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7 de janeiro de 2008

Lisboa-Dakar 2008...


O Lisboa-Dakar começou e acabou no mesmo dia, com o percurso histórico CCB – Mosteiro dos Jerónimos. A organização do Rali Lisboa-Dakar 2008 cancelou a competição depois de, ontem, o Governo francês ter feito sérios avisos sobre a deslocação dos seus concidadãos à Mauritânia, país para onde estavam previstas várias etapas.


As questões de segurança têm sido uma constante ao longo da história do rali, como aconteceu em 2007, com a anulação de duas etapas no Mali. A diferença é que este ano a questão também se coloca na Mauritânia, não só o país que receberá mais etapas (oito), como também o palco das tiradas mais difíceis.


Face a estas ameaças, a organização foi peremptória: "Após inúmeros contactos com o governo francês e tendo em conta as suas fortes recomendações, os organizadores do Dakar tomaram a decisão de anular a edição 2008 da prova, que deveria decorrer entre 5 e 20 do corrente mês, ligando Lisboa à capital do Senegal".


Foi sem dúvida um Dakar amigo do ambiente uma vez que os motores nem chegaram a queimar gasolina... Para o ano há mais… espera-se!!!

Ver:
Cão Azul

2 de janeiro de 2008

Programa Operacional da Cultura...

Após as notícias relativamente ao risco de avençados ao serviço do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico - IGESPAR - arqueólogos, juristas e historiadores de arte,ficarem desempregados a partir do início do ano, resolvi pesquisar qual o verdadeiro programa delineado pelo Ministério da Cultura para o Património e a Cultura em Portugal.


Eis que numa simples pesquisa no Google vislumbro o POC - PROGRAMA OPERACIONAL DA CULTURA - que de uma maneira tão singela diz o seguinte:


"A criação de um Programa Operacional para a Cultura no Quadro Comunitário de Apoio para Portugal, no período 2000-2006, constitui uma medida inovadora no quadro comunitário, dado que se tratou do primeiro Programa Operacional da Cultura, na União Europeia... A criação de um Programa Operacional Autónomo para a área da Cultura resulta essencialmente da clara assunção de que a política cultural constitui um eixo fundamental da estratégia de desenvolvimento social e económico do País."


Nos seus objectivos podemos ler:


"A linha de força deste Programa é a consideração de que a cultura... contribuirá decididamente para a qualificação dos recursos humanos, numa perspectiva de valorização da pessoa em toda a sua plenitude, mas também, constitui um factor de criação de riqueza e de emprego, pelo impacto que tem em várias actividades económicas. A estratégia subjacente às actuações previstas no Programa Operacional da Cultura assenta em dois objectivos essenciais:
- Reforçar a cultura como factor de desenvolvimento e de emprego;
- Promover um maior equilíbrio espacial no acesso à cultura.
Reforçar a valorização do património histórico e cultural numa perspectiva de desenvolvimento económico é prioritariamente uma aposta estratégica na criação de emprego e de riqueza mas também na preservação dos valores intrínsecos aos bens patrimoniais.
É essencial para se atingir este objectivo, aproveitar a riqueza do nosso País em termos de monumentos, museus, acervos documentais e artísticos, acumulados ao longo de oito séculos de história."

A estrutura descrita do programa acenta em:


"1 – Valorização do Património Histórico e Cultural envolve o conjunto das intervenções que dão corpo ao primeiro eixo estratégico, ou seja, as acções relativas à valorização do património edificado e dos museus bem como à realização de eventos culturais, considerados de âmbito e interesse nacional. Por esse motivo, cobrirá um conjunto de acções de natureza diversa, que visam a valorização da oferta de bens e serviços culturais associados ao património, e não apenas a mera reconstrução do património edificado de interesse histórico... O objectivo final consiste em valorizar o património, com vista à sua disponibilização/fruição por públicos diversificados e à criação de condições para o surgimento de actividades produtivas e, consequentemente, de emprego.



2 – Promoção do Acesso a Bens Culturais envolve um conjunto de intervenções especialmente desenhadas para facilitar e promover a procura de bens e serviços culturais. Neste sentido consiste, basicamente, na criação e animação de uma rede de infra-estruturas susceptíveis de permitir o acesso das populações – em especial, nas regiões mais desfavorecidas - a espectáculos de artes perfomativas e a informação cultural disponibilizada através das novas tecnologias de comunicação... O objectivo final é o de criar condições favoráveis à expansão de produtos e serviços culturais – como a realização de espectáculos, a disponibilização de bases de dados de carácter cultural – em especial, nas regiões menos desenvolvidas. Deste modo, são um instrumento evidente de desenvolvimento regional, na medida em que contribuem para a fixação das populações, o crescimento de pequenas iniciativas económicas satélites da realização dos espectáculos e, naturalmente, para a valorização cultural das populações."


E então... Depois de tanto trabalho na redacção deste texto o que é que temos??? Pois sai em notícia, pela Agência Lusa, a cessação de vários postos de trabalho que claramente irão causar perturbações graves no desenvolvimento do Património e da cultura em Portugal.


"Cinco dos arqueólogos que segunda-feira cessam funções trabalham no Parque Arqueológico do Vale do Côa, onde investigam a pintura rupestre, coordenam as actividades pedagógicas das visitas escolares e preparam os conteúdos expositivos do Museu do Côa, com data de abertura prevista para 2008.


Os restantes trabalham nas extensões do Instituto em Silves, Castro Verde, Torres Novas, Lisboa, Pombal, Viseu, Covilhã, Vila do Conde e Macedo de Cavaleiros, onde asseguram a realização das escavações preventivas em caso de obras públicas ou particulares em sítios de interesse arqueológico."


"Estranhamos que sejam dispensados os trabalhadores que têm sido agentes da profunda transformação positiva que teve a actividade arqueológica em Portugal desde o `dossier Côa´, e receamos que se possa retroceder significativamente nas políticas de protecção e valorização do importantes património arqueológico português", afirma a APA.


Em particular, adianta, a situação pode causar "graves perturbações" no sector da construção "que está dependente da realização de trabalhos arqueológicos", além de que fique "comprometido o cumprimento das obrigações do Estado face ao património arqueológico", previsto na lei."




Enfim... que bem está a Cultura e o
Património em Portugal...


Porreiro Pá!

31 de dezembro de 2007

Sobre a Cultura...

Face à política cultural, ou melhor, não cultural, do nosso Primeiro Ministro José Sócrates, urge a união de todos os que estão relacionados com esta área de modo a tentar impedir o desrespeito pela cultura no nosso país. Assim encontra-se na Internet uma petição que apela para Um projecto consistente para a Cultura em Portugal:

Para: José Sócrates - Primeiro Ministro de Portugal

Tendo conhecimento da reestruturação ministerial que será levada a cabo por José Sócrates no início do próximo ano e prevendo a saída da actual Ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, propomos que se volte a repensar a política cultural nos termos em que Manuel Maria Carrilho o fez.

Ao contrário dos últimos governos, onde se assistiu a uma total falta de conhecimento e planificação para esta área por parte de cada ministro da Cultura que tivemos (e foram 5 nos últimos 8 anos...) é inegável que Carrilho foi o único nesta pasta que teve uma visão alargada do que é criar estruturas e consolidar o tecido profissional e criativo de um país, e que pôs de pé um projecto consistente, com conhecimento da realidade tanto no campo da criação artística como no campo da gestão e dinamização do património cultural, em todas as suas frentes – técnica, artística, administrativa, de produção, de programação, de equipamentos culturais, de sensibilização de públicos, de interacção de agentes, nomeadamente autarquias, direcções regionais e Estado – e compreendendo a necessidade de articulação de todas essas mesmas frentes. Soube fazê-lo rodeando-se de equipas competentes, de elementos com um verdadeiro conhecimento no terreno e sobretudo munidos de uma real noção da contemporaneidade, visando Um Futuro de criação, difusão e dinamização da cultura portuguesa, dentro e fora do país.

Para travar o rasto de destruição e retrocesso deixado pelos responsáveis pela Cultura que se lhe seguiram, exigimos um ministro com um projecto, consciente das necessidades e prioridades desta pasta e possuidor de um verdadeiro desejo de construção e crescimento desta área no nosso país.

Os abaixo-assinados, que desejam um país culturalmente ao nível da Europa em que se diz inserido, lançam assim um repto a este governo, propondo a escolha, por parte do Primeiro-Ministro, de alguém com o mesmo nível de visão e projecto que Manuel Maria Carrilho teve para a Cultura em Portugal.

Sincerely,
The Undersigned


A petição pode ser assinada em:

Assine, a Cultura precisa de si!!!

19 de dezembro de 2007

IGESPAR, por fim o site...


No quadro das orientações definidas pelo Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado (PRACE), e de acordo com o Decreto-Lei n.º 215/2006, de 27 de Outubro, que aprovou a lei orgânica do Ministério da Cultura, foi criado pelo Decreto-Lei n.º 96/2007, de 29 de Março, o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, IP (IGESPAR, IP), que resultou da fusão do Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) e do Instituto Português de Arqueologia (IPA) e da incorporação de parte das atribuições da extinta Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN).

Feliz Natal...



Repicam sinos, com fervor, nos campanários,
alvoroçados com notícia que os seduz;
gritam aos povos e aos recantos solitários: 
Nasceu Jesus! Nasceu Jesus! Nasceu Jesus!

A boa nova vem dos magos legendários,
aqui trazidos pela estrela que conduz:
bichos, pastores, anjos, todos solidários,
reverenciam o pequenino rei da LUZ!

Menino Deus que se fez homem por bondade,
doou-se a nós, livrando-nos de todo o mal,
e ensinou-nos que a maior felicidade
é ser fraterno, amando a todos por igual.

Enquanto houver alguém que viva essa verdade,
ao relembrar o nascimento divinal,
a voz dos sinos se ouvirá na Eternidade:
Feliz Natal! Feliz Natal! Feliz Natal!