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July 9, 2014

Portuguese government shuts down...

Triste país o meu...

Transcreve-se um documento, preparado por um grupo de investigadores portugueses e que já circula entre a comunidade científica internacional:

Portuguese government shuts down half of the research units in the country
The governmental Portuguese funding agency for science (Fundação para a Ciência e a Tecnologia – FCT) has announced last week (27/June/2014) that it intends to cease funding to nearly half of the research units in the country (154 units out of 322), which encompass about one third of the total number of researchers in Portugal (5187 out of 15444).

Of these soon to be extinct research units, 1904 researchers in 71 units will be simply left out of the funding system in the period 2015-2020. The remainder 3283 researchers in 83 research units will have access to an extremely limited amount of funding, ranging from 5000€/year (for units with less than 40 members and no laboratorial equipment) to 40000€ (for laboratorial units with more than 81 members), which in practice implies vegetative operation and short-term shutdown. Most of these units had competitive productivity scores at the international level, as shown in a study requested by FCT to Elsevier, and the results of the proposed evaluation are in stark contrast with it.
This decision resulted from a documental evaluation led by the European Science Foundation. This evaluation exercise represented itself a significant downgrade from previous evaluations led by FCT of the whole national research system. For example, in the 2007 evaluation 15 mathematicians, 6 physicists and 7 chemists were gathered in three independent panels to analyse the units of the corresponding disciplines. In 2014 a single exact-sciences panel for the three disciplines gathered only 11 members (1 engineer, 3 physicists, 4 chemists and 3 mathematicians). This panel, which decided to shut down most of the condensed matter physics units in the country, had a single specialist in condensed matter physics.

Links:
FCT webpage on the evaluation process (in English)
Presentation of Miguel Seabra, President of FCT, with an overview of the results (in Portuguese, the numbers mentioned in the text can be found in slide 11)
Blog “De Rerum Natura” in newspaper “Publico”, with many additional information (mostly in Portuguese)

August 6, 2012

Rome, part IV...

... e porque o que é bom acaba depressa...
Dia 4
Hoje só tínhamos a manhã para podermos aproveitar... Tínhamos pensado dar uma volta de barco pelo rio, mas não vimos nada de jeito... Depois pensamos dar um volta num autocarro turístico, mas não tínhamos tempo suficiente... Por isso demos  mais uma volta por Roma. Saímos perto da Isola Tiberina (uma ilha em forma de barca que se formou no seio do rio Tibre), junto à Ponte Emilio, hoje chamada Ponte Rotto. É a ponte de pedra mais antiga de Roma. Precedida por uma versão de madeira, foi reconstruída em pedra no século II a.C., ligando o Fórum Boarium com Trastevere. Um único arco no meio do rio é tudo o que resta. Já na ilha, visitamos a Basílica de San Bartolomeo all'Isola. Foi fundada no final do século X por Otto III, Sacro Imperador Romano, e contém as relíquias do Apóstolo São Bartolomeu.


Seguimos depois para o Teatro di Marcello, um teatro construído na Roma Antiga, ainda parcialmente conservado, alçado por vontade de Júlio César que, projectou a construção de um teatro destinado a rivalizar com aquele construído no Campo Marzio por Pompeu. Dali à Basilica di Santa Maria in Aracoeli é um instante. Esta igreja foi construída num local onde, segundo a lenda, a Sibila Tiburtina profetizou a chegada de Cristo ao Imperador Augusto, pouco antes da morte dele. Augusto dedicou ali, por isso, um altar ao filho de Deus, o ara coeli, isto é, «altar do céu».


Acabamos por passar mais uma vez, junto ao Monumento a Vítor Emanuel II da Itália, na Piazza Venezia, e seguimos para o Foro di Traiano, com a sua imponente Colonna Traiana, uma coluna construída sob a ordem do próprio imperador, pelo arquiteto Apolodoro de Damasco em comemoração às vitórias das campanhas militares contra os Dácios. Almoçamos na via Cavour e seguimos na Via dei Fori Imperiali (que não sei se por ser Domingo estava fechada ao transito...) até à estação de metro do Coliseu, a mesma estação onde saímos pela  primeira vez em Roma...


Ciao Roma...

August 3, 2012

Roma, part III...

Dia 3
Decidimos explorar Roma... Começamos na igreja de San Pietro in Vincoli. A sua construção teve início em 431, e foi dedicada a São Pedro e a São Paulo. Após a a imperatriz Licínia Eudóxia oferecer as correntes que haviam prendido São Pedro na prisão, estas foram aqui depositadas e passou a ser conhecida pelo corrente nome, "São Pedro em Correntes".


Seguimos depois para a Piazza della Repubblica, passando primeiro pela Basílica de Santa Maria Maior. Na Piazza della Repubblica, "crachamos" um casamento e visitamos a Santa Maria degli Angeli e dei Martiri. Para satisfazer a demanda da população que crescia nesta parte de Roma, o imperador Maximiano, mandou construir um complexo de banhos entre 298 e 306. Com quase 400 metros de lado, podia acomodar três mil pessoas. Quando o papa Pio IV ofereceu o local aos monges de Santa Cruz em Jerusalém, Michelangelo converteu o salão central dos banhos nesta igreja de Santa Maria dos Anjos.


Roma é um cidade lindíssima, e vaguear pelas ruas é um "to do" a fazer na cidade... Seguimos depois rumo a uma das praças mais conhecidas, e que eu tanto estudei nas aulas de História de Arte.  A Piazza del Popolo, que em português se traduz para Praça do Povo, é uma das grandes praças de Roma. A praça e a sua porta constituem um óptimo exemplo de "estratificação" arquitectónica, um fenómeno consumado na Cidade Eterna, fruto das várias intervenções por parte dos pontifícios que comportavam modificações e reelaborações dos trabalhos edificadores e viários.


O que não falta em Roma são praças... Seguimos para mais uma aplamanete conhecida pelos desfiles de moda... A Piazza di Spagna é um dos locais mais deslumbrantes na cidade de Roma. Ponto de encontro diurno e noturno de romanos e turistas, tem uma escadaria monumental que levam à igreja de Trinità dei Monti. A construção da escadaria deve-se ao arquiteto Francesco de Sanctis. A fonte no centro da praça é conhecida pelos romanos por La Barcaccia, ou velha banheira. É atribuída a Gian Lorenzo Bernini ou ao seu pai Pietro Bernini e foi feita em 1627 - 1629. Segundo dizem esta foi inspirada pela chegada à praça de um barco durante a inundação do rio Tibre 1598.


Com a fome a apertar, seguimos para o próximo destino... Primeiro passamos na Piazza del Quirinale, outrora chamada Piazza di Monte Cavallo, que se encontra-se em frente ao Palácio do Quirinal (o equivalente ao nosso Palácio de Belém...). Paramos para almoçar (eu abarquei uma bela duma pizza sozinha...) e seguimos para a grandiosa Fontana di Trevi.  É a maior (cerca de 26 metros de altura por 20 metros de largura) e mais ambiciosa construção de fontes barrocas em Itália. A fonte foi restaurada em 1998; as esculturas foram limpas e polidas, e a fonte foi provida de bombas para circulação da água e sua oxigenação.


Tenho para mim que este foi o sítio que tinha mais turista, talvez por ser sábado à tarde... Não sei... Depois de atirar a moedinha, como manda a tradição, lá seguimos caminho... Mais praças para conhecer... A Piazza Colonna é uma praça no centro de Roma, marcada pela imponente a coluna de mármore de Marco Aurélio. Dali à Piazza di Monte Citorio ou Piazza Montecitorio é um pulinho. A praça contém o Obelisco de Montecitorio e o Palazzo Montecitorio


Ora que daqui seguimos para a igreja mais antiga de Roma. O Pantheon, também conhecido como Panteão de Agripa, é o único edifício construído na época greco-romana que, actualmente, se encontra em perfeito estado de conservação. Desde que foi construído que se manteve em uso: primeiro como templo dedicado a todos os deuses do panteão romano (daí o seu nome) e, desde o século VII, como templo cristão. Para terminar este dia... o dia dos meus 30, nada melhor que uma bela taça de gelado mesmo em frente à Fontana dei Quattro Fiumi, na Piazza Navona, uma das mais célebres praças de Roma. Foi remodelada para um estilo monumental por vontade do Papa Inocêncio X, e é um dos grandes motivos de orgulho da cidade de Roma durante o período barroco. Sofreu intervenções de Gian Lorenzo Bernini (a famosa Fontana dei Quattro Fiumi); de Francesco Borromini e Girolamo Gainaldi (a Igreja de Sant'Agnese in Agone); e de Pietro de Cortona (que pintou a galeria no Palácio Pamphilj, sede da embaixada do Brasil na Itália desde 1920).


Para acabar o dia em grande, fomos jantar com a Silvia. Mais uma coisa boa da vida, poder rever amigos... Conhecemos a Silvia na nossa lua de mel a Marrocos e temos mantido o contacto com ela (claro que o Facebook ajuda...). Quando decidimos ir a Roma, entramos em contacto para "tomar um café"... mas a Silvia não ficou por ai. Ia fazer a sua festa de anos no Domingo, mas como nós já não estávamos mudou para Sábado para podermos ir. Foi uma noite muito especial... Os meus 30 e os 31 dela... Um grande obrigado à Silvia...

August 1, 2012

Rome, part II...

Dia 2
Acordamos cedo para poder aproveitar o dia... Este dia foi quase todo dedicado à Stato della Città del Vaticano, que é como quem diz, ao Estado da Cidade do Vaticano. O Vaticano é não só a sede da Igreja Católica mas também uma cidade-estado soberana cujo território consiste num enclave muralhado dentro da cidade de Roma. Com aproximadamente 44 hectares e com uma população de pouco mais de 800 habitantes, é o menor estado do mundo, tanto por população quanto por área. E não... não vimos o papa... por isso Fui a Roma e não vi o Papa...

Segundo os guias e alguns sites que lemos, deve-se começar a visita pelo Museu do Vaticano por causa das filas... E assim foi... Mas não sei se a dica será das melhores... Chegamos pouco depois das 9h da manhã e não esperamos mais de 20 minutos... Saímos depois da 1h da tarde e não havia fila alguma....


Os Museus Vaticanos será o termo mais correcto, porque na verdade é mais um conjunto de vários pequenos museus, que abrigam extensas e valiosas coleções de arte e antiguidades colecionadas ao longo dos séculos pelos diversos pontífices romanos. Além destas instituições relativamente independentes entre si, das quais algumas possuem também sub-seções mais ou menos autónomas, os Museus Vaticanos supervisionam uma série de outros espaços dentro dos palácios da cidade do Vaticano, como galerias e capelas, que por si mesmos guardam alto interesse arquitectónico, histórico e artístico... Simplesmente fantástico...


A não perder são também as Salas de Rafael, ou Stanze de Rafael. Constituem um grupo de quatro aposentos decorados entre 1508 e 1524 pelo grande pintor renascentista e seus auxiliares, a pedido do Papa Júlio II. A Scuola di Atenas é uma das mais famosas pinturas, representando a Academia de Platão. Foi pintada entre 1509 e 1510 na Stanza della Segnatura sob encomenda do Vaticano.


A não perder, claramente, é a Cappella Sistina. É uma capela situada no Palácio Apostólico, residência oficial do Papa na Cidade do Vaticano. É famosa pela sua arquitectura, inspirada no Templo de Salomão do Antigo Testamento, e sua decoração de frescos, pintada pelos maiores artistas da Renascença, incluindo Michelangelo, Rafael, Bernini e Sandro Botticelli. Não se pode tirar fotos (o que é completamente compreensível)... mas achei que estava barulho demais e que devia de haver um limite no número de pessoas lá dentro... Sim, era capaz de haver resmas de filas de espera, mas na verdade não nos podemos esquecer que para além de ser um espaço monumental, é também um espaço de oração que se deve respeitar... Acho eu...


Seguimos para a Basilica Sancti Petri. A Basílica de São Pedro é uma das maior das igrejas do cristianismo e um dos locais cristãos mais visitados. Cobre uma área de 23.000 m² e pode albergar mais de 60.000 devotos. É o edifício com o interior mais proeminente do Vaticano, sendo sua cúpula uma característica dominante do horizonte de Roma, sendo adornada com 340 estátuas de santos, mártires e anjos. Situada na Praça de São Pedro, a sua construção recebeu contribuições de alguns dos maiores artistas da história da humanidade, tais como Bramante, Michelangelo, Rafael e Bernini.


Foi provado que sob o altar da basílica está enterrado São Pedro um dos doze apóstolos de Jesus e o primeiro Papa. Por esta razão muitos Papas, começando com os primeiros, têm sido enterrados neste local. La dentro, saliento o Baldaquino, construído por Bernini para altar papal acima do túmulo de São Pedro e conhecida Pietà de Michelangelo, talvez uma das mais famosas esculturas feitas pelo artista. Desde que a estátua foi atacada em 1972, está protegida por um vidro à prova de bala.


E por fim, claro, a grandiosa Piazza di San Pietro. Desenhada por Bernini no século XVII em estilo clássico mas com adições do barroco, onde no centro se ergue-se um obelisco do Antigo Egipto. Este tem 40 metros de altura, incluindo a base e a cruz no topo, data do século I d.C., foi trazido para Roma no reinado do imperador Calígula. Está no lugar actual desde 1585 sob ordem do Papa Sisto V, que colocou no obelisco um dos pedaços originais da cruz de Jesus Cristo. Bernini complementou a colocação do obelisco com uma fonte em 1675. 


Saímos do Vaticano em direcção ao Castel Sant' Angelo (um dos que se vê no filme dos Anjos & Demónios), também conhecido como Mausoléu de Adriano. Localiza-se na margem direita do rio Tibre, diante da Ponte Sant'Angelo. Do seu terraço superior, tem-se uma magnífica vista sobre Rome, o rio Tibre, o Vaticano e a Basílica de São Pedro.


Depois de um dia cheio de aventuras, acabamos em grande no restaurante Renato e Luisa... Abre só as 8.30h da noite e é bastante pequeno, por isso ou reservem ou cheguem cedo... 

July 31, 2012

Rome, part I...

2 anos de casamento;
10 anos de nós;
30 anos de mim...
O mote estava dado... partida... rumo a Roma.
Roma é a capital da Itália, conhecida internacionalmente como A Cidade Eterna pela sua história milenar, Roma espalha-se pelas margens do rio Tibre, compreendendo o seu centro histórico com as suas sete colinas... Segundo o mito romano, a cidade foi fundada por volta do ano 753 a.C. por Rómulo e Remo, dois irmãos criados por uma loba, que são actualmente símbolos da cidade. Desde então tornou-se no centro da Roma Antiga e, mais tarde, dos Estados Pontifícios, Reino de Itália e por fim, da República Italiana.


Dia 1
Acordamos cedo... Um calor que não se podia... 
Como ficamos mais de três dias e pretendíamos visitar museus e sítios arqueológicos, para além de usar os transportes públicos, optamos por adquirir o Roma Pass. Cartão em punho, primeiro passo... o grandioso Colosseum.





O Coliseu, também conhecido como Anfiteatro Flaviano ou Flávio, é um anfiteatro construído no período da Roma Antiga. Deve seu nome à expressão latina Colosseum devido à estátua colossal do imperador romano Nero, que ficava perto da edificação. Foi construído a leste do Fórum Romano e demorou entre oito a dez anos a ser construído. Actualmente é uma das maiores atrações turísticas em Roma e em 7 de Julho de 2007 foi eleita umas das "Sete maravilhas do mundo moderno". Seguimos para o monte Palatino passando no Arco de Constantino.


O Palatino é uma das sete colinas de Roma. Tem 70 m de altura e nas suas encostas foram construídos, de um lado, o Fórum Romano, e do outro, o Circo Máximo. O local é hoje um grande museu ao ar livre, visitado durante o dia. No século III a.C. foram construídos os templos de Júpiter, de Vitória e da Magna Mater, enquanto que no último período Republicano foram construídas muitas habitações patrícias. É nesta colina que se encontravam outrora, agora em ruínas, os palácios de César Augusto, Tibério e Domiciano.


Seguimos para o também grandioso Fórum Romano, em latim Forum Romanum, era o principal centro comercial da Roma Imperial. Ali havia lojas, praças de mercado e de reunião. Actualmente é famoso pelas suas estruturas arqueológicas, demonstrando claramente o uso de espaços urbanos durante a Idade Romana. O Fórum Romano inclui vários templos, basílicas, arcos e outras ruínas antigas, bem como um caminho de procissão, a Via Sacra, que cruza o Fórum, ligando-o com o Coliseu.


Almoçamos numa das muitas roulotes Bibites, que existem espalhadas por Roma. Um belo dum Panini di Prosciutto e um belo dum Gelato... Hummmmmmmmmmmm... E com o calor que estava, fomos bebendo litros e litros de água (sobre isto podem ler o post do meu Bruno...).



Seguimos depois para a Piazza Venezia e visitamos o Monumento Nazionale a Vittorio Emanuele II. É um monumento em honra a Vítor Emanuel II da Itália, o primeiro rei da Itália unificada e considerado o pai da pátria italiana. Foi projetado por Giuseppe Sacconi em 1885, inaugurado em 1911 e completado em 1935. A base do monumento abriga o Museu da Unificação Italiana. Em 2007, um elevador panorâmico foi instalado, permitindo aos visitantes ter uma visão 360° de Roma.


Seguimos depois para as Termas di Caracalla. Foram construídas entre 212 e 217, durante o governo do imperador romano Caracalla, e são um perfeito exemplo das grandes termas imperiais. Grande parte de sua estrutura ainda se encontra conservada, sem a interferência de edifícios modernos.



Próxima paragem Circo Máximo... Acho que estava à espera de mais... Não o achei nada de máximo... mas enfim... Já lá vai o seu tempo... O Circo Máximo, em latim Circus Maximus, foi uma arena antiga e local de entretenimento na antiga Roma. Hoje em dia restam algumas (pouquíssimas...) ruínas da sua estrutura, e a área descampada que era ocupada por sua extensão é utilizada pelos romanos como uma área de lazer ao ar livre.



Já de rastos, LITERALMENTE, ainda arranjamos umas forças para ir visitar ali mesmo ao lado a Bocca della Verità (Boca da Verdade). É uma máscara antiga em mármore pavonazzetto, que se encontra numa parede do vestíbulo da Igreja de Santa Maria em Cosmedin de Roma desde 1632. A partir das Idade Média, começou o rumor de que quem disse-se uma mentira com a mão na boca da escultura, seria mordido... Nós escapamos... A esta igreja também se diz ser o lar de supostas relíquias de São Valentim.