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6 de agosto de 2013

Week 30...

E assim de repente já só faltam 10 semanas... Não me canso de dizer que passou (e está a passar) a correr... Não tarda tenho a criatura a pedir-me uns trocos para ir para os copos com os amigos ou para levar a miúda lá a casa ツ

O problema das costas vai-se alargando e conforme a barriga aumenta (e note-se que ainda não ganhei uma grama desde a primeira consulta às 7 semanas, aliás tenho quase menos 2 kg...) começo a ver o caso mesmo mal parado. Tinha em mente ser eu  fazer uma série de coisas para o nosso feijão, mas o estar sentada à máquina de costura (ou apenas simplesmente sentada) é uma tortura...

Ainda bem que esta semana as aulas de preparação para o parto foram com a fisioterapeuta. Dei conta que sou das que está com menos semanas, mas aquela que esta mais entravada. Não tive parceiro esta semana (e que falta me fez na altura de aprender as massagens...) e a fisioterapeuta foi uma fofa e como viu que eu estava mesmo à rasca, esteve ali comigo a insistir um bocado... isto enquanto o resto do pessoal se ria comigo e com as minhas caras de não querer dar parte fraca mas de já estar mesmo mesmo a arrebentar de dores (ainda ouvi de uma colega, quando eu disse triste e deprimida que já não conseguia cortar as unhas dos pés, e ela, com 36 semanas, me disse que ainda conseguia pintar as unhas...). Mas a verdade é que a Fisioterapeuta tinha rezão, e depois do sacrifício dos alongamentos e dos exercícios, nessa noite dormi que nem um passarinho.


Esta semana tivemos também direito à visita da nossa amiga Sílvia, que veio de Roma. Na quinta demos um passeio pelo centro (sem eu abusar muito nas caminhadas, é claro...) com direito a voltinha no moliceiro e um pequeno passeio pela Costa Nova (é que cada vez mais estou apaixonada pela minha cidade...). Na sexta fiquei a descansar enquanto a Sílvia foi visitar Coimbra, e à noitinha fomos buscar o meu amor ao aeroporto e acabamos por nos lambuzar com uma bela francesinha junto ao rio Douro. Sábado ainda demos umas voltas de carro e no Domingo já eu me estava a queixar de dores, depois de levarmos a Silva ao aeroporto.

Na segunda acordei mesmo pior... Passeio o dia quase de cama e à noite tal eram as dores que eu já chorava mesmo, mas teimosa que só eu (e farta de ouvir que é normal as grávidas terem dores de costas...) só fui para o hospital porque o meu amor tomou uma atitude mais pró-activa, e disse: Vais e vais mesmo!

Pois que fui... Fui chamada na triagem num instante, só me perguntavam se eram contracções e eu dizia que achava que não, mas que não sabia. Como já nem forças tinha para caminhar, fui de cadeira de rodas (e apesar da auxiliar me ter perguntado se eu ia bem e eu disse que sim...) e foi... à falta de melhor palavra, horrível... As oscilações deram cabo de mim, e quando cheguei as urgências da obstetrícia só pedi mesmo para me levantar. Mais uma vez, posso dizer que o atendimento foi 5 estrelas, e ainda tive o bónus de ter sido atendida pela minha médica.

Pois que a criança estava bem, as costas da mãe é que nem por isso. Ainda "apanhei na cabeça" por ter deixado chegar aquele ponto de dor, de não ter ido mais cedo para o hospital, de não ter tomando nada para as dores (apesar de só poder ser benuron...), de não ter posto nenhuma pomada para as dores (porque já ouvi mundos e fundos que não se podia por isto e aquilo...), enfim... de achar que que é normal as grávidas terem dores e terem que aguentar só porque sim! Levei uma bela duma pica no rabiosque (que segundo a enfermeira até ia doer um bocadinho, mas tal deviam de ser as dores que eu não senti nada...) e ali estive uma meia hora, até a médica me dar alta, uma vez que eu já me conseguia mexer minimamente e as dores já tinham aliviado bastante.

Acho que aprendi que não sou de ferro... E que tenho de ter cuidado comigo!!!

Credits babycenter.com

2 de agosto de 2013

Maternity in Portugal...


Acabei de escrever um pequeno testamento num blog duma amiga sobre a Maternidade em Portugal.

É apenas o meu ponto de vista pessoal, pois claro, e até ao parto até posso mudar de ideias... Mas às 30 semanas de gestação, não podia estar mais satisfeita com o acompanhamento que tenho tido no nosso Serviço Nacional da Saúde

Aqui fica o meu relato:

Eu estou grávida de 30 semanas e sou acompanhada no Serviço Nacional de Saúde em Aveiro, e posso dizer que não podia estar mais satisfeita e surpreendida pela positiva, pelo acompanhamento que tenho tido no SNS. Também estou na terra das tulipas, como a Ângela, mas por uma questão pessoal e de disponibilidade profissional, optamos pelo nascimento e acompanhamento da gravidez em Portugal.
Desde que sei que estou grávida que tenho feito TODAS as consultas no CS. Tanto a minha médica de família (que já era nossa médica de família à uns 8 anos, mas que eu só via de ano a ano nas consultas de planeamento familiar, que fiz SEMPRE no CS bem como todos os testes ginecológicos, e para controlo de análises de sangue, uma vez que tenho o colesterol elevado) como a nossa enfermeira de família (que até nos disponibilizou o seu email pessoal para tirar alguma dúvida enquanto estava na Holanda) foram e têm sido incensáveis. Primeiro porque sabiam que morávamos na Holanda e teve que haver toda uma gestão de consultas e acompanhamento entre Fevereiro e Junho, momento em que eu vim para Portugal até ao nascimento da criança, e segundo por todo o acompanhamento médico e disponibilidade de reposta das nossas dúvidas ao logo destes meses.
Em Portugal, segundo penso, numa tentativa de estímulo ao aumento da natalidade, TODAS as grávidas acompanhadas no SNS estão isentas de taxas, e o mesmo se aplica a todo o tipo de análises de sangue e ecografias
Tenho feito várias análises de sangue (sempre isenta), em todas as consultas análises de urina e auscultamento de batimentos cardíacos do bebé, controlo de peso e tensão arterial, e como tenho uma gravidez normal e a criança de deixou ver sempre bem e tirar todas as medidas e percentis necessários, só foi necessário realizar 2 ecografias (uma por trimestre) sempre com credencial passada pele médica de família. 
Tive também direito a cheque dentista, que TODAS as grávidas acompanhadas no SNS têm direito (até um total de 3), mas como não tinha nenhum problema dentário, acabei por só usufruir de um.
Para além das consultas no Centro de Saúde, tenho também consultas no Hospital Público onde está previsto o nascimento da criança, onde sou acompanhada por uma médica Obstetra e Ginecologista. Já tive um episódio de urgência neste mesmo hospital, aquando grávida, e o atendimento e disponibilidade pela equipa médica de plantão no momento foi 5 estrelas. Para além disto é possível fazer uma visita guiada à Maternidade, a partir das 30 semanas de gestação, para os pais se poderem familiarizar com o espaço e poderem colocar todas as suas dúvidas.
O nosso Centro de Saúde disponibiliza também, mais ou menos a partir das 28 semanas, aulas de preparação para o parto totalmente gratuitas (2 vezes por semana, para mães e pais) ao cuidado de uma equipa multidisciplinar, nomeadamente várias enfermeiras especialistas em saúde materna, uma nutricionista, uma fisioterapeuta e uma psicóloga.
A verdade que só damos valor aquilo que aqui temos, neste nosso cantinho à beira mar plantado, quando estamos fora…
Resta-me reforçar aquilo que a Ângela já mencionou. Apesar de muitos dos hospitais serem públicos na Holanda, e de as consultas serem cobertas pelo seguro de saúde, este É SEMPRE OBRIGATÓRIO. E no que diz respeito à maternidade, ele não são NADA BARATOS. Sei que o seguro que o meu marido tem na Holanda é de cerca de 100€ por mês e não cobre a maternidade…
Peço desculpa pelo logo “testamento” mas não podia deixar de deixar aqui o meu testemunho pessoal. Sei que existem várias lacunas ao nível da saúde em Portugal, mas a verdade é que essas mesmas lacunas existem de uma maneira ou em outra ao longo de toda a Europa.

30 de julho de 2013

Week 29...

Ora mais uma semanita que passou... Tenho andado muito aliviada da senhora azia (que costuma ser muito muito pior no 3.º trimestre) mas não me tenho livrado da amigas cãibras...

A presença de cãibras durante a gravidez é uma situação bastante normal e pode ocorrer em qualquer grávida, de qualquer idade. Frequentemente elas aparecem nas pernas e são causadas pela falta de cálcio e de magnésio no organismo. São mais comuns durante o sono, sendo então denominadas de cãibras nocturnas (nem vos digo a quantidade de vezes que acordo quase aos gritos com as pernas presas...). Existem várias maneiras de podermos tentar controlar a dor quando a cãibra acontece:
  • Fazer alongamentos
  • Massajar os músculos afectados
  • Tome um banho quente ou coloque uma bolsa de água quente na região afectada
  • Caminhar por alguns minutos costuma ajudar ao aliviou da dor (esta e a que costuma resultar comigo...)
Para tratar as cãibras durante a gravidez pode-se tomar uma suplemento de cálcio ou de magnésio diariamente durante toda a gestação (sem nunca esquecer, claro, de primeiro ter a opinião do médico que o acompanha sobre isto). Eu estou a tomar um suplemento de magnésio, e desde que comecei as cãibras não desapareceram totalmente, mas foram diminuindo.

Esta semana foi também a semana da palavra herdar. De França veio uma grande saca de roupa (cheia de coisas giras para o frio, e vejam lá bem que o meu feijão até ganhou um fato para a neve giro que farta), um saco de dormir, toalhas de banho, e mais um sem fim de coisas que fazem um jeitaço e que agora eu não vou ter de as comprar. Desta grande "remessa" não posso deixar de referir um saco de brinquedos, que a princesa L. separou especialmente para o nosso feijão, simplesmente um amor...

Outra boa surpresa foi termos herdado um berço, cheio de histórias, que já foi a caminha do B. e do pequeno S. Não estava nos nosso planos comprar para já um berço, uma vez que não vamos ficar muito tempo depois do feijão nascer em Portugal e ele já tem a caminha dele à espera em Amesterdão, mas a verdade é que quando viermos de férias iria de certeza fazer mesmo muita falta. Pois que de um dia para o outro herdamos um berço bem giro, em que o estrado tem até 6 alturas e mais tarde dá para abrir umas das laterais para que o pequeno possa subir/descer da cama sozinho, e ainda uma série de pequenos acessórios de segurança para a casa (protectores de tomadas e travões de porta). Somos uns felizardos...

Oh só para a pulseira mais linda que o meu amor me ofereceu... 
By Átrio
Terminamos a semana em grande, cheia de celebrações. Primeiro com o nosso aniversário, em que o meu amor me fez uma surpresa e nos marcou um jantar num novo restaurante da cidade - O Bairro (que eu queria mesmo experimentar e que foi sem dúvida uma aposta ganha...), e depois com o dia dos meus 31 (que apesar de não terem sido uma grande festa porque fomos levar o marido ao aeroporto) com terminou com um pequeno jantar com o meu maninho.

Credits babycenter.com

27 de julho de 2013

It's alive ....

É com muita muita satisfação que digo - A minha cidade está viva!

Há uns tempos tínhamos comentado entre nós (eu o meu homem) que a nossa cidade estava muito morta. Entre as estradas com poucos carros e as ruas e centros comerciais com poucas pessoas, tínhamos a ideia que a cidade estava a definhar aos poucos talvez fruto da situação económica e da crise politica que se instaurou no nosso país. Parece que estávamos (e ainda bem...) redondamente enganados...


Estes dias que temos saído mais e andado a pé pelas ruas da cidade que vivenciamos uma dinâmica espectacular na cidade. Há novos espaços, novos restaurantes (aos que nos parece fruto do trabalho de gente nova e cheia de garra com ideias empreendedoras...) montes de gente na rua, entre turistas e moradores, parecendo que o Verão (e claro, as obra fruto das eleições que aí vêem...) veio de facto trazer um novo alento à nossa cidade.

É uma alegria ver a nossa Aveiro assim, apetecer sair à rua e aproveitar a beleza natural, cultural e arquitectónica que a nossa cidade tem. Estes dias de Verão ajudam a esticar o dia, as noite também são agradáveis e conseguimos a ver a cidade com uma nova luz e uma nova cor.


Se puderem, venham visitar e conhecer a nossa Aveiro.
A economia e o turismo agradecem...

25 de julho de 2013

The number 3...

Já lá vão 3 anos e o tempo passa num instante...

Foi exactamente à 3 anos que nos unimos perante a lei (sim... é verdade, ainda vivemos no pecado...) foi um dia lindo que jamais esqueceremos os dois. Este ano o número 3 adquire outro significado (a matemática tem destas coisas...), e será com certeza um ano que ficará para sempre marcado nas nossas vidas... Lá para Outubro passaremos a ser 3...

Por isto tudo, este é sem dúvida um dia para festejar e agradecer por te ter sempre a meu lado...na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida...