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19 de dezembro de 2006

Análise dos materiais líticos da camada E da Lapa do Picareiro

Bem, aqui fica um pequeno resumo do o meu trabalho final de curso - Património Cultural.

O trabalho aqui apresentado pretende dar continuidade ao projecto coordenado por Nuno Bicho – Paleoecologia e Ocupação Humana da Lapa do Picareiro – que teve início em 1998. A Análise dos materiais líticos da camada E da Lapa do Picareiro foca os materiais líticos correspondentes à ocupação Magdalenense da Lapa do Picareiro, com datação entre os 11,500 e os 10,000 BP. Este trabalho debruça-se essencialmente sobre as questões de utilização de tecnologia referentes à produção de utensilagem lítica, tendo como objectivo principal um melhor conhecimento da utilização do espaço local e regional bem como, a integração da Lapa do Picareiro ao nível do Paleolítico Superior da Estremadura Portuguesa.
A estrutura do trabalho pode ser dividida em duas partes. Inicialmente são abordadas algumas questões referentes ao Paleolítico Superior em Portugal, nomeadamente o Paleolítico Final – Magdalenense – bem como uma pequena abordagem ao sítio da Lapa do Picareiro (localização, trabalhos arqueológicos, metodologia de escavação, estratigrafia e cronologia, resultados preliminares paleoambientais e material lítico). A segunda parte diz respeito à análise dos artefactos líticos, passando em primeiro lugar, pela metodologia utilizada ao longo do estudo e, em segundo lugar, pela descrição dos artefactos, quer tipológica quer tecnológica. No fim, é apresentada uma nota conclusiva com o intuito de cruzar os dados recolhidos com dados já existentes, expondo o contexto paleolítico da Lapa do Picareiro, nomeadamente no que diz concerne à produção de utensilagem lítica.”

Cabreia...

Resultado das fabulosas conjugações água/verde e serra/frio, Sever do Vouga oferece-nos certas surpresas paisagísticas merecedoras de contemplação pela beleza indescritível dos seus recantos variáveis com as estações do ano.
Indubitavelmente bela e relaxante, a Cascata da Cabreia consegue oferecer ao seu visitante de tudo um pouco: a frescura provocada pela queda de água na bacia fluvial, a vegetação densa e ordenada pela intervenção a que recentemente foi sujeita através de um projecto de recuperação, os recantos convidativos a sentimentos mais românticos, as mesas e bancos de apoio vindos ao encontro de quem quer associar ao descanso o gosto gastronómico. Para além da Cascata da Cabreia, a freguesia de Silva Escura conta ainda com a Cascata da Frágua da Pena que brevemente será objecto de candidatura para limpeza e melhoria de acessos.Tudo isto é resultado dos esforços conjuntos da Junta da Freguesia, da ADRIMAG (Programa Leader) e da Câmara Municipal que, com verbas próprias e comunitárias, conseguiram esculpir até ao presente uma das maiores obras de promoção turística do Concelho. Para quem se sentir atraído pela descoberta deste recanto, basta tomar a E.N.328, que leva a Vale de Cambra, seguindo à esquerda para Silva Escura na saída Norte da sede do concelho e tomar a direcção do rio Mau, onde a cerca de 1500 metros do centro da freguesia, a poente daquele rio e no sentido da foz, se situa a Cascata da Cabreia com uma altura de quase 25 metros.
Para além da limpeza na própria cascata e linha de água, realizaram-se igualmente limpezas da zona envolvente, recuperaram-se os moinhos, melhoraram-se os acessos, construíram-se pontes, mesas de apoio e instalações sanitárias. Estes são motivos mais que suficientes para se visitar a Cabreia, onde poderá usufruir de um contacto puro e directo com a natureza e que lhe proporcionará com toda a certeza, as mais inesquecíveis sensações.

Também os romanos passaram por aqui...

Designação: Ereira
Tipo de sítio: Via
Cronologia: Romano
Classificação: Imóvel de interesse público
Localização: Aveiro, Sever do Vouga, Talhadas, Ereira
Coordenadas UTM: 4502,9/559,5
Descrição: Os lugares de Doninhas e Ereira são honrados com a presença de um troço de Via Romana, parcialmente destruído, que durante séculos foi trilhada pelas legiões que nesta parte da Lusitânia mantinham o poder de Roma. Este troço fazia a ligação entre o nó de Viseu e a estrada de Olisipo/Bracara, isto é Lisboa/Braga, pertencente à rede viária romana – séculos II e IV. Esta via entroncava na estrada Olisipo/Bracara na zona do Cabeço do Vouga, passando por Talhadas, Benfeitas, Reigoso, S. Pedro do Sul e Viseu.
Trabalhos realizados: Sondagem 1992 (início:20-04-1992 – fim:24-04-1992): Este trabalho teve como objectivo verificar a existência ou não de um troço viário romano. Efectuaram-se duas sondagens com 300 cm x 150 cm. A primeira evidenciou a cerca de 40 cm de profundidade, vestígios de uma via antiga, com características tipológicas romanas. A segunda revelou a inexistência de vestígios da via. Ao afloramento xistoso sobrepõe-se uma camada de terra uniforme, colocada intencionalmente, anos atrás, para regularização do pavimento. Conservação e Restauro/1995 (início:10-04-1995 – fim:31-08-1992): Como objectivo, este trabalho, orientado pelo arqueólogo Dr. Paulo César dos Santos, teve o intuito de proceder à limpeza e consolidação do troço, de aproximadamente 230 metros, tendo em vista a valorização do monumento. Foram possíveis de constatar, no decorrer dos trabalhos, a existência de dois tipos diferenciados de cobertura do corpo da via: na área de maior declive, uma cobertura do corpo da via com grandes lajes de granito, algumas das quais com 1,10 metros de comprimento por 0,80 metros de largura a cerca de 0,70 metros de profundidade, por outro lado, numa zona em que o declive não é tanto acentuado, recorreu-se a outra estratégia, rasgou-se o afloramento rochoso, ficando o corpo da via naturalmente pavimentado. Nos locais onde não existia este afloramento rochoso, os espaços foram preenchidos com uma argamassa muito forte, constituída por uma mistura de pequena pedras, fragmentos muito reduzidos de cerâmica e argila.
Ref. Bibliográficas: Desconhecidas