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27 de junho de 2014

Lisboa III...

Last day at Lisbon...

Pois que no dia anterior tivemos um filme com a tartaruga do Sebastião... Por alguma razão quando estávamos a jantar no Colombo o piqueno tinha a dita, 15 minutos depois esfumaçou-se... Corremos tudinho, fizemos o caminho na ordem inversa, perguntamos às senhoras da limpeza (que até ficaram ofendidas... só perguntamos se tinham encontrado, e se sim onde entregavam...) neps... Ao outro dia de manhã, lá fomos na esperança de a encontrar, mas ouvi logo da senhora das informações: Oh menina, essas coisas não costumam aparecer!!! Pois claro, uma tartaruguinha tão fofinha, era mesmo ser crente... 

Nos entretanto, o pai rumou ali ao lado em busca duns souvenirs encarnados, para ele, pensava eu! Pois que para ele não tinha o pretendido e assim como assim, e já que lá estava, trouxe esta beleza para o filho! Tios que estão desse lado, dêem lá uma ajudinha a esta mãe de azul e branco... Aceitam-se camisolas com dragões!


Não resistimos... O Sebastião gostou tanto da tartaruga que acabamos por passar no Oceanário e trouxemos outra. Lição aprendida: para ele andar com brinquedos no carrinho, estes têm que de alguma maneira ficar presos ou estão estamos mesmo sujeitos a estas aventuras.

Almoços em dia e seguimos para a baixa da cidade... 
A ideia era fazer o Eléctrico 28, mas ficou mesmo só pela ideia e a promessa de um dia, quando o piqueno for maiorzinho, voltar e fazer. Demos uma volta pelo Chiado e subimos o Elevador de Sta. Justa, (também conhecido pelo Elevador do Carmo). A bilheteira localiza-se por trás da torre, sob os degraus da rua do Carmo. Construído entre o fim do século XIX e princípios do século XX, pelo projecto do engenheiro Raoul Mesnier du Ponsard, e não de Gustave Eiffel como muitos acreditam. No alto da torre do elevador podemos aceder (mediante o pagamento de um bilhete) a estreita escada em caracol, de onde se pode ter uma vista espectacular sobre o Rossio, a Baixa de Lisboa, o Castelo de São Jorge na colina oposta, o rio Tejo e as ruínas da Igreja do Convento do Carmo.


Saímos para o Largo do Carmo onde, paredes com as resistem as ruínas do Convento do Carmo (construído no século XIV), encontramos o Quartel do Carmo pertencente à Guarda Nacional Republicana. Este representa um papel importante aquando do 25 de Abril de 1974, por ter sido escolhido por Marcello Caetano para se refugiar da revolução, acabando este largo por ser o palco principal da revolução. Para perpetuar este momento, encontra-se no chão do largo uma inscrição dedicada a Salgueiro Maia.

Seguimos depois para o famoso café A Brasileira, situado na Rua Garrett, junto ao Largo do Chiado. É um café emblemático da cidade, fundado a 19 de Novembro de 1905. Pela sua importância na vida cultural do país, A Brasileira mantém uma identidade muito própria, quer pela especificidade da sua decoração, quer pela simbologia que representa por se encontrar ligada a círculos de intelectuais, escritores e artistas de renome como Fernando Pessoa, Almada Negreiros, Santa Rita Pintor, José Pacheko ou Abel Manta, entre muitos outros. Aliás, a frequência assídua de Fernando Pessoa motivou a inauguração, nos anos 80, de uma estátua em bronze da autoria de Lagoa Henriques, que representa o escritor sentado à mesa na esplanada do café.


Seguimos depois, em direcção à Rua Augusta, mais uma das conhecidas ruas da baixa de Lisboa, que começa no famoso Arco da Rua Augusta e liga a Praça do Comércio à Praça do Rossio. Da Praça do Comércio, mais conhecida por Terreiro do Paço, passamos ainda na Praça do Município e acabamos a nossa estadia por Lisboa nos famosos Pastéis de Belém!



Muito mais havia para ver, para fazer, amigos para visitar e beijinhos para dar... Infelizmente o tempo não estica e terá de ficar para outra oportunidade. A ti madrinha: Não há oceanos que nos separe! Há amizades assim, que nem todos os quilómetros, nem todas as paredes de esferovite (private joke...) conseguem separar...

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