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7 de março de 2007

Os amigos de Lisboa...

Assim reza a letra da música Os Loucos de Lisboa, da Ala dos Namorados:

Parava no café quando eu lá estava
Na voz tinha o talento dos pedintes
Entre um cigarro e outro lá cravava a bica,
ao melhor dos seus ouvintes.
As mãos e o olhar da mesma cor.
Cinzenta como a roupa que trazia
Num gesto que podia ser de amor
Sorria, e ao sorrir agradecia
São os loucos de Lisboa
Que nos fazem recordar
A Terra gira ao contrário
E os rios correm para o mar
Um dia numa sala do quarteto
Passou um filme lá do hospital
Onde o esquecido filmado no gueto
Entrava como artista principal
Compramos a entrada p'ra sessão
Pra ver tal personagem no écran
O rosto maltratado era a razão
De ele não aparecer pela manhã
Mudamos muita vez de calendário
Como o café mudou de freguesia
Deixamos de tributo a quem lá pára
Um louco a fazer-lhe companhia
E sempre a mesma posse o mesmo olhar
De quem não mede os dias que vagueiam
Sentado la continua a cravar
Beijinhos as meninas que passeia

Foi um fim de semana em Lisboa, um fim de semana fantástico onde revi amigos de há muito.
A chegada à capital fez-se pela Ponte 25 de Abril de onde já se vislumbrava a luz de Alcântara, de Sto. Amaro, de Belém... O jantar foi bem regado... com muito "água" e muita música, graças ao amigo Ostras. A ceia foi no parque da Alameda, num misto de serenatas e brincadeiras no baloiços... Gabi, devias ter sido solista! Eu bem sabia que por aí havia um talento escondido para além da pandeireta.
O acordar, diga-se complicado, mas o pior foi o adormecer!!! Isaac amigo, quando for o teu aniversário vamos todos fazer uma "vaquinha" para te comprar SILENCE, e mais não digo a não ser: Gabi rica amiga, "empurras-te-me" para ao pé do poço...
O dia seguinte esperava-se simplesmente fantástico. O passeio pelas Docas, com o amigo Palimpsesto onde "um rancho foclórico" vestido de azul fez furor!!! A noite essa caía e a noite chegava e com ela... RAMBÓIA!!!

V Festival Saloio - Loures

Jantar de franguinho (já habitual nestes dias...) para forrar o estômago... "Bem vindo ao V Festival de Túnicas de Loures..." Assim a apresentadora, Sónia Brasão começou este espectáculo... Uma noite de recordações, de amigos, de encontros, de músicas...
Um fim de semana fantástico. A todos o meu muito Obrigada!!!
Lisboa, até um dia... que seja breve!!!

13 de fevereiro de 2007

Agora...


Agora,sozinha e em lágrimas,
revejo toda a minha vida num ápice...
Num segundo todos os momentos belos
se esboroam dando asos a uma vida
repleta de medos, de mentiras,
de ódio e de raiva.
Sinto-me só!
Lá ao longe vislumbro o luar!
Da janela do meu quarto
vejo um mundo repleto de cor...

... um mundo que não é meu.
E então choro, por não o poder alcançar...

22 de dezembro de 2006

Presépio...


Presépio pintado à mão por:
Alexandra Pires, Luísa Mogo e Carolina Mendonça
A palavra “presépio” significa “um lugar onde se recolhe o gado, curral, estábulo”. Contudo, esta também é a designação dada à representação artística do nascimento do Menino Jesus num estábulo, acompanhado pela Virgem Maria, S. José e uma vaca e um jumento, por vezes acrescenta-se outras figuras como pastores, ovelhas, anjos, os Reis Magos, entre outros. Os presépios são expostos não só em Igrejas mas também em casas particulares e até mesmo em muitos locais públicos.

O nascimento de Jesus começou a ser celebrado desde o século III, data das primeiras peregrinações a Belém, para se visitar o local onde Jesus nasceu. Desde o século IV, começaram a surgir representações do nascimento de Jesus em pinturas, relevos ou frescos.

Passados 9 séculos, no século XIII, mais precisamente no ano de 1223, S. Francisco de Assis decidiu celebrar a missa da véspera de Natal com os cidadãos de Assis de forma diferente. Assim, esta missa, em vez de ser celebrada no interior de uma igreja, foi celebrada numa gruta, que se situava na floresta de Greccio (ou Grécio), que se situava perto da cidade. S. Francisco transportou para essa gruta um boi e um burro reais e feno, para além disto também colocou na gruta as imagens do Menino Jesus, da Virgem Maria e de S. José. Com isto, o Santo pretendeu tornar mais acessível e clara, para s cidadãos de Assis, a celebração do Natal, só assim as pessoas puderam visualizar o que verdadeiramente se passou em Belém durante o nascimento de Jesus.

Este acontecimento faz com que muitas vezes S. Francisco seja visto como o criador dos presépios, contudo, a verdade é que os presépios tal como os conhecemos hoje só surgiram mais tarde, três séculos depois. Embora não considerado o criador dos presépios (depende do ponto de vista), é indiscutível que se o seu contributo foi importantíssimo para o crescimento do gosto pelas recriações da Natividade e, consequentemente, para o aparecimento dos presépios.

No século XV, surgem algumas representações do nascimento de Cristo, contudo, estas representações não eram modificáveis e estáticas, ao contrário dos presépios, onde as peças são independentes entre si e, desta forma, modificáveis. É, nos finais do século XV, graças a um desejo crescente de fazer reconstruções plásticas da Natividade, que as figuras de Natal se libertam das paredes das igrejas, surgindo em pequenas figuras. Estas figuras, devido à sua plasticidade, podem ser observadas de todos os ângulos; outra característica destas é a de serem soltas, o que permite criar cenas diferentes com os mesmas figuras. Surgem, assim, os presépios.

A criação do cenário que hoje é conhecido como presépio, provavelmente, deu-se já no século XVI. Segundo o inventário do Castelo de Piccolomini em Celano, o primeiro presépio criado num lar particular surgiu em 1567, na casa da Duquesa de Amalfi, Constanza Piccolomini. No século XVIII, a recriação da cena do nascimento de Jesus estava completamente inserida nas tradições de Nápoles e da Península Ibérica (incluindo Portugal).

Actualmente, o costume de armar o presépio, tanto em locais públicos como particulares, ainda se mantém em muitos países europeus. Contudo, com o surgimento da árvore da Natal, os presépios, cada vez mais, ocupam um lugar secundário nas tradições natalícias...

19 de dezembro de 2006

Chove. É dia de Natal.

Ile de la Cité,
Paris 2005
...
Chove. É dia de Natal.
Lá para o Norte é melhor:
Há a neve que faz mal,
E o frio que ainda é pior.
...
E toda a gente é contente
Porque é dia de o ficar.
Chove no Natal presente.
Antes isso que nevar.
...
Pois apesar de ser esse
O Natal da convenção,
Quando o corpo me arrefece
Tenho o frio e Natal não.
...
Deixo sentir a quem a quadra
E o Natal a quem o fez,
Pois se escrevo ainda outra quadra
Fico gelado dos pés.
de Fernando Pessoa

Análise dos materiais líticos da camada E da Lapa do Picareiro

Bem, aqui fica um pequeno resumo do o meu trabalho final de curso - Património Cultural.

O trabalho aqui apresentado pretende dar continuidade ao projecto coordenado por Nuno Bicho – Paleoecologia e Ocupação Humana da Lapa do Picareiro – que teve início em 1998. A Análise dos materiais líticos da camada E da Lapa do Picareiro foca os materiais líticos correspondentes à ocupação Magdalenense da Lapa do Picareiro, com datação entre os 11,500 e os 10,000 BP. Este trabalho debruça-se essencialmente sobre as questões de utilização de tecnologia referentes à produção de utensilagem lítica, tendo como objectivo principal um melhor conhecimento da utilização do espaço local e regional bem como, a integração da Lapa do Picareiro ao nível do Paleolítico Superior da Estremadura Portuguesa.
A estrutura do trabalho pode ser dividida em duas partes. Inicialmente são abordadas algumas questões referentes ao Paleolítico Superior em Portugal, nomeadamente o Paleolítico Final – Magdalenense – bem como uma pequena abordagem ao sítio da Lapa do Picareiro (localização, trabalhos arqueológicos, metodologia de escavação, estratigrafia e cronologia, resultados preliminares paleoambientais e material lítico). A segunda parte diz respeito à análise dos artefactos líticos, passando em primeiro lugar, pela metodologia utilizada ao longo do estudo e, em segundo lugar, pela descrição dos artefactos, quer tipológica quer tecnológica. No fim, é apresentada uma nota conclusiva com o intuito de cruzar os dados recolhidos com dados já existentes, expondo o contexto paleolítico da Lapa do Picareiro, nomeadamente no que diz concerne à produção de utensilagem lítica.”