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27 de maio de 2014

Paternity ;)

Ora, aqui fica o relato da paternidade segundo o senhor meu marido... 

"Há 2 meses escrevi uma pequena nota e deixei esta crónica em rascunho, que seria para falar de parte da experiência da paternidade. Foi tão resumido o rascunho que agora nem sei bem o que relatar sobre o tema, tenho de improvisar e falar sobre como vejo isto de ter um filho com o meu prisma de agora. É que realmente 2 meses de diferença dá para mudar muita coisa.


Presumo que a maioria dos pais, senão mesmo todos, se queixarão de alguma coisa quando se tem um recém-nascido. Olhando para trás noto que as primeiras semanas foram um grande stress, tendo até a família dizer que estávamos os 2 muito tristes o que não era normal. Era obviamente um erro de percepção deles, fruto daquele desgaste e ansiedade inicial de jovens pais que vivem ainda no desconhecido.
Queixávamo-nos nós na altura? Ai pois sim! Ora porque o dormir era diferente (apesar de nunca ter sido mau), ora ele chorava por vezes sem sabermos porquê (apesar de nunca ter passado muito tempo seguido a chorar)...


Na realidade queixávamo-nos de barriga cheia. Ainda agora, que já só falamos de um ou outro pormenor não-perfeito, não podemos ter razão de queixa. Como disse, o Sebastião nunca foi mau de dormir. Fazia e ainda faz volta e meia birra para adormecer, e não é uma criança que adormece sozinho na sua cama, mas na maioria das vezes dorme em média 11 horas seguidas. E quando digo seguidas não é com pausa para mamar a meio, é mesmo seguidas, sem ser preciso nos levantarmos. E isto desde que viemos para cá, ainda melhor quando passou a dormir no seu quarto.

Passou por cólicas mas nem foi nada de mau. O BioGaia funcionou bem e foi só mesmo no início. Os dentes já vieram, 2, e só deu alguma febre e umas noites em que teve de dormir com a mãe pois estava realmente agitado. Otites ainda nada e como acabei de dizer mesmo nas poucas noites que teve de dormir com a mãe ou connosco por estar mesmo incomodado, deu sempre para dormir qualquer coisa.
A passagem para a comida sólida também não custou nada. A primeira viagem de passeio com ele foi uma maravilha.

Basicamente é um espectáculo. Ás vezes um cadito chato pois decide fazer tornar-se num Hulkezinho e berrar e fazer força com raiva demasiado tempo seguido que deixa a mãe com dores de cabeça e a mim com vontade de ir levar o lixo só para sair de casa, mas é um bebé muito bem disposto. Acorda de manhã sempre a rir, gosta de sair de casa, não se chateia no carro, gosta de pessoas, enfim...
E cresce tão rápido! Bem que nos disseram que teríamos saudades dos primeiros tempos quando ele era mesmo pequenino. Parece estranho mas já nos demos a recordar esses momentos!

Se o Sebastião é o molde da nossa prole, que venham os próximos que isto não custa nada.

PS - Sempre fiquei muito apreensivo e temeroso de como seria ser pai e ter um filho que precisa de nós. Pensava que poderia mudar muito o meu dia-a-dia e a vida mesmo, e tornar-me numa pessoa diferente. Isso assustava-me pois deixava-me a pensar que não estaria preparado para ser pai e que poderia não gostar da experiência. Agora só penso porque esperei tantos anos (vá 5~7 anos) para ser pai!"

No geral não é um mau apanhado, é o ponto de vista dele, de pai. Não me parece que tenha sido tão "cor-de-rozinha" como ele pintou...

As primeiras semanas, foram mázinhas, não tanto pelo Sebastião mas pela minha recuperação da cesariana. As cólicas agora que passaram já não me parecem tão más, mas na altura foram um terror... As noites... bem... as noites não foram más, mas não foram uma maravilha! O senhor meu marido é que tem um ouvido regulado, e à noite acordar não era bem com ele (ele não ouvia mesmo!), ou então... era maravilhoso... Ele chorava, eu acordava, dava-lhe o leite, trocava a fralda (uma antes e outra depois dependendo se havia cagada...), adormecia-o e quando já me estava a deitar:
Oh mor, queres que te ajude com o menino?
Fora isto sim, venham mais ;)

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