Translate...

27 de agosto de 2013

Week 33...

Esta semana começou relativamente calma. Nas aulas de preparação fizemos alguns exercícios de básculas. São exercícios que ajudam o bebé a ficar na posição certa para o parto e para além disso, as básculas em conjunto com os exercícios de respiração durante as contracções, ajudam a acelerar a dilatação. Dois dos exercícios que fizemos nas aulas foram:

Exercício 1

  • deitada de barriga para cima com os membros inferiores em flexão e as mãos nas cristas ilíacas: 
  • Inspirando lentamente alongue as costas afastando-as do chão (bacia para cima). 
  • Expirando lentamente arqueie as costas aproximando-as do chão (bacia para baixo). 

Exercício 2
  • de gatas com as mãos apoiadas no chão e braços alinhados com as ancas: 
  • Inspirando lentamente alongue as costas e olhe para o tecto (rode a bacia para fora). 
  • Expirando lentamente arqueie as costas e olhe para o umbigo (rode a bacia para dentro). 

Noutra aula (sim, são duas por semana...) falamos da anestesia epidural. Confesso que tinha uma ideia totalmente distorcida do que era. Pensei mesmo que fosse uma espécie de injecção e prontos, mas não, é todo um processo complexo que consiste na colocação de um catéter fino (e aqui deixei de achar piada... e ter um excesso de visualização...), conduzido através de uma agulha condutora, num espaço entre duas membranas: epidural e dura-máter. 

A epidural é o tipo de anestesia mais popular para aliviar as dores do parto, sendo o tipo de anestesia mais usado pelas grávidas em relação ao controlo das dores. É uma anestesia local que bloqueia a dor numa região específica do corpo. O objectivo da epidural é aliviar a dor, em vez de fazer com que se perca a sensibilidade total, tal como acontece com as anestesias locais ou gerais. Na anestesia epidural os impulsos nervosos da espinal medula inferior são bloqueados, resultando numa diminuição da sensação na parte inferior do corpo (assim esperamos...)...

Como em tudo, existem benefícios e desvantagens, é uma questão de ponderar o que mais convém a cada um... Eu por mim, maricas como sou, quantas menos dores melhor, por isso droguem-me!

Credits babycenter.com

23 de agosto de 2013

About the visits...

Confesso que este é um tema que me assusta e admito que até seja um tema relativamente sensível... 

O que dizer sobre as visitas da família e amigos na maternidade e em casa imediatamente depois do parto?

É um assunto que me tem passado pela cabeça desde à algum tempo, mas agora que já entrei no último trimestre chega a altura de realmente começar a pensar neste assunto mais a sério. Tinha (e TENHO...) cá para mim que é para além de ser um momento de pura felicidade e de muita ternura, o nascimento de uma criança é também um momento caótico para o casal, num misto de ansiedade, insegurança, aprendizagem e muito, muito cansaço...

Na visita à maternidade a enfermeira aconselhou a não ter muitas visitas no hospital (apesar dizer que sabia que esta é uma questão difícil de contornar para as famílias...):

  • primeiro pelo cansaço da mãe (sim... gravidez não é doença mas moí o corpo duma mulher, não tenham dúvidas disso...);
  • pelo cansaço da criança (e avisou logo que a criança andar de colo em colo nos primeiros dias não é nada bom, porque fica muito moída e com cólicas, o que depois resulta em más noites, e nesse altura as visitas estão em casas e é a mãe que fica no hospital sem dormir...);
  • por último por uma questão de prevenção no que diz respeito a bactérias trazidas de fora do hospital... 

Eu e o meu Bruno já falamos sobre este assunto, e como em tudo ao longo da gravidez, também concordamos neste assunto. As visitas nos primeiros dias na maternidade deverão ser só para a família mais próxima (o que no nosso caso compreende, irmãos, pais e avós). Durante mais ao menos as primeiras semanas ou mesmo durante o primeiro mês, as visitas deverão ser espaçadas e fazer uma tentativa de não encher a casa com uma equipa de futebol. 

Acredito, como já disse, que seja um momento de mudança para o casal e que deve ser respeitada a vontade dos pais. Receber pessoas em casa num momento tão grande de mudança deve ser não só bastante cansativo, como também difícil de coordenar uma vez que o bebé e os pais ainda se estão a habituar às rotinas quotidianas, e aos horários. 

Acredito ainda que possa ferir susceptibilidades no que diz respeito a este assunto, mas esta é mesmo a nossa maneira de pensar, e espero mesmo que a respeitem. Sobre este assunto li um artigo dum psicólogo que gostei muito e se quiserem saber mais leiam aqui.

20 de agosto de 2013

Week 32...

E já só faltam oito... 

Esta semana tive as primeiras contracções... Não, não tive as contracções que antecedem o parto, mas sim as contracções Braxton Hicks, mais um dos sintomas mais comuns da gravidez. As características deste tipo de contracção são:
  • Acontecem só algumas vezes por dia, e não mais que duas vezes por hora.
  • Normalmente param quando muda de actividade: se passou muito tempo sentada, levante-se e caminhe. Se ficou muito tempo de pé, sente-se ou deite-se.
  • São irregulares, não rítmicas (sendo rítmicas, são-no apenas por um período curto de tempo).
  • Não são muito compridas: duram menos de um minuto.
  • Não vão aumentando de intensidade.
  • Podem atingir só uma parte da barriga.
  • Podem ser despoletadas pelos movimentos ou pela posição do bebé.
As contracções de Braxton Hicks podem variar de mulher para mulher. Enquanto há grávidas que não acham nada de mais, existem algumas mulheres que sentem algum desconforto (como aconteceu comigo...). Para sentir algum alivio podemos: 
  • Beber muita água. Desidratação pode gerar espasmos musculares, gerando uma contracção. Evite cafeína.
  • Praticar técnicas respiratórias. Respiração ritmada vai ajudar a aliviar o desconforto.
  • Deitar-mo-nos sobre o lado esquerdo quando se tem uma contracção. Isto deve ajudar a aliviar a dor e a manter-nos descansada.
  • Mudar a posição em que se está ou alterne de actividades durante um tempo enquanto se tiver uma contracção. Uma ligeira mudança no movimento por vezes faz desaparecer as contracções.
  • Urinar quando se precisa. A bexiga cheia pode causar contracções de Braxton Hicks.

Na terça fizemos a visita à maternidade e ficamos muito satisfeitos. Ao conhecer as instalações e os procedimentos gerais do parto e pós-parto, acabamos por de certa forma diminuir a ansiedade e contribuir um pouco para a nossa formação e mentalização acerca do grande dia D. No bloco de partos é possível que a grávida tenha um acompanhante ao longo de todo o processo de parto, e durante os dias de internamento, as novas mamãs têm formações em segurança automóvel, cuidados de higiene e amamentação. Não podíamos estar mais satisfeitos!!!

Esta semana tive outra das maravilhas na maternidade... Não é um assunto nada agradável de tratar, nem bonito, mas a verdade é que mais de metade das grávidas têm as afamadas hemorróidas (doravante tratada por "amiga"). Ora que na quarta à noite descobri que tinha uma nova amiga... achei eu que seria normal, que no dia a seguir telefonava para a linha 24 e me indicava, um pomada qualquer e eu ficava despachada.

Pensava eu... No dia a seguir nem me conseguia sentar, estava cheia de dores e já não sabia onde me havia de meter. Ora que era feriado e o Centro de Saúde estava fechado, e a ideia de ter que ir às urgências do hospital Só por causa de hemorróidas era coisa que não me apetecia mesmo nada. Liguei para a Linha 24 e fui aconselhada a ir ao hospital uma vez que os sintomas estavam a piorar. Ora fonix... o que eu queria era mesmo uma pomadinha e ficar sossegada no sofá, mas nada feito. 

Fui aguentado porque o meu Bruno estava a trabalhar e ao fim do dia lá fui eu. Desta vez, não me mandaram para as urgências da Obstetrícia, uma vez que não tinha nada a ver com o bebé, e fui encaminhada para a Cirurgia... Mais uma vez eu ia à procura duma pomadinha... uma pomadinha senhores... Depois de ter sido examinada pelo médico (e tendo em conta que era um feriado e estava montes de gente, até nem achei que nem demoraram muito a chamar-me...) ele explicou-me que eu tinha uma hemorróida trombosada.

O quê??? Bem, o médico lá me explicou o que era, e saiu da salinha. Eu fiquei à espera da tal pomadinha (sou mesmo crente...), até que ouvia a enfermeira a perguntar ao médico: "Oh Dr. o tabuleiro está pronto, qual é o número do bisturi que quer?" Ia caindo da marquesa... mesmo... Bisturi, mas qual bisturi? Eu quero uma pomadinha senhor doutor... Não irei entrar em pormenores, mas posso dizer que entre a anestesia e corte com o bisturi n.º 11 não foi nada bonito, muito menos agradável. Passei o resto da semana deitada à espera que a minha amiga cicatrizasse e encolhesse...Estou quase fina ;)


Credits babycenter.com

19 de agosto de 2013

The colors of the city...

Cada vez mais apaixonada pela minha cidade...
Não fosse eu andar entravadinha das costas, saía por ai à cata de mais relíquias destas...

Credits Bruno Costa