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21 de agosto de 2016

Having your baby in the Netherlands, part II...


Ora, tendo em conta que o Sebastião nasceu de cesariana, o parto em casa estava fora de questão por razões médicas (sendo que o seguro também não se responsabiliza nos riscos...), e por volta das 30/32 semanas deixaria de ser acompanhada pela parteira e passaria a ser acompanhada no hospital.

Depois da primeira consulta fiz então a 1.ª ecografia e exames de sangue. Tudo ok com ambos, fui tendo consultas mais ou menos regulares, sempre de carácter bastante informal, onde íamos tirando as nossas dúvidas e onde a parteira me fazia o check-up, que basicamente consistia em em perguntar se eu estava bem!

1.º Eco Amélia
Por esta altura fiz também o rastreio combinado, que como disse antes, não faz parte aqui do protocolo (foi coisa para rondar os 190€ totalmente às nossas custas!). Falei logo disso nas primeiras consultas à parteira, que me disse o porquê de eu querer fazer... se eu tinha pensado nas consequências de um rastreio positivo. Disse-lhe que sim... que sentia que devia estar preparada para o que quer que fosse. Juro que não percebo esta relutância destes holandeses por fazer exames... Ainda alguém me diz à pouco tempo, que a Holanda era dos países da Europa pioneiros em medicina preventiva... really??? Adiante...

Fomos a Cuba (ainda hei-de vir fazer sobre esta nossa viagem a dois...), veio o Natal, o Ano Novo e com ele o 2.º trimestre. Por esta a altura já tinha imensas dores de costas, muito mais do que as que me lembrava ter com o Sebastião. Tratar das coisas por casa estava a ser muito difícil, ficar com o Sebastião 3 dias por semana em casa era coisa para me dar pesadelos durante o fim-de-semana... enfim... os dias passavam-se e as dores iam-se tornando cada vez menos suportáveis.

Estava grávida, mas a barriga era de balofa...
Nas consultas com a parteira "tudo era normal" e eu só precisava de descansar. Fiz a 2.º ecografia e tudo estava bem, tudo "estava normal"... vinha aí uma menina, a nossa Amélia. As dores aumentavam... passava muito tempo deitada, brincar com o Sebastião era difícil, pegar-lhe ao colo um suplício... Comecei a ter algumas contracções, estar mais que 30 minutos em pé era complicado e sentia que algo me estava a cair, que tinha que fazer força e puxar... era cedo... era muito cedo... e eu tinha medo!!!

Da parte da parteira tudo o que eu ouvia é que "era normal".  Caramba... eu conheço o meu corpo, eu já tinha estado grávida, eu sabia que havia ali qualquer coisa eu não estava bem! Um dia saí de casa com o Sebastião para ir às compras, e  para voltar foi o chamado "trinta e um"...

Ora... passados uns 10 minutos depois de sair de casa, comecei a sentir uma moínha no fundo das costas, que com o caminhar se foi tornando numa dor cada vez mais forte... Devia ter virado para trás, mas teimosinha que só eu lá continuei a tratar da minha lista de compra. Com o tempo, já quase que ia pendurada no carrinho do Sebastião, até que chegou ao ponto em que mexer uma perna era um dor tal que me escorriam lágrimas pela cara a baixo... Paguei as compras (alguma sorte nisto tudo que o Sebastião estava a dormir...), sentei-me e liguei ao Bruno. Dali não me conseguia mexer...

Ele foi-me buscar... Chegamos a casa e o Bruno ligou à parteira. Adivinhem lá??? Tudo "normal"... só tinha que descansar. Acho que o sr. meu homem se passou um bocado ao telefone, porque ela acabou por dizer que me vinha ver ao outro dia a casa e que entretanto eu fosse fazer ao médico de família fazer um teste de urina para ver se tinha alguma infecção.

Após uma noite à base do belo paracetamol, lá fui eu fazer o exame. A enfermeira disse-me que o resultado era inconclusivo e que por isso que eu devia de falar com a médica. Expliquei-lhe o que se tinha passado no dia anterior e que a parteira me tinha dito que seria uma infecção urinária para ir ali fazer o teste. A médica disse-me que apesar de se verificar algum sangue na urina, achava que não era nenhuma infecção, mas apesar disso iria mandar a urina para o laboratório para fazerem mais exames. Que não seria ela responsável por qualquer coisa que me acontecesse, que eu estava grávida e (tendo também em consideração o meu histórico de parto com o Sebastião) por isso, achava que eu devia ser vista por um ginecologista num hospital (até que enfim... alguém sensato!).

Pediu-me o contacto da parteira e disse que ia discutir esse assunto com ela...

To be continued...

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