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20 de junho de 2014

Pavesini Village...

A Pavesini é uma marca de biscoitos italianos que veio filmar o seu spot publicitário à cidade mais linda de Portugal...
Aveiro é lindoooooooooooooooooooooooo ツ

9 de junho de 2014

My Portugal, My country...

"Entrei uma noite num táxi e nesta cidade de chegadas e tantas partidas a pergunta obrigatória acabou por chegar: “De onde és?”. Portugal saiu-me da boca pela milésima vez ao longo destes últimos quatro meses. E com a palavra Portugal vi, através do retrovisor, nascer um sorriso no rosto do taxista. “Conheço uma portuguesa. Mariza”, disse vaidoso, nesse português de sotaque americano. Precisei de alguns segundos para perceber que quando ele dizia Mariza dizia Fado. Havia-a visto num concerto aqui em Washington há meses e desde então o Fado acompanhava-o. Tive, pois, de lhe perguntar se tinha percebido as letras. Foi então que não me olhou pelo retrovisor. Virou a cabeça na minha direcção e disse-me de sorriso aberto que não havia entendido nenhuma das palavras, mas que percebera todas as músicas através do que sentiu. 
Disseram-me antes de partir que deveria ser uma embaixadora de Portugal. Nós que deixamos o nosso país teríamos a obrigação de falar das nossas origens, de informar, de promover, de cativar. Não é uma obrigação, digo-lhes. É um prazer. Nós que partimos dizemos Portugal com orgulho, porque quando dizemos Portugal sentimos os cheiros, surgem-nos na retina as gentes, as paisagens, a comida, o mar. E portanto dizer Portugal é sentir, é estar lá não estando. Dizemos Portugal e as pessoas percebem que há algo de especial. Dizemos Portugal e dificilmente sabem onde é Portugal, como se vive em Portugal, o que tem de característico Portugal, mas quando sabem gosta-lhes a ideia de Portugal. Inesperadamente em alguns casos dizemos Portugal e do outro lado dizem-nos Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral, falam-nos da ajuda militar prestada. São os taxistas (africanos), sempre os taxistas ou os viajados que lhe conhecem a narrativa. Por vezes não é preciso explicar onde fica no mapa. Reconhecem-nos a História e a nossa pequenez geográfica parece-nos de repente gigante.
A verdade é que talvez nunca consiga colocar no patamar verbal coisas que apenas se sentem. Portugal será sempre para nós saudade, essa palavra sem tradução tão difícil de explicar na língua estrangeira. Será o Fado, será a gastronomia, serão as montanhas, o mar, as gentes. Não nos tomo portanto como embaixadores. Tomo-nos simplesmente como portugueses, onde quer que estejamos, diferentes na essência, no contacto, na adaptação. 
Haveremos de amar os países onde estamos por nos dar o que Portugal talvez nunca nos ofereça, mas haveremos de ter sempre o coração no local onde partimos, porque o princípio da história e aquilo que nos transforma no prólogo da vida marca-nos a ferro e fogo o coração. E o coração pertence às paixões. A nossa, a dos que partiram, está a alguns, a muitos ou a milhares de quilómetros de distância. É Portugal, esse país à beira mar plantado, essa palavra que nunca se gastará na boca." 
Por Paula Alves Silva, in P3.Público


7 de junho de 2014

Book Fair I...


Fomos passear à feira...

O Sebastião, dormiu mais do que o que viu, mas ainda assim fartou-se de rir a quem lhe dizia olá, e aproveitou o solinho bom desta cidade! Ainda havemos de ir lá com o pai ver as vistas... Para já trouxemos este - “O Moliceiro da Ria, realidade e fantasia”. Não é exactamente para a idade dele, mas até lá eu conto-lhe a história mais curta... deste que é um conto que num roteiro de afectos nos leva à descoberta da região ribeirinha da Ria da Cidade dos Ovos-Moles.
Credits O Moliceiro da Ria

6 de junho de 2014

Book Fair...

C.M.Aveiro
De 6 a 22 de Junho decorre a 39.ª Feira do Livro de Aveiro – “No Mercado” - numa organização da Câmara Municipal de Aveiro e de um grupo de Livreiros, contando ainda com o apoio de diversas instituições e associações locais que irão dinamizar diferentes actividades ao longo dos 17 dias do certame.

Este ano a Feira do Livro de Aveiro conta com uma novidade que se prende com a localização no interior do Mercado Manuel Firmino, que estará aberto com diferentes operadores a aderirem para além do horário normal, como venda de flores, cafés, esplanadas etc. Lembramos também a disponibilidade de estacionamento subterrâneo desta estrutura. Na feira vão expor e vender nove livreiros/ distribuidores/ editores, estando representadas mais de 120 editoras.

Durante os dias em que decorre a feira, é apresentado um conjunto de eventos para as crianças e público em geral, como a literatura infantil, hora do conto, sessões de autógrafos, tertúlias com escritores, poesia, teatro, música, atelier e workshops diversos.

O programa completo da Feira do Livro de Aveiro pode ser consultado aqui.

Segundo o Plano Nacional de Saúde, as crianças desenvolvem-se melhor e têm melhores resultados na escola quando contactam com livros diariamente. Há quem pense que as crianças só começam a aprender a ler quando vão para a escola. Na verdade a capacidade de ler desenvolve-se desde o primeiro ano de vida e deve ser treinada regularmente com a ajuda da família.
  • O que a criança faz com livros: Observa os livros e estica-se para os agarrar. Leva os livros à boca. Vira as páginas com a ajuda dos adultos. Tem interesse por imagens e caras de pessoas. Reage às imagens e à voz dos adultos com sons e gestos.
  • O que os pais devem fazer: Sentar a criança confortavelmente mostrar-lhe o livro, apontar as imagens, dizer o nome do que está representado na ilustração, das cores, dos sentimentos, etc. Repetir o nome de cada coisa para ajudar a criança a ligar o som das palavras ao significado. Brincar com as palavras e encorajar a criança a responder. A comunicação estimula o desenvolvimento e reforça os laços afectivos. Ajudar a criança a virar as páginas. Observar a criança para a interessar sem cansar. Captar as reacções para continuar ou parar. Brincar e interagir, dando atenção à criança e mostrando-lhe que compreende o que ela quer fazer.
  • Livros mais adequados: Coloridos, com fotografias de crianças ou imagens grandes e nítidas de objectos familiares. De cartão grosso, de pano ou plastificados. Com páginas fáceis de virar. Resistentes e laváveis. Macios, com diferentes texturas ou com buracos para a criança os poder explorar com os dedos. Interactivos, com partes móveis (agradam às crianças, mas não são resistentes).
Porque os livros nos permitem sonhar, é importante começar cedo na aventura dos livros. O Sebastião já tem uns quantos, vou contando histórias e ele ri-se e olha atento para os desenhos, ou então gosta mesmo é de os por na boca ;) Mas ainda assim acho que ele gosta! Se o tempo ajudar, havemos de passar um destes dias à procura destes:
O Avião do Sebastião, As Partidas do Sebastião

To think about...

Porque às vezes o essencial escapa-nos aos olhos...
Ainda bem que as crianças nos lembram do que é realmente importante!
"... estava a pensar em todas estas coisas quando vi um apelo: uma família em dificuldades. o pai desempregado, a mãe, um filho, uma menina como a maria. pediam alimentos. pensei que podiamos ajudar. não acredito em deus: naquele momento apeteceu-me agradecer-lhe este novo trabalho. expliquei à maria o que íamos fazer: iamos comprar comida para uma menina como ela. e ela ajudou-me a colocar as coisas no cesto enquanto dizia: massa para a menina. arroz para a menina. leite para a menina. cereais para a menina. disse-lhe que se ela quisesse também podia dar um brinquedo dela à menina. quando chegámos a casa ela correu para o quarto para o escolher.
sozinha na cozinha passei os alimentos para um saco grande: a massa, o leite, o feijão, o arroz. lembrei-me que não tinha arroz agulha na minha despensa: tinha carolino, arroz de risotto, basmati, integral. não tinha agulha. guardei um dos 4 pacotes na minha despensa.
a maria apareceu à minha frente com a carolina na mão: queria dá-la à menina. perguntei-lhe se tinha a certeza. se não ia sentir falta dela: era a única boneca que ela tinha com cabelo. ela pediu durante meses um bebé com cabelo. ela disse que tinha a certeza: queria dá-la à menina: meteu-a no saco.
fui espreitar o miguel: dormia aconchegado, enrolado nos meus lençóis que cheiravam a amaciador. estava a ficar melhor da gastroenterite: dei-lhe tudo o que ele precisava nesses dias: medicamentos para as cólicas, peito de frango cozido, papa de arroz, bananas e puré de maçã, torradas com compota. não lhe faltou nada. beijei-o na testa: deixei-o dormir.
fiz uma chávena de café, cortei uma fatia do bolo que fiz naquela semana: sentei-me no sofá de 4 lugares a ver um dos 74 canais que nunca vejo. quando olhei para o lado vi a maria: estava a brincar com a carolina. perguntei-lhe se já não a queria dar. ela respondeu-me que sim: que a queria dar. estava a brincar com ela porque "às vezes vou ter saudades dela e ela vai ter saudades minhas". eu não respondi: sorri: olhei para a televisão.
à minha frente sempre: a maria. para lá e para cá. parou: com as mãos nos meus joelhos disse-me "sabes mãe, a carolina é a única que tem cabelo, mas este bebé tem dentes, este tem chapéu, este tem uma banheira e este fala.": atrás dela alinhados no chão: 4 bonecos. ela tinha um sorriso no rosto enquanto apontava para eles. "vês?"-perguntou. vi. vi: carolino, risotto, basmati, integral.
levantei-me envergonhada. eu não sou uma pessoa egoísta, a sério que não. mas senti-me a maior, a pior das egoístas: senti-me mal. mais pequenina do que ela, que com 3 anos já é tão grande. disse-lhe que sim, que via. disse-lhe que ela tinha razão. chamei-me nomes enquanto tirei o arroz agulha da minha despensa e o coloquei no saco: a carolina já lá estava outra vez.
às vezes digo que os meus filhos me mudam todos os dias, me ensinam coisas: grandes lições.
uma vez uma amiga que ainda não é mãe perguntou-me: a sério? tipo o quê?
tipo isto, "vês?"."