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15 de dezembro de 2010

Saudade...

SAUDADE (Do lat. solitáte, «solidão»)
nome feminino - sentimento melancólico causado pela ausência ou pelo desaparecimento de pessoas ou coisas a que se estava afectivamente muito ligado, pelo afastamento de um lugar ou de uma época, ou pela privação de experiências agradáveis vividas anteriormente.




Saudade - O que será... não sei... procurei sabê-lo
em dicionários antigos e poeirentos
e noutros livros onde não achei o sentido
desta doce palavra de perfis ambíguos.

Dizem que azuis são as montanhas como ela,
que nela se obscurecem os amores longínquos,
e um bom e nobre amigo meu (e das estrelas)
a nomeia num tremor de cabelos e mãos.

Hoje em Eça de Queiroz sem cuidar a descubro,
seu segredo se evade, sua doçura me obceca
como uma mariposa de estranho e fino corpo
sempre longe - tão longe! - de minhas redes tranquilas.

Saudade... Oiça, vizinho, sabe o significado
desta palavra branca que se evade como um peixe?
Não... e me treme na boca seu tremor delicado...
Saudade...
Pablo Neruda, in "Crepusculário"


Não sei que dizer!!!
Tenho saudades de ti...

13 de dezembro de 2010

Um sonho...

Vale a pena sonhar...

Dito de outra forma, I have a dream que, para já, passa por Bruges, mais concretamente pelo College of Europe [isto dito assim, caraças, até parece uma cena toda pipi]. Acontece que um Master of Arts in EU International Relations and Diplomacy Studies lá em Bruges é coisa para me deixar penhorada por sete gerações [no mínimo]. Ora como eu não tenho onde cair morta e estou longe de vir a herdar o que quer que seja, não me resta outra alternativa que não seja vender o recheio da casa. Portanto preparem-se, pessoas. Para além de livros, cds, colchas bordadas à mão, carteiras, frigideiras e panelas, tachos quase a estrear, serviços de loiça, copos e jarros, cristais e porcelanas, isto vai começar a parecer a Feira do Relógio. Preços amigos do cliente, artigos em belíssimas condições [como novo, senão mesmo a estrear], tudo na base da bela da transferência bancária para uma conta destinada para o efeito. O projecto, esse, chama-se: Take us to Bruges [eu e ao gato, of course] e eu sei que vocês são bem capazes de me ajudarem a lá chegar.
 
* Se quiserem ser solidários agradece-se a divulgação. Bem Hajam.

8 de dezembro de 2010

Recordações...

RECORDAÇÃO (Do lat. recordatióne-, «id.»)
nome feminino

1. acto ou efeito de recordar ou recordar-se; 2. o que se mantém na memória; 3. objecto que faz lembrar alguém ou algo; 4. oferta, presente.
Andei para aqui a dar um jeito ao escritório, de modo a montar o meu estaminé. Eis se não quando, dou de caras com este "tesourinho deprimente"... Tenho vaga ideia deste dia. O fim das aulas, as férias e o natal à porta... Cantámos "Timor" e o "Homem do Leme". Já na altura éramos uns artistas :)


Turma do 9.º B 
Escola EB 2+3 Sever do Vouga

4 de dezembro de 2010

... que se exilou ou foi condenada a desterro...

Palavra a reter hoje:

EXPATRIADO [eiS]
adjectivo
1. que está fora da pátria; 2. desterrado; exilado
nome masculino
pessoa que se exilou ou foi condenada a desterro


DIA 6.º Acordar cedinho que hoje há muito para fazer. Aqui vamos nós então, nesta nossa demanda pelo desconhecido, que hojejá  temos marcado uma visita a uma casa de manhã e a uma de tarde, e a ver se damos "conta" da conta do banco. Saímos do hotel e até comentamos entre nós: "Está frio, mas até se anda bem..." Pois anda... ou melhor andava!!! Passados uns minutos, começou a nevar... "Oh... deixa estar... é só um bocadinho... vamos lá embora..." Mas porque é que uma pessoa não está caladinha??? Em menos de 5 minutos não se via um palmo à frente do nariz, tal era o nevão que se tinha posto. E, não sendo o meu homem uma pessoa exactamente comedida, ouvi logo: "FO**-SE!!! ESTÁ A NEVAR PRA CA**LHO!!!" E prontos... assim começou mais um fantástico dia por terras do desconhecido. Lá vamos nós, apanhamos o metro em direcção ao local combinado. Quando demos por ela estávamos atrasados e não sabíamos bem a que horas conseguíamos chegar ao local combinado com o agente para ver a casa. O homem telefonou então, ou que o senhor respondeu, que não podia esperar que se tinha que marcar para outro dia. Porreiro pá!!! Claro que o senhor não tinha culpa nenhum, mas este tempo de mer** não ajuda nada. Enfim... Decidimos ir até ao fim da linha de metro (sim... porque aqui tal como no Porto, o metro é de superfície) que para além de ser mais quente que lá fora, ainda víamos as vistas. Chegados ao fim da linha trocamos então de metro para regressar para o centro... Umas quantas paragens depois, o metro pára, o senhor motorista remorde qualquer coisa nesta língua estranha que é o holandês, o pessoal saí todo do metro, olhamos um pro outro e dissemos: "Então e agora???" Não fazíamos puto de onde estávamos nem como podíamos sair dali. Se o metro não podia andar (pensamos nós que por causa da neve), será que os outros transportes podem??? Lá perguntamos a um rapaz, qual seria a melhor maneira de sair dali e ir para o centro de Amesterdão.
Caminhámos cerca de 1 km em busca do autocarro. Claro que não é nenhuma distância ridícula, mas com a neve a cair a cântaros, sapatos a ficarem molhados, frio e afins, não foi fácil não senhor!!! Mal chegamos à paragem, e porque nem tudo pode correr mal, chegou logo o malfadado autocarro. Não sei se da situação, do frio na cabeça e nos pés, que a primeira coisa que fizemos depois de nos sentarmos no autocarro foi desatar a rir à gargalhada... (Verdade: mais vale rir que chorar!) Segue-se então a procura no mapa: onde estamos, para onde vamos e qual a paragem que queremos sair... (Como se pode ver hoje levamos máquina, decididos que o frio não seria mais forte que nós e que teríamos umas pigrafias para a prosperidade). Claro que até porque nem está frio nem nada, nem neva nem nada, o senhor do autocarro cagou bem para termos carregado no stop e só parou na paragem a seguir! Lá está, são as famosas leis de Murphy: Um atalho é sempre a distância mais longa entre dois pontos. adiante...Lá fomos nós rumo então ao próximo destino, um balcão do banco ABN-Amro na praça Leidseplein.  Entramos (e sim, era uma agência grande, com mais de cinco empregados...) e lá fizemos as formalidade, ficando à espera de sermos atendidos. Fomos chamados e... Querem adivinhar??? Querem??? Pois que a senhora não podia tratar deste assunto, teríamos que nos deslocar a um novo balcão do banco que fosse "especialista" em abrir contas para expats, ou seja EXPATRIADOS... Valha-me a santa!!!

Não amigos, nesta terra, à terceira não é de vez! Ainda assim não foi mau de todo, a senhora deve-se ter apercebido do desespero na nossa cara e lá tirou fotocópias dos documentos que iria enviar para o outro balcão de modo a que só fosse necessário deslocarmo-nos lá quando tivéssemos marcação. Do mal o menos... Entre vestir casaco, vestir luvas, gorros e afins, o meu homem diz: "Oh mor, vi ali um sinal para um restaurante brasileiro, que dizes???" Porreiro pá, (eu a pensar num feijão preto e numa picanhinha), é lá fomos nós... No caminho encontramos um pequeno recanto, com aspecto simpático e bastante movimentado, cheio de pequenos quiosques com doces e afins, e uma pista de gelo. Fomos dar uma espreitadela dando de cara com o seguinte letreiro: WINTERPLAZA. Estranho, será que nas outras praças será Verão?!?!?!?! Hum... estranha gente...
Claro que o sr. Murphy teria que aparecer de novo: Tem sempre de se renunciar a algo que se deseja para se poder ter algo que se deseja ainda mais. Pois que o afamado restaurante brasileiro estava fechado e só abria à noite! Tchanammmmmmmmm sem stress... Logo ali tinha um restaurante italiano, com uma pinta muito catita, e lá fomos nós. Pois meus amigos, grande achado, grande achado mesmo. Tudo, mas tudo, 5 estrelas, da comida ao atendimento. Espero que as fotografias consigam espelhar o fantástico manjar dos deuses que comemos... e bebemos :) Já de barriguinha cheia e sem compromissos imediatos, decidimos dar uma de turista mesmo, e fomos visitar aquele que dizem ser o maior museu nos Países Baixos.
O Rijksmuseum é um museu nacional dedicado às artes e à história. Possuí uma larga colecção de pinturas da idade de ouro holandesa bem como uma substancial colecção de arte asiática. Ora até aí tudo bem. Eu que até sou uma moça formada em Património Cultural pensei cá para mim, que ia passar uma tarde bem passada, que dado o tamanho do edifício não ia ver tudo, mas que ainda assim os amigáveis 12.50€ (sendo que o preço do bilhete do Louvre são 10€) compensariam a visita. NÃO. ESQUEÇAM! Então porquê??? Desde 2005 que cerca de 95% do museu está fechado para renovação sendo que apenas se encontra aberto ao público as pinturas da colecção permanente, numa exibição especial chamada As Obras-primas. Sim, vimos algumas obras primas, de Rembrandt (A ronda noturna, em holandês: De Nachtwacht) a Vermeer (A leiteira, em holandês: Het melkmeisje) mas ainda assim saí de lá com uma sensação de... sei lá ... roubo!!! Por isso, se vierem para estas bandas, informem-se se as obras estão para acabar, ou se pelo menos têm acesso a 50% do museu.... Ainda pensamos visitar de seguida o Museu Van Gogh  mas já estávamos no limite dos "pés molhados e gelados" e por isso... fica para uma próxima. Retorno ao Hotel, tirar os sapatos e aquecer os pés,  "esticar o pernil" por um bocado e desfrutar de uma última refeição no Hotel. Confesso que, salvo alguns problemas de limpeza (não, não sou eu que sou maníaca, o Bruno também concordou...) que de uma maneira ou de outra foram resolvidos, uma das coisas a reter é a fantástica cozinha
...

(Por esta altura o meu homem estava a rogar pragas, do tipo - Raios parta, olha-me só para esta carninha que aqui vai ficar... - , porque queria pegar com as mãos e roer as costeletas de "bambi", que é como quem diz, veado (não no sentido brasileiro, hehehehe) e eu não deixei....)

Amanhã é dia de ir embora...
Não quero pensar nisso... sinto que deixo mais de metade de mim nesta terra fria! Já estou em contagem decrescente para o Natal. E não, não é pelas prendas, nem pelo grande jantar de família, pelos doces ou afins...  mas pela hora de abraçar e beijar o meu amor outra vez...

3 de dezembro de 2010

Let it snow...

E só para acabar o dia em grande, e porque lá fora neva a cântaros, aqui vai:

"Let It Snow! Let It Snow! Let It Snow!", Também conhecido como "Let It Snow", é uma canção da autoria do letrista Sammy Cahn e do compositor Jule Styne . Foi escrita em Julho de 1945 em Hollywood, Califórnia, durante um dos dias mais quentes de que se tem registo (Fonte: Wikipédia).

Oh the weather outside is frightful,
But the fire is so delightful,
And since we've no place to go,
Let It Snow! Let It Snow! Let It Snow!

It doesn't show signs of stopping,
And I've bought some corn for popping,
The lights are turned way down low,
Let It Snow! Let It Snow! Let It Snow!


When we finally kiss goodnight,
How I'll hate going out in the storm!
But if you'll really hold me tight,
All the way home I'll be warm.

The fire is slowly dying,
And, my dear, we're still good-bying,
But as long as you love me so,
Let It Snow! Let It Snow! Let It Snow!