nem demoraram muito a chamar-me...) ele explicou-me que eu tinha uma hemorróida trombosada.

O quê??? Bem, o médico lá me explicou o que era, e saiu da salinha. Eu fiquei à espera da tal pomadinha (sou mesmo crente...), até que ouvia a enfermeira a perguntar ao médico: "Oh Dr. o tabuleiro está pronto, qual é o número do bisturi que quer?" Ia caindo da marquesa... mesmo... Bisturi, mas qual bisturi? Eu quero uma pomadinha senhor doutor... Não irei entrar em pormenores, mas posso dizer que entre a anestesia e corte com o bisturi n.º 11 não foi nada bonito, muito menos agradável. Passei o resto da semana deitada à espera que a minha amiga cicatrizasse e encolhesse...Estou quase fina ;)


Credits babycenter.com

19 de agosto de 2013

The colors of the city...

Cada vez mais apaixonada pela minha cidade...
Não fosse eu andar entravadinha das costas, saía por ai à cata de mais relíquias destas...

Credits Bruno Costa

17 de agosto de 2013

For the mommy's...


Já está na altura de tratar da mala para a maternidade e depois de ter tratado das coisas do meu feijão, tive que tratar de mim. Ora que são aconselhadas camisas de dormir com botões à frente para amamentar, e quando andei a ver onde comprar dei de caras com a colecção 'Maternity' da Women'Secret. Não achei que fossem caras por aí além (tendo em conta algumas camisas que tinha visto na Modalfa), mas tive uma sorte do caneco e acabei por comprar tudo a metade do preço (ou menos) em saldos. As peças são super praticas, em algodão e com alças amovíveis, e além disso giras que se fartam, porque lá por termos sido recém-mamãs, não precisamos de parecer um saco de batatas. 

Credits Woman Secret

15 de agosto de 2013

La cage dorée

Esta semana, aproveitamos o facto de eu ter descansado baste durante o dia, e assim, fresca que nem uma alface, já me conseguia aguentar num cinema duas horas sentada... Fomos ver o aclamado La cage dorés, ou no nosso português A Gaiola dourada. Ora que adoramos o filme e eu acabei a chorar que nem uma madalena arrependida (e não de ter sido fruto das hormonas não senhor) quando a actriz Catarina Wallenstein (e a moça canta bem como o raio... acreditem...) canta o fado Prece, eternizado pela nossa Amália, de uma forma extremamente emotiva e sentida...

O filme retrata a história de dois emigrantes portugueses - a Maria e o José - num bairro em Paris. Vivem lá fora há mais de 30 anos na casa da porteira no rés-do-chão de um prédio da segunda metade do século XIX. Este casal de emigrantes portugueses é querido por todos no bairro: Maria uma excelente porteira e José um trabalhador da construção civil fora de série. Com o passar do tempo, este casal tornou-se indispensável no dia-a-dia dos que com ele convivem. São tão apreciados e estão tão bem integrados que, no dia em que surge a possibilidade de concretizarem o sonho das suas vidas, regressar a Portugal em excelentes condições, ninguém quer deixar partir os Ribeiro, tão dedicados e tão discretos. Até onde serão capazes de ir a sua família, os seus vizinhos e os patrões para não os deixarem partir? Mas estarão, a Maria e o José, verdadeiramente com vontade de deixar França e de abandonar a sua preciosa gaiola dourada? (in Sapo Cinema). 

O filme é dum realizador luso-francês, Ruben Alves, que se inspirou na sua própria experiência e na dos seus pais, emigrantes portugueses em Paris, a quem dedica este filme.


Prece - Amália Rodrigues
Talvez que eu morra na praia
Cercada em pérfido banho
Por toda a espuma da praia
Como um pastor que desmaia
No meio do seu rebanho.

Talvez que eu morra na rua
E dê por mim de repente
Em noite fria e sem luar
E mando as pedras da rua
Pisadas por toda a gente.

Talvez que eu morra entre grades
No meio de uma prisão
Porque o mundo além das grades
Venha esquecer as saudades
Que roem meu coração.

Talvez que eu morra de noite
Onde a morte é natural
As mãos em cruz sobre o peito
Das mãos de Deus tudo aceito
Mas que eu morra em Portugal.

13 de agosto de 2013

Week 31...

Depois do susto no hospital, tive mesmo que meter na cabeça que tinha que ter descanso absoluto. E assim foi... Fiz muito pouco (ou quase nada...) cá em casa e tive sempre o homem a cuidar de mim... Apesar de ter ser sempre bom, sermos apaparicadas assim, confesso que este estado de não poder fazer nenhum me anda a dar cabo dos nervos. 

É realmente uma coisa que me tem andado a dar cabo da cabeça (eu e os meus macaquinhos nos sótão fazem umas festas em grande...) é o facto de um me sentir inútil. A verdade é que não estou a trabalhar, as minhas costuras estão interrompidas, e não consigo fazer nada em casa. Eu bem sei que é devido a questões de saúde, mas custa -me mesmo... Enfim... Já tínhamos falado do assunto à algum tempo (e eu fui adiado a ideia) mas teve mesmo de ser. A partir desta semana temos ajuda cá em casa, uma vez por semana.

O sentimento de culpa não me larga (não porque seja caro por aí além... em Amesterdão seria mais do dobro certamente...) mas a verdade é que ao mesmo tempo, também me sinto mais descansada por saber que já não me preciso de preocupar com as limpezas (nem de stressar o meu amor com isto), o com o resultado que estas faziam às minhas costas!

Adiante... Fizemos a 3.º ecografia. Pois que não admira que eu esteja mal das costas (para além das maleitas pré-gravidez...), trago uma pequena lontra dentro de mim!!! Ora que já tem quase dois kilos  - DOIS KILOS - e um percentil de xxx. Claro que são apenas valores estimados, mas temos cá para nós que ele vai ser mesmo grande (também tem a quem sair, não é verdade...) e a médica estima que ele nasça com 3,500kg 3,800kg... Uma pequena lontra como disse!!!

As aulas de preparação continuam a bom ritmo, sempre com assuntos importantes e pertinentes. Numa destas aulas falamos com uma Técnica de Saúde Ambiental no âmbito da segurança infantil, nomeadamente na questão da segurança rodoviária. Apesar de já estarmos ao corrente da maioria das questões de segurança, foi extremamente importante rever algumas questões e tirar algumas dúvidas.

Credits APSI
Os bebés têm o pescoço muito frágil e a cabeça grande e pesada pelo que podem sofrer ferimentos muito graves com grande facilidade a quando dum embate. Assim, segundo a APSI, Associação para a Promoção da Segurança Infantil, os recém nascidos (cadeirinhas dos 0-13 kg, normalmente denominadas por Grupo 0+), devem viajar sempre numa cadeirinha voltada para trás. Estas podem ser instaladas no banco da frente ou no de trás, utilizando um cinto de + 3 pontos (NUNCA podem ser instaladas num lugar que tenha um airbag frontal activo).

Outra das ideias discutidas foi a questão das alcofas. Nós optamos por escolher um trio com alcofa, primeiro porque não tínhamos ideia de comprar uma cama de grades aqui em Portugal (agora já herdamos uma cama gira gira, duns amigos...) uma vez que vamos ficar pouco tempo, e por outro lado porque segundo alguma informação que tínhamos recolhido, as alcofas seriam o ideal para viagens de longo curso, uma vez que que os bebés não devem estar mais de 2 a 2h30 seguidas na cadeirinha, mais conhecida pelo ovo. 

Ora que segundo as recomendações da APSI, as cadeirinhas para os recém-nascidos e bebés pequenos são tidas como as mais indicadas, pois nestas cadeiras o bebé não viaja demasiado direito e vai bem aconchegado e confortável. Segundo os mesmo, são preferíveis em relação às alcofas para automóvel onde a criança viaja deitada, pois nas alcofas, o bebé não é bem amparado e a maioria dos embates são transformados em choques laterais, que são muito mais perigosos para o bebé.

Apesar da nossa alcofa estar homologada segundo a norma europeia ECE R44/04 (para crianças dos 0Kg aos 10 Kg) e de existir um sistema próprio que incluí um cinto de retenção para o bebé e 2 fixagens para a alcofa, ainda estamos com algumas dúvidas em utiliza-lá em transporte... A verdade é que lá fora se vê imenso as alcofas usadas em automóveis, e em alguns países estas até são as mais recomendadas... Ficamos com algumas dúvidas, e para já para já, a nossa pequena lontra, vai andar no ovo, que será preso ao carro através do sistema isofix.

3.º Ecografia - 31 semanas

12 de agosto de 2013

Portuguese Ice cream...


Chamam-se Gelados de Portugal e dão a provar o melhor da doçaria portuguesa, em forma de gelado. A ideia é de Rui Almeida, fabricante de ovos moles em Aveiro, que decidiu deitar mãos à obra e revolucionar a geladaria nacional. Já passei por eles ali no Rossio, mas ainda não experimentei. O preço parece-me bastante acessível e depois de ver o video, fiquei aqui com uns apetites... Tenho que la ir experimentar um ou outro... ou todos ;)
  • Ovos Moles de Aveiro
  • Chocolate com Suspiros
  • Leite Creme
  • Banana da Madeira
  • Mirtilo e Framboesa com Chocolate
  • Requeijão com Doce de Abóbora

6 de agosto de 2013

Week 30...

E assim de repente já só faltam 10 semanas... Não me canso de dizer que passou (e está a passar) a correr... Não tarda tenho a criatura a pedir-me uns trocos para ir para os copos com os amigos ou para levar a miúda lá a casa ツ

O problema das costas vai-se alargando e conforme a barriga aumenta (e note-se que ainda não ganhei uma grama desde a primeira consulta às 7 semanas, aliás tenho quase menos 2 kg...) começo a ver o caso mesmo mal parado. Tinha em mente ser eu  fazer uma série de coisas para o nosso feijão, mas o estar sentada à máquina de costura (ou apenas simplesmente sentada) é uma tortura...

Ainda bem que esta semana as aulas de preparação para o parto foram com a fisioterapeuta. Dei conta que sou das que está com menos semanas, mas aquela que esta mais entravada. Não tive parceiro esta semana (e que falta me fez na altura de aprender as massagens...) e a fisioterapeuta foi uma fofa e como viu que eu estava mesmo à rasca, esteve ali comigo a insistir um bocado... isto enquanto o resto do pessoal se ria comigo e com as minhas caras de não querer dar parte fraca mas de já estar mesmo mesmo a arrebentar de dores (ainda ouvi de uma colega, quando eu disse triste e deprimida que já não conseguia cortar as unhas dos pés, e ela, com 36 semanas, me disse que ainda conseguia pintar as unhas...). Mas a verdade é que a Fisioterapeuta tinha rezão, e depois do sacrifício dos alongamentos e dos exercícios, nessa noite dormi que nem um passarinho.


Esta semana tivemos também direito à visita da nossa amiga Sílvia, que veio de Roma. Na quinta demos um passeio pelo centro (sem eu abusar muito nas caminhadas, é claro...) com direito a voltinha no moliceiro e um pequeno passeio pela Costa Nova (é que cada vez mais estou apaixonada pela minha cidade...). Na sexta fiquei a descansar enquanto a Sílvia foi visitar Coimbra, e à noitinha fomos buscar o meu amor ao aeroporto e acabamos por nos lambuzar com uma bela francesinha junto ao rio Douro. Sábado ainda demos umas voltas de carro e no Domingo já eu me estava a queixar de dores, depois de levarmos a Silva ao aeroporto.

Na segunda acordei mesmo pior... Passeio o dia quase de cama e à noite tal eram as dores que eu já chorava mesmo, mas teimosa que só eu (e farta de ouvir que é normal as grávidas terem dores de costas...) só fui para o hospital porque o meu amor tomou uma atitude mais pró-activa, e disse: Vais e vais mesmo!

Pois que fui... Fui chamada na triagem num instante, só me perguntavam se eram contracções e eu dizia que achava que não, mas que não sabia. Como já nem forças tinha para caminhar, fui de cadeira de rodas (e apesar da auxiliar me ter perguntado se eu ia bem e eu disse que sim...) e foi... à falta de melhor palavra, horrível... As oscilações deram cabo de mim, e quando cheguei as urgências da obstetrícia só pedi mesmo para me levantar. Mais uma vez, posso dizer que o atendimento foi 5 estrelas, e ainda tive o bónus de ter sido atendida pela minha médica.

Pois que a criança estava bem, as costas da mãe é que nem por isso. Ainda "apanhei na cabeça" por ter deixado chegar aquele ponto de dor, de não ter ido mais cedo para o hospital, de não ter tomando nada para as dores (apesar de só poder ser benuron...), de não ter posto nenhuma pomada para as dores (porque já ouvi mundos e fundos que não se podia por isto e aquilo...), enfim... de achar que que é normal as grávidas terem dores e terem que aguentar só porque sim! Levei uma bela duma pica no rabiosque (que segundo a enfermeira até ia doer um bocadinho, mas tal deviam de ser as dores que eu não senti nada...) e ali estive uma meia hora, até a médica me dar alta, uma vez que eu já me conseguia mexer minimamente e as dores já tinham aliviado bastante.

Acho que aprendi que não sou de ferro... E que tenho de ter cuidado comigo!!!

Credits babycenter.com

2 de agosto de 2013

Maternity in Portugal...


Acabei de escrever um pequeno testamento num blog duma amiga sobre a Maternidade em Portugal.

É apenas o meu ponto de vista pessoal, pois claro, e até ao parto até posso mudar de ideias... Mas às 30 semanas de gestação, não podia estar mais satisfeita com o acompanhamento que tenho tido no nosso Serviço Nacional da Saúde

Aqui fica o meu relato:

Eu estou grávida de 30 semanas e sou acompanhada no Serviço Nacional de Saúde em Aveiro, e posso dizer que não podia estar mais satisfeita e surpreendida pela positiva, pelo acompanhamento que tenho tido no SNS. Também estou na terra das tulipas, como a Ângela, mas por uma questão pessoal e de disponibilidade profissional, optamos pelo nascimento e acompanhamento da gravidez em Portugal.
Desde que sei que estou grávida que tenho feito TODAS as consultas no CS. Tanto a minha médica de família (que já era nossa médica de família à uns 8 anos, mas que eu só via de ano a ano nas consultas de planeamento familiar, que fiz SEMPRE no CS bem como todos os testes ginecológicos, e para controlo de análises de sangue, uma vez que tenho o colesterol elevado) como a nossa enfermeira de família (que até nos disponibilizou o seu email pessoal para tirar alguma dúvida enquanto estava na Holanda) foram e têm sido incensáveis. Primeiro porque sabiam que morávamos na Holanda e teve que haver toda uma gestão de consultas e acompanhamento entre Fevereiro e Junho, momento em que eu vim para Portugal até ao nascimento da criança, e segundo por todo o acompanhamento médico e disponibilidade de reposta das nossas dúvidas ao logo destes meses.
Em Portugal, segundo penso, numa tentativa de estímulo ao aumento da natalidade, TODAS as grávidas acompanhadas no SNS estão isentas de taxas, e o mesmo se aplica a todo o tipo de análises de sangue e ecografias
Tenho feito várias análises de sangue (sempre isenta), em todas as consultas análises de urina e auscultamento de batimentos cardíacos do bebé, controlo de peso e tensão arterial, e como tenho uma gravidez normal e a criança de deixou ver sempre bem e tirar todas as medidas e percentis necessários, só foi necessário realizar 2 ecografias (uma por trimestre) sempre com credencial passada pele médica de família. 
Tive também direito a cheque dentista, que TODAS as grávidas acompanhadas no SNS têm direito (até um total de 3), mas como não tinha nenhum problema dentário, acabei por só usufruir de um.
Para além das consultas no Centro de Saúde, tenho também consultas no Hospital Público onde está previsto o nascimento da criança, onde sou acompanhada por uma médica Obstetra e Ginecologista. Já tive um episódio de urgência neste mesmo hospital, aquando grávida, e o atendimento e disponibilidade pela equipa médica de plantão no momento foi 5 estrelas. Para além disto é possível fazer uma visita guiada à Maternidade, a partir das 30 semanas de gestação, para os pais se poderem familiarizar com o espaço e poderem colocar todas as suas dúvidas.
O nosso Centro de Saúde disponibiliza também, mais ou menos a partir das 28 semanas, aulas de preparação para o parto totalmente gratuitas (2 vezes por semana, para mães e pais) ao cuidado de uma equipa multidisciplinar, nomeadamente várias enfermeiras especialistas em saúde materna, uma nutricionista, uma fisioterapeuta e uma psicóloga.
A verdade que só damos valor aquilo que aqui temos, neste nosso cantinho à beira mar plantado, quando estamos fora…
Resta-me reforçar aquilo que a Ângela já mencionou. Apesar de muitos dos hospitais serem públicos na Holanda, e de as consultas serem cobertas pelo seguro de saúde, este É SEMPRE OBRIGATÓRIO. E no que diz respeito à maternidade, ele não são NADA BARATOS. Sei que o seguro que o meu marido tem na Holanda é de cerca de 100€ por mês e não cobre a maternidade…
Peço desculpa pelo logo “testamento” mas não podia deixar de deixar aqui o meu testemunho pessoal. Sei que existem várias lacunas ao nível da saúde em Portugal, mas a verdade é que essas mesmas lacunas existem de uma maneira ou em outra ao longo de toda a Europa.