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30 de agosto de 2016

Having your baby in the Netherlands, part III...


Nesse dia a parteira veio-me visitar à tarde. Fez-me o check-up normal e disse que não havia nada com que me preocupar... que estava tudo normal... que eu apenas devia de descansar. Mostrou algum (muito...) desagrado pela atitude da médica de família, como se ela me tivesse alarmado ou como se ela tivesse metido "foice em ceara alheia..."

Disse-lhe que não me sentia bem... que precisava de estar descansada... e que não estava, estava ansiosa. Lá me perguntou se eu me sentia melhor em ver um médico (voltando a reafirmar que não havia motivo para tal...) e eu disse que sim. Marcou-me uma consulta e passado dois dias lá fui eu, ser vista por um médico, num hospital!

A médica perguntou-me o meu historial e a razão por estar ali e depois lá me pediu para deitar na marquesa. Examinou-me e depois perguntou se eu podia ser vista por uma outra técnica, que ela queria ter a certeza do que estava a ver na ecografia. Nesta altura entrei em pânico... Cum raio... Sempre muito gentis e simpáticas, lá me analisaram as duas. No fim a médica disse-me que eu estava bem, que não havia sinais de parto prematuro, que o bebé estava bem... mas...

21 de agosto de 2016

Having your baby in the Netherlands, part II...


Ora, tendo em conta que o Sebastião nasceu de cesariana, o parto em casa estava fora de questão por razões médicas (sendo que o seguro também não se responsabiliza nos riscos...), e por volta das 30/32 semanas deixaria de ser acompanhada pela parteira e passaria a ser acompanhada no hospital.

Depois da primeira consulta fiz então a 1.ª ecografia e exames de sangue. Tudo ok com ambos, fui tendo consultas mais ou menos regulares, sempre de carácter bastante informal, onde íamos tirando as nossas dúvidas e onde a parteira me fazia o check-up, que basicamente consistia em em perguntar se eu estava bem!

1.º Eco Amélia
Por esta altura fiz também o rastreio combinado, que como disse antes, não faz parte aqui do protocolo (foi coisa para rondar os 190€ totalmente às nossas custas!). Falei logo disso nas primeiras consultas à parteira, que me disse o porquê de eu querer fazer... se eu tinha pensado nas consequências de um rastreio positivo. Disse-lhe que sim... que sentia que devia estar preparada para o que quer que fosse. Juro que não percebo esta relutância destes holandeses por fazer exames... Ainda alguém me diz à pouco tempo, que a Holanda era dos países da Europa pioneiros em medicina preventiva... really??? Adiante...

19 de agosto de 2016

World Photo Day

Não somos fotógrafos, mas gostamos os dois de fotografia... Já tivemos tempo para mais, já tivemos paciência para mais... Agora é quando eles nos dão descanso. 

Guardamos antes as memórias destes tempos em que eles crescem tão depressa... das birras, das fraldas, das noites mal dormidas, dos carros espalhados pelo chão, das fraldas e dos babetes bolçados que se acumulam no cesto da roupa para lavar.

Deste ano levamos acima de tudo o nascimento da nossa princesa Amélia, onde nasceu novamente uma mãe e um pai. Mas acima de tudo, nasceu um novo amor, um amor de irmão. Espero que sejam os dois amigos... companheiros pela vida fora... sempre... até ao infinito e mais além...

16 de agosto de 2016

Having a baby in the Netherlands, part I...

Credits birthinholland.com
Ora então... a pergunta que muitos me fazem é: E que tal é ter um bebé na Holanda?

Pode parecer estranho, mas a verdades das verdades é que ainda não cheguei a um veredicto final. Não sei dizer se é melhor ou pior que ter um filho em Portugal... é certamente muito diferente... e na minha experiência, mais caro também...

A palavra-chave para o parto na Holanda é NATURAL. Do ponto de vista holandês o parto não é visto como uma doença nem como uma condição médica e, como tal, as mulheres grávidas não são tratadas como pacientes. Até aqui tudo bem... Mas e se as coisas não correm bem? Se a grávida tem dores ou alguma condição pré-existente? Se os exames revelam alguma necessidade extra de acompanhamento?

Bem, vamos por partes...

3 de agosto de 2016

Breastfeeding: The Good, The Bad and The Ugly...


Sim... Esta é a minha maminha...
Sim... esta é a minha Amélia a beber o seu leitinho na minha maminha...

Ora vamos lá falar de leitinho... Com o meu Sebastião a amamentação foi uma das minhas maiores frustrações. Chorei muito, senti-me uma péssima mãe. Afinal se amamentar era tão natural, e tão intrínseco a todos os mamíferos, mas por que raio eu não conseguia esse feito? Já não chegava não ter conseguido ter tido um parto normal, que agora também não conseguia alimentar o meu filho?
Não existe melhor alimento para o recém-nascido de um mamífero que o leite produzido pela sua própria mãe, ou seja, o leite materno. A prolactina é uma hormona produzida pela hipófise que, após o parto, estimula a produção de leite através das glândulas mamárias. No processo da amamentação, é a sucção do mamilo, por parte do bebé, que mantém os níveis de prolactina elevados permitindo a contínua produção de leite. Nos primeiros dias o líquido produzido tem o nome de colostro, é de cor amarelada e é muito rico em anticorpos maternos que vão ajudar o bebé na protecção contra alergias e infecções. O leite materno tem os nutrientes necessários e na quantidade suficiente para que o bebé se desenvolva harmoniosamente (...).