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10 de setembro de 2013

Week 35...

E mais uma semana mais uma voltinha... Esta semana faltei pela primeira vez a uma aula... Passei a segunda e parte da terça-feira com contracções de Braxton Hicks, pelo que optei por ficar sossegadinha entre o sofá e a cama. 

Na verdade, e à medida que uma gravidez avança, as chamadas contracções de Braxton Hicks podem ficar mais intensas e é possível que doam (e ás vezes de que maneira...), e se somarmos a isto ter a criatura a esticar os seus pézinhos de lontra pelas minhas costelas a cima, é ouro sobre azul...

Esta semana foi também a altura de começar a registar os movimentos fetais, uma das várias maneiras de percebermos se o bebé está bem, dentro do útero materno. A contagem dos movimentos fetais é um teste simples, realizado normalmente no 3.º trimestre de gravidez que permite à grávida perceber quando há alterações no padrão dos movimentos, sendo que isto pode ser um sinal de alerta e levar a uma intervenção e prevenção de potenciais problemas.

A contagem dos movimentos fetais deve começar a ser realizada:
  • Numa gravidez de baixo risco, às 35 semanas (e se repararem, o livrinho da grávida tem lá o local para o registo).
  • Numa gravidez de alto risco, às 28 semanas.

A barriga vai crescendo, e crescendo, e dou pelas pessoas dizerem: Oh menina, deve estar quase quase a nascer... ou então: Mas tu tens uma barriga muito grande... Pois que tenho uma barriga muito grande sim senhor, tudo da minha pequena lontra, que ainda não engordei uma grama, e não... ainda falta um mês (se for como o planeado...) mais coisa menos coisa, para o pequenote se juntar a nós!

Credits havaianas.com
No fim de semana, demos um pulinho ao Algarve, e fizemos a primeira praínha do ano... E que saudades que eu tinha da praia, das empadas de frango de Almancil, dos amigos, do sol,.. Enfim... Vim de lá de coração cheio, de energias renovadas (apesar da viagem de carro me ter custado um bocadinho pelo tempo que se passa sentada...).  

Como já disse várias vezes, os nosso amigos, mimam-nos demais, e para além duns lençóis lindos lindos para o berço, a nossa amiga J. trouxe directamente do Brasil umas havaianas lindas e fofinhas que só visto! Chiça pá, que o meu feijão, vai ser o moço mais giro do pedaço!

Credits babycenter.com

3 de setembro de 2013

Week 34...

Ena... Only six to go...

Esta semana foi de bricolagem cá por casa. Aproveitei que o homem estava fora (e não é nada dado a isto...), para reciclar o berço que uns amigos nos ofereceram. Estava praticamente como novo (apesar de já lá terem dormido 4 crianças fofinhas...), mas quisemos dar um toquesinho pessoal. Levou um colchão novo e ficou branquinho como a neve... lindo, lindo lindo...

Esta semana nas aulas, trabalhamos mais básculas e falamos de Amamentação. Já tínhamos tido uma aula sobre amamentação, mas o tema é tão complexo e tão abrangente que muito há para falar e mil e uma dúvidas há para tirar. O nosso grupo é bastante participativo o que torna as aulas animadas e divertidas. Mas por vezes a enfermeira vê-se à nora para nos conseguir controlar no meio de tanta pergunta e de tanta partilha (eu pessoalmente prefiro assim porque existe uma verdadeira troca de ideias...).

Ora sobre a amamentação pode-se ler (in sosamamentacao.org): 
O leite materno é a forma natural da mãe alimentar o seu filho, como tal, não existe melhor alimento para o bebé. Além de em termos nutricionais estar perfeitamente adaptado às necessidades do bebé, também do ponto de vista imunológico é inigualável, protegendo a sua saúde como nenhum outro. 

O Aleitamento Materno também favorece a saúde da mãe e é, obviamente, vantajoso em termos económicos e ecológicos. 

O vínculo que se forma entre o par de amamentação Mãe/Filho é muito forte, reforçando a afectividade entre ambos, sendo muito menos provável que uma mãe que amamente, abandone ou maltrate o seu filho. Tanto a mãe como o filho saem desta experiência mais enriquecidos e com uma maior segurança e auto-estima. 

Contudo, a falta de informação e apoio prático, levam a que muitas mães, apesar de todas estas vantagens, não consigam superar as dificuldades com que se deparam no decorrer da amamentação e esta se torne, em vez de um prazer, uma situação desesperante, o que leva ao abandono precoce da amamentação. É notório que as taxas de amamentação são muito mais baixas do que seria desejável.

Eu já tinha para mim que iria amamentar, apesar de estar (ou pensa estar...) ciente de todas as dificuldades inerentes... Sim... não é só por a mama de fora e dar a criança que a coisa de dá automaticamente... Existem uma série de cuidados que a mãe tem de ter para: em primeiro lugar a criança ficar satisfeita e receber todos nutrientes necessários ao seu crescimento (sim que isso de haver leites melhores e piores é COMPLETAMENTE MITO, os leites são todos iguais, o que pode haver é uma boa pega e uma má pega o que resulta na insuficiência de nutrientes e logo numa baixa de peso); e em segundo lugar no próprio conforto (e até saúde...) da mãe, invitando os mamilos gretados e as mastites.

Estou mais confiante, e com o apoio do pai (que é 100% a favor da amamentação e de todos os seus benefícios...) tenho para mim que com alguma (muita) paciência e empenho a coisa se vai dar se grandes problemas....

Credits babycenter.com

2 de setembro de 2013

Vista Alegre...

Neste fim de semana demos um passei pela nossa nossa Vista Alegre (digo nossa, porque fica aqui na nossa cidade vizinha, e de Aveiro lá é um instantinho mesmo...). Apesar de já termos ido ao Museu de uma outra vez, estava à espera de espreitar a capela, que ainda não tive oportunidade de ver e dizem que é lindíssima.


Fundada em 1824, a Fábrica de Porcelana da Vista Alegre foi a primeira unidade industrial dedicada à produção da porcelana em Portugal, fundada por um proprietário agrícola - José Ferreira Pinto Basto. Em 1812, começou por adquirir a Quinta da Ermida, perto da vila de Ílhavo e à beira da Ria de Aveiro e em 1816 comprou, em hasta pública, a Capela da Vista Alegre e terrenos envolventes, tendo aí instalado a Fábrica da Vista Alegre.


Em 1824, José Ferreira Pinto Basto apresentou uma petição ao Rei D. João VI para “erigir para estabelecimento de todos os seus filhos, com igual interesse, uma grande fábrica de louça, porcelana, vidraria e processos chímicos na sua Quinta chamada da Vista-Alegre da Ermida”. Em Alvará Régio de 1 de Julho de 1824 D. João VI autorizou o estabelecimento da Fábrica de Porcelana da Vista Alegre e apenas cinco anos depois, a Vista Alegre recebeu o título de Real Fábrica, um reconhecimento pela sua arte e sucesso industrial.

Quando puderem façam um visitinha...

27 de agosto de 2013

Week 33...

Esta semana começou relativamente calma. Nas aulas de preparação fizemos alguns exercícios de básculas. São exercícios que ajudam o bebé a ficar na posição certa para o parto e para além disso, as básculas em conjunto com os exercícios de respiração durante as contracções, ajudam a acelerar a dilatação. Dois dos exercícios que fizemos nas aulas foram:

Exercício 1

  • deitada de barriga para cima com os membros inferiores em flexão e as mãos nas cristas ilíacas: 
  • Inspirando lentamente alongue as costas afastando-as do chão (bacia para cima). 
  • Expirando lentamente arqueie as costas aproximando-as do chão (bacia para baixo). 

Exercício 2
  • de gatas com as mãos apoiadas no chão e braços alinhados com as ancas: 
  • Inspirando lentamente alongue as costas e olhe para o tecto (rode a bacia para fora). 
  • Expirando lentamente arqueie as costas e olhe para o umbigo (rode a bacia para dentro). 

Noutra aula (sim, são duas por semana...) falamos da anestesia epidural. Confesso que tinha uma ideia totalmente distorcida do que era. Pensei mesmo que fosse uma espécie de injecção e prontos, mas não, é todo um processo complexo que consiste na colocação de um catéter fino (e aqui deixei de achar piada... e ter um excesso de visualização...), conduzido através de uma agulha condutora, num espaço entre duas membranas: epidural e dura-máter. 

A epidural é o tipo de anestesia mais popular para aliviar as dores do parto, sendo o tipo de anestesia mais usado pelas grávidas em relação ao controlo das dores. É uma anestesia local que bloqueia a dor numa região específica do corpo. O objectivo da epidural é aliviar a dor, em vez de fazer com que se perca a sensibilidade total, tal como acontece com as anestesias locais ou gerais. Na anestesia epidural os impulsos nervosos da espinal medula inferior são bloqueados, resultando numa diminuição da sensação na parte inferior do corpo (assim esperamos...)...

Como em tudo, existem benefícios e desvantagens, é uma questão de ponderar o que mais convém a cada um... Eu por mim, maricas como sou, quantas menos dores melhor, por isso droguem-me!

Credits babycenter.com

20 de agosto de 2013

Week 32...

E já só faltam oito... 

Esta semana tive as primeiras contracções... Não, não tive as contracções que antecedem o parto, mas sim as contracções Braxton Hicks, mais um dos sintomas mais comuns da gravidez. As características deste tipo de contracção são:
  • Acontecem só algumas vezes por dia, e não mais que duas vezes por hora.
  • Normalmente param quando muda de actividade: se passou muito tempo sentada, levante-se e caminhe. Se ficou muito tempo de pé, sente-se ou deite-se.
  • São irregulares, não rítmicas (sendo rítmicas, são-no apenas por um período curto de tempo).
  • Não são muito compridas: duram menos de um minuto.
  • Não vão aumentando de intensidade.
  • Podem atingir só uma parte da barriga.
  • Podem ser despoletadas pelos movimentos ou pela posição do bebé.
As contracções de Braxton Hicks podem variar de mulher para mulher. Enquanto há grávidas que não acham nada de mais, existem algumas mulheres que sentem algum desconforto (como aconteceu comigo...). Para sentir algum alivio podemos: 
  • Beber muita água. Desidratação pode gerar espasmos musculares, gerando uma contracção. Evite cafeína.
  • Praticar técnicas respiratórias. Respiração ritmada vai ajudar a aliviar o desconforto.
  • Deitar-mo-nos sobre o lado esquerdo quando se tem uma contracção. Isto deve ajudar a aliviar a dor e a manter-nos descansada.
  • Mudar a posição em que se está ou alterne de actividades durante um tempo enquanto se tiver uma contracção. Uma ligeira mudança no movimento por vezes faz desaparecer as contracções.
  • Urinar quando se precisa. A bexiga cheia pode causar contracções de Braxton Hicks.

Na terça fizemos a visita à maternidade e ficamos muito satisfeitos. Ao conhecer as instalações e os procedimentos gerais do parto e pós-parto, acabamos por de certa forma diminuir a ansiedade e contribuir um pouco para a nossa formação e mentalização acerca do grande dia D. No bloco de partos é possível que a grávida tenha um acompanhante ao longo de todo o processo de parto, e durante os dias de internamento, as novas mamãs têm formações em segurança automóvel, cuidados de higiene e amamentação. Não podíamos estar mais satisfeitos!!!

Esta semana tive outra das maravilhas na maternidade... Não é um assunto nada agradável de tratar, nem bonito, mas a verdade é que mais de metade das grávidas têm as afamadas hemorróidas (doravante tratada por "amiga"). Ora que na quarta à noite descobri que tinha uma nova amiga... achei eu que seria normal, que no dia a seguir telefonava para a linha 24 e me indicava, um pomada qualquer e eu ficava despachada.

Pensava eu... No dia a seguir nem me conseguia sentar, estava cheia de dores e já não sabia onde me havia de meter. Ora que era feriado e o Centro de Saúde estava fechado, e a ideia de ter que ir às urgências do hospital Só por causa de hemorróidas era coisa que não me apetecia mesmo nada. Liguei para a Linha 24 e fui aconselhada a ir ao hospital uma vez que os sintomas estavam a piorar. Ora fonix... o que eu queria era mesmo uma pomadinha e ficar sossegada no sofá, mas nada feito. 

Fui aguentado porque o meu Bruno estava a trabalhar e ao fim do dia lá fui eu. Desta vez, não me mandaram para as urgências da Obstetrícia, uma vez que não tinha nada a ver com o bebé, e fui encaminhada para a Cirurgia... Mais uma vez eu ia à procura duma pomadinha... uma pomadinha senhores... Depois de ter sido examinada pelo médico (e tendo em conta que era um feriado e estava montes de gente, até nem achei que nem demoraram muito a chamar-me...) ele explicou-me que eu tinha uma hemorróida trombosada.

O quê??? Bem, o médico lá me explicou o que era, e saiu da salinha. Eu fiquei à espera da tal pomadinha (sou mesmo crente...), até que ouvia a enfermeira a perguntar ao médico: "Oh Dr. o tabuleiro está pronto, qual é o número do bisturi que quer?" Ia caindo da marquesa... mesmo... Bisturi, mas qual bisturi? Eu quero uma pomadinha senhor doutor... Não irei entrar em pormenores, mas posso dizer que entre a anestesia e corte com o bisturi n.º 11 não foi nada bonito, muito menos agradável. Passei o resto da semana deitada à espera que a minha amiga cicatrizasse e encolhesse...Estou quase fina ;)


Credits babycenter.com

19 de agosto de 2013

The colors of the city...

Cada vez mais apaixonada pela minha cidade...
Não fosse eu andar entravadinha das costas, saía por ai à cata de mais relíquias destas...

Credits Bruno Costa

15 de agosto de 2013

La cage dorée

Esta semana, aproveitamos o facto de eu ter descansado baste durante o dia, e assim, fresca que nem uma alface, já me conseguia aguentar num cinema duas horas sentada... Fomos ver o aclamado La cage dorés, ou no nosso português A Gaiola dourada. Ora que adoramos o filme e eu acabei a chorar que nem uma madalena arrependida (e não de ter sido fruto das hormonas não senhor) quando a actriz Catarina Wallenstein (e a moça canta bem como o raio... acreditem...) canta o fado Prece, eternizado pela nossa Amália, de uma forma extremamente emotiva e sentida...

O filme retrata a história de dois emigrantes portugueses - a Maria e o José - num bairro em Paris. Vivem lá fora há mais de 30 anos na casa da porteira no rés-do-chão de um prédio da segunda metade do século XIX. Este casal de emigrantes portugueses é querido por todos no bairro: Maria uma excelente porteira e José um trabalhador da construção civil fora de série. Com o passar do tempo, este casal tornou-se indispensável no dia-a-dia dos que com ele convivem. São tão apreciados e estão tão bem integrados que, no dia em que surge a possibilidade de concretizarem o sonho das suas vidas, regressar a Portugal em excelentes condições, ninguém quer deixar partir os Ribeiro, tão dedicados e tão discretos. Até onde serão capazes de ir a sua família, os seus vizinhos e os patrões para não os deixarem partir? Mas estarão, a Maria e o José, verdadeiramente com vontade de deixar França e de abandonar a sua preciosa gaiola dourada? (in Sapo Cinema). 

O filme é dum realizador luso-francês, Ruben Alves, que se inspirou na sua própria experiência e na dos seus pais, emigrantes portugueses em Paris, a quem dedica este filme.


Prece - Amália Rodrigues
Talvez que eu morra na praia
Cercada em pérfido banho
Por toda a espuma da praia
Como um pastor que desmaia
No meio do seu rebanho.

Talvez que eu morra na rua
E dê por mim de repente
Em noite fria e sem luar
E mando as pedras da rua
Pisadas por toda a gente.

Talvez que eu morra entre grades
No meio de uma prisão
Porque o mundo além das grades
Venha esquecer as saudades
Que roem meu coração.

Talvez que eu morra de noite
Onde a morte é natural
As mãos em cruz sobre o peito
Das mãos de Deus tudo aceito
Mas que eu morra em Portugal.

13 de agosto de 2013

Week 31...

Depois do susto no hospital, tive mesmo que meter na cabeça que tinha que ter descanso absoluto. E assim foi... Fiz muito pouco (ou quase nada...) cá em casa e tive sempre o homem a cuidar de mim... Apesar de ter ser sempre bom, sermos apaparicadas assim, confesso que este estado de não poder fazer nenhum me anda a dar cabo dos nervos. 

É realmente uma coisa que me tem andado a dar cabo da cabeça (eu e os meus macaquinhos nos sótão fazem umas festas em grande...) é o facto de um me sentir inútil. A verdade é que não estou a trabalhar, as minhas costuras estão interrompidas, e não consigo fazer nada em casa. Eu bem sei que é devido a questões de saúde, mas custa -me mesmo... Enfim... Já tínhamos falado do assunto à algum tempo (e eu fui adiado a ideia) mas teve mesmo de ser. A partir desta semana temos ajuda cá em casa, uma vez por semana.

O sentimento de culpa não me larga (não porque seja caro por aí além... em Amesterdão seria mais do dobro certamente...) mas a verdade é que ao mesmo tempo, também me sinto mais descansada por saber que já não me preciso de preocupar com as limpezas (nem de stressar o meu amor com isto), o com o resultado que estas faziam às minhas costas!

Adiante... Fizemos a 3.º ecografia. Pois que não admira que eu esteja mal das costas (para além das maleitas pré-gravidez...), trago uma pequena lontra dentro de mim!!! Ora que já tem quase dois kilos  - DOIS KILOS - e um percentil de xxx. Claro que são apenas valores estimados, mas temos cá para nós que ele vai ser mesmo grande (também tem a quem sair, não é verdade...) e a médica estima que ele nasça com 3,500kg 3,800kg... Uma pequena lontra como disse!!!

As aulas de preparação continuam a bom ritmo, sempre com assuntos importantes e pertinentes. Numa destas aulas falamos com uma Técnica de Saúde Ambiental no âmbito da segurança infantil, nomeadamente na questão da segurança rodoviária. Apesar de já estarmos ao corrente da maioria das questões de segurança, foi extremamente importante rever algumas questões e tirar algumas dúvidas.

Credits APSI
Os bebés têm o pescoço muito frágil e a cabeça grande e pesada pelo que podem sofrer ferimentos muito graves com grande facilidade a quando dum embate. Assim, segundo a APSI, Associação para a Promoção da Segurança Infantil, os recém nascidos (cadeirinhas dos 0-13 kg, normalmente denominadas por Grupo 0+), devem viajar sempre numa cadeirinha voltada para trás. Estas podem ser instaladas no banco da frente ou no de trás, utilizando um cinto de + 3 pontos (NUNCA podem ser instaladas num lugar que tenha um airbag frontal activo).

Outra das ideias discutidas foi a questão das alcofas. Nós optamos por escolher um trio com alcofa, primeiro porque não tínhamos ideia de comprar uma cama de grades aqui em Portugal (agora já herdamos uma cama gira gira, duns amigos...) uma vez que vamos ficar pouco tempo, e por outro lado porque segundo alguma informação que tínhamos recolhido, as alcofas seriam o ideal para viagens de longo curso, uma vez que que os bebés não devem estar mais de 2 a 2h30 seguidas na cadeirinha, mais conhecida pelo ovo. 

Ora que segundo as recomendações da APSI, as cadeirinhas para os recém-nascidos e bebés pequenos são tidas como as mais indicadas, pois nestas cadeiras o bebé não viaja demasiado direito e vai bem aconchegado e confortável. Segundo os mesmo, são preferíveis em relação às alcofas para automóvel onde a criança viaja deitada, pois nas alcofas, o bebé não é bem amparado e a maioria dos embates são transformados em choques laterais, que são muito mais perigosos para o bebé.

Apesar da nossa alcofa estar homologada segundo a norma europeia ECE R44/04 (para crianças dos 0Kg aos 10 Kg) e de existir um sistema próprio que incluí um cinto de retenção para o bebé e 2 fixagens para a alcofa, ainda estamos com algumas dúvidas em utiliza-lá em transporte... A verdade é que lá fora se vê imenso as alcofas usadas em automóveis, e em alguns países estas até são as mais recomendadas... Ficamos com algumas dúvidas, e para já para já, a nossa pequena lontra, vai andar no ovo, que será preso ao carro através do sistema isofix.

3.º Ecografia - 31 semanas

12 de agosto de 2013

Portuguese Ice cream...


Chamam-se Gelados de Portugal e dão a provar o melhor da doçaria portuguesa, em forma de gelado. A ideia é de Rui Almeida, fabricante de ovos moles em Aveiro, que decidiu deitar mãos à obra e revolucionar a geladaria nacional. Já passei por eles ali no Rossio, mas ainda não experimentei. O preço parece-me bastante acessível e depois de ver o video, fiquei aqui com uns apetites... Tenho que la ir experimentar um ou outro... ou todos ;)
  • Ovos Moles de Aveiro
  • Chocolate com Suspiros
  • Leite Creme
  • Banana da Madeira
  • Mirtilo e Framboesa com Chocolate
  • Requeijão com Doce de Abóbora

6 de agosto de 2013

Week 30...

E assim de repente já só faltam 10 semanas... Não me canso de dizer que passou (e está a passar) a correr... Não tarda tenho a criatura a pedir-me uns trocos para ir para os copos com os amigos ou para levar a miúda lá a casa ツ

O problema das costas vai-se alargando e conforme a barriga aumenta (e note-se que ainda não ganhei uma grama desde a primeira consulta às 7 semanas, aliás tenho quase menos 2 kg...) começo a ver o caso mesmo mal parado. Tinha em mente ser eu  fazer uma série de coisas para o nosso feijão, mas o estar sentada à máquina de costura (ou apenas simplesmente sentada) é uma tortura...

Ainda bem que esta semana as aulas de preparação para o parto foram com a fisioterapeuta. Dei conta que sou das que está com menos semanas, mas aquela que esta mais entravada. Não tive parceiro esta semana (e que falta me fez na altura de aprender as massagens...) e a fisioterapeuta foi uma fofa e como viu que eu estava mesmo à rasca, esteve ali comigo a insistir um bocado... isto enquanto o resto do pessoal se ria comigo e com as minhas caras de não querer dar parte fraca mas de já estar mesmo mesmo a arrebentar de dores (ainda ouvi de uma colega, quando eu disse triste e deprimida que já não conseguia cortar as unhas dos pés, e ela, com 36 semanas, me disse que ainda conseguia pintar as unhas...). Mas a verdade é que a Fisioterapeuta tinha rezão, e depois do sacrifício dos alongamentos e dos exercícios, nessa noite dormi que nem um passarinho.


Esta semana tivemos também direito à visita da nossa amiga Sílvia, que veio de Roma. Na quinta demos um passeio pelo centro (sem eu abusar muito nas caminhadas, é claro...) com direito a voltinha no moliceiro e um pequeno passeio pela Costa Nova (é que cada vez mais estou apaixonada pela minha cidade...). Na sexta fiquei a descansar enquanto a Sílvia foi visitar Coimbra, e à noitinha fomos buscar o meu amor ao aeroporto e acabamos por nos lambuzar com uma bela francesinha junto ao rio Douro. Sábado ainda demos umas voltas de carro e no Domingo já eu me estava a queixar de dores, depois de levarmos a Silva ao aeroporto.

Na segunda acordei mesmo pior... Passeio o dia quase de cama e à noite tal eram as dores que eu já chorava mesmo, mas teimosa que só eu (e farta de ouvir que é normal as grávidas terem dores de costas...) só fui para o hospital porque o meu amor tomou uma atitude mais pró-activa, e disse: Vais e vais mesmo!

Pois que fui... Fui chamada na triagem num instante, só me perguntavam se eram contracções e eu dizia que achava que não, mas que não sabia. Como já nem forças tinha para caminhar, fui de cadeira de rodas (e apesar da auxiliar me ter perguntado se eu ia bem e eu disse que sim...) e foi... à falta de melhor palavra, horrível... As oscilações deram cabo de mim, e quando cheguei as urgências da obstetrícia só pedi mesmo para me levantar. Mais uma vez, posso dizer que o atendimento foi 5 estrelas, e ainda tive o bónus de ter sido atendida pela minha médica.

Pois que a criança estava bem, as costas da mãe é que nem por isso. Ainda "apanhei na cabeça" por ter deixado chegar aquele ponto de dor, de não ter ido mais cedo para o hospital, de não ter tomando nada para as dores (apesar de só poder ser benuron...), de não ter posto nenhuma pomada para as dores (porque já ouvi mundos e fundos que não se podia por isto e aquilo...), enfim... de achar que que é normal as grávidas terem dores e terem que aguentar só porque sim! Levei uma bela duma pica no rabiosque (que segundo a enfermeira até ia doer um bocadinho, mas tal deviam de ser as dores que eu não senti nada...) e ali estive uma meia hora, até a médica me dar alta, uma vez que eu já me conseguia mexer minimamente e as dores já tinham aliviado bastante.

Acho que aprendi que não sou de ferro... E que tenho de ter cuidado comigo!!!

Credits babycenter.com

2 de agosto de 2013

Maternity in Portugal...


Acabei de escrever um pequeno testamento num blog duma amiga sobre a Maternidade em Portugal.

É apenas o meu ponto de vista pessoal, pois claro, e até ao parto até posso mudar de ideias... Mas às 30 semanas de gestação, não podia estar mais satisfeita com o acompanhamento que tenho tido no nosso Serviço Nacional da Saúde

Aqui fica o meu relato:

Eu estou grávida de 30 semanas e sou acompanhada no Serviço Nacional de Saúde em Aveiro, e posso dizer que não podia estar mais satisfeita e surpreendida pela positiva, pelo acompanhamento que tenho tido no SNS. Também estou na terra das tulipas, como a Ângela, mas por uma questão pessoal e de disponibilidade profissional, optamos pelo nascimento e acompanhamento da gravidez em Portugal.
Desde que sei que estou grávida que tenho feito TODAS as consultas no CS. Tanto a minha médica de família (que já era nossa médica de família à uns 8 anos, mas que eu só via de ano a ano nas consultas de planeamento familiar, que fiz SEMPRE no CS bem como todos os testes ginecológicos, e para controlo de análises de sangue, uma vez que tenho o colesterol elevado) como a nossa enfermeira de família (que até nos disponibilizou o seu email pessoal para tirar alguma dúvida enquanto estava na Holanda) foram e têm sido incensáveis. Primeiro porque sabiam que morávamos na Holanda e teve que haver toda uma gestão de consultas e acompanhamento entre Fevereiro e Junho, momento em que eu vim para Portugal até ao nascimento da criança, e segundo por todo o acompanhamento médico e disponibilidade de reposta das nossas dúvidas ao logo destes meses.
Em Portugal, segundo penso, numa tentativa de estímulo ao aumento da natalidade, TODAS as grávidas acompanhadas no SNS estão isentas de taxas, e o mesmo se aplica a todo o tipo de análises de sangue e ecografias
Tenho feito várias análises de sangue (sempre isenta), em todas as consultas análises de urina e auscultamento de batimentos cardíacos do bebé, controlo de peso e tensão arterial, e como tenho uma gravidez normal e a criança de deixou ver sempre bem e tirar todas as medidas e percentis necessários, só foi necessário realizar 2 ecografias (uma por trimestre) sempre com credencial passada pele médica de família. 
Tive também direito a cheque dentista, que TODAS as grávidas acompanhadas no SNS têm direito (até um total de 3), mas como não tinha nenhum problema dentário, acabei por só usufruir de um.
Para além das consultas no Centro de Saúde, tenho também consultas no Hospital Público onde está previsto o nascimento da criança, onde sou acompanhada por uma médica Obstetra e Ginecologista. Já tive um episódio de urgência neste mesmo hospital, aquando grávida, e o atendimento e disponibilidade pela equipa médica de plantão no momento foi 5 estrelas. Para além disto é possível fazer uma visita guiada à Maternidade, a partir das 30 semanas de gestação, para os pais se poderem familiarizar com o espaço e poderem colocar todas as suas dúvidas.
O nosso Centro de Saúde disponibiliza também, mais ou menos a partir das 28 semanas, aulas de preparação para o parto totalmente gratuitas (2 vezes por semana, para mães e pais) ao cuidado de uma equipa multidisciplinar, nomeadamente várias enfermeiras especialistas em saúde materna, uma nutricionista, uma fisioterapeuta e uma psicóloga.
A verdade que só damos valor aquilo que aqui temos, neste nosso cantinho à beira mar plantado, quando estamos fora…
Resta-me reforçar aquilo que a Ângela já mencionou. Apesar de muitos dos hospitais serem públicos na Holanda, e de as consultas serem cobertas pelo seguro de saúde, este É SEMPRE OBRIGATÓRIO. E no que diz respeito à maternidade, ele não são NADA BARATOS. Sei que o seguro que o meu marido tem na Holanda é de cerca de 100€ por mês e não cobre a maternidade…
Peço desculpa pelo logo “testamento” mas não podia deixar de deixar aqui o meu testemunho pessoal. Sei que existem várias lacunas ao nível da saúde em Portugal, mas a verdade é que essas mesmas lacunas existem de uma maneira ou em outra ao longo de toda a Europa.

30 de julho de 2013

Week 29...

Ora mais uma semanita que passou... Tenho andado muito aliviada da senhora azia (que costuma ser muito muito pior no 3.º trimestre) mas não me tenho livrado da amigas cãibras...

A presença de cãibras durante a gravidez é uma situação bastante normal e pode ocorrer em qualquer grávida, de qualquer idade. Frequentemente elas aparecem nas pernas e são causadas pela falta de cálcio e de magnésio no organismo. São mais comuns durante o sono, sendo então denominadas de cãibras nocturnas (nem vos digo a quantidade de vezes que acordo quase aos gritos com as pernas presas...). Existem várias maneiras de podermos tentar controlar a dor quando a cãibra acontece:
  • Fazer alongamentos
  • Massajar os músculos afectados
  • Tome um banho quente ou coloque uma bolsa de água quente na região afectada
  • Caminhar por alguns minutos costuma ajudar ao aliviou da dor (esta e a que costuma resultar comigo...)
Para tratar as cãibras durante a gravidez pode-se tomar uma suplemento de cálcio ou de magnésio diariamente durante toda a gestação (sem nunca esquecer, claro, de primeiro ter a opinião do médico que o acompanha sobre isto). Eu estou a tomar um suplemento de magnésio, e desde que comecei as cãibras não desapareceram totalmente, mas foram diminuindo.

Esta semana foi também a semana da palavra herdar. De França veio uma grande saca de roupa (cheia de coisas giras para o frio, e vejam lá bem que o meu feijão até ganhou um fato para a neve giro que farta), um saco de dormir, toalhas de banho, e mais um sem fim de coisas que fazem um jeitaço e que agora eu não vou ter de as comprar. Desta grande "remessa" não posso deixar de referir um saco de brinquedos, que a princesa L. separou especialmente para o nosso feijão, simplesmente um amor...

Outra boa surpresa foi termos herdado um berço, cheio de histórias, que já foi a caminha do B. e do pequeno S. Não estava nos nosso planos comprar para já um berço, uma vez que não vamos ficar muito tempo depois do feijão nascer em Portugal e ele já tem a caminha dele à espera em Amesterdão, mas a verdade é que quando viermos de férias iria de certeza fazer mesmo muita falta. Pois que de um dia para o outro herdamos um berço bem giro, em que o estrado tem até 6 alturas e mais tarde dá para abrir umas das laterais para que o pequeno possa subir/descer da cama sozinho, e ainda uma série de pequenos acessórios de segurança para a casa (protectores de tomadas e travões de porta). Somos uns felizardos...

Oh só para a pulseira mais linda que o meu amor me ofereceu... 
By Átrio
Terminamos a semana em grande, cheia de celebrações. Primeiro com o nosso aniversário, em que o meu amor me fez uma surpresa e nos marcou um jantar num novo restaurante da cidade - O Bairro (que eu queria mesmo experimentar e que foi sem dúvida uma aposta ganha...), e depois com o dia dos meus 31 (que apesar de não terem sido uma grande festa porque fomos levar o marido ao aeroporto) com terminou com um pequeno jantar com o meu maninho.

Credits babycenter.com

27 de julho de 2013

It's alive ....

É com muita muita satisfação que digo - A minha cidade está viva!

Há uns tempos tínhamos comentado entre nós (eu o meu homem) que a nossa cidade estava muito morta. Entre as estradas com poucos carros e as ruas e centros comerciais com poucas pessoas, tínhamos a ideia que a cidade estava a definhar aos poucos talvez fruto da situação económica e da crise politica que se instaurou no nosso país. Parece que estávamos (e ainda bem...) redondamente enganados...


Estes dias que temos saído mais e andado a pé pelas ruas da cidade que vivenciamos uma dinâmica espectacular na cidade. Há novos espaços, novos restaurantes (aos que nos parece fruto do trabalho de gente nova e cheia de garra com ideias empreendedoras...) montes de gente na rua, entre turistas e moradores, parecendo que o Verão (e claro, as obra fruto das eleições que aí vêem...) veio de facto trazer um novo alento à nossa cidade.

É uma alegria ver a nossa Aveiro assim, apetecer sair à rua e aproveitar a beleza natural, cultural e arquitectónica que a nossa cidade tem. Estes dias de Verão ajudam a esticar o dia, as noite também são agradáveis e conseguimos a ver a cidade com uma nova luz e uma nova cor.


Se puderem, venham visitar e conhecer a nossa Aveiro.
A economia e o turismo agradecem...

23 de julho de 2013

Week 28...

Ena ena... que o tempo passa a correr... Sinto-me mais cansada e as noites em que durmo um sono tranquilo já se contam pelo dedos... Se por um lado, parece que faz imenso tempo que estou grávida, por outro, começo a ficar ansiosa e preocupada com a aproximação do parto e a chegada no nosso feijão...

Ainda bem que esta semana começamos as aulas de Educação para o Parto e Parentalidade no nosso Centro de Saúde. Devo dizer que estava um bocadinho assustada porque me tinham pintado um cenário um bocado irrisório (e quase até de seita religiosa...) sobre as aulas de preparação para o parto a que tinham assistido (não no mesmo sítio...)...

Estou, ou melhor, estamos (porque o meu amor também tem assistido entusiasticamente...) maravilhados. As aulas são simples e descomplicadas, num misto de partilha de experiências entre nós (grávidas e pais) e a equipa multidisciplinar que nos acompanha. Na primeira fizemos as apresentações da praxe mas ainda falamos sobre questões de postura nomeadamente durante o sono, com a fisioterapeuta Rita Silva. Acabei por perceber que sou mesmo das mais desgraçadinhas (salvo seja...) das costas e que sou a que já dorme com mais almofadas...

Ora então, as grávidas devem dormir numa posição lateral e colocar almofadas de forma a prevenir o aparecimento de dor ou para a aliviar:

  • Coloque uma almofada entre as coxas e os joelhos, para prevenir dor na zona da anca e coxa que estão superiormente;
  • Coloque uma almofada sob a barriga, para prevenir a dor lombar;
  • Coloque uma almofada à frente do tórax e apoie o braço que está por cima para prevenir dormências;
  • Coloque uma almofada junto das costas para que fique mais confortável;
  • Quando estiver deitada, virada para cima, coloque uma almofada sob os joelhos, embora não deva permanecer muito tempo nesta posição se estiver no final da gravidez.

Outra das maravilhas da maternidade da qual me tenho dado conta é o crescimento dos pelos (como se não bastasse aqueles que eu tenho...). Pois que parece que para algumas grávidas, os pelos crescem mais rápido devido ao aumento das hormonas masculinas, nomeadamente o Andrógeno. A juntar a esta temos o crescimento mais rápido das unhas (o que nas mãos não e grave, mas nos pés já começa a ser caótico porque já não as consigo cortar...). Supostamente são mudanças temporárias (esperemos...), e as unhas e os pelos voltarão ao normal até seis meses depois do bebé nascer. 

Acabamos a semana em grande, num passeio à beira mar...

Credits babycenter.com

22 de julho de 2013

Lighthouse...

Um dia e sol lindo e a praia ali ao lado...
Sair do trabalho e ir até à nossa praia, isto sim é qualidade de vida!!!


A Praia da Barra situa-se no distrito de Aveiro, paredes meias com a a Praia da Costa Nova (a sul) e a Praia de São Jacinto (a norte). É uma praia simpática onde se destaca o imponente Farol da Barra e o paredão que delimita a sul a entrada da barra do Porto de Aveiro.

O nosso farol (sim, considero que este é o meu farol...) é o maior farol de Portugal - ergue-se a 66 metros acima do nível do mar, com uma altura de 62 metros. Foi, à data da sua construção, o sexto maior do mundo em alvenaria de pedra, e continua a ser actualmente o segundo maior da Península Ibérica, estando incluído nos 26 maiores do mundo.


Um passeio pelo passadiço junto às dunas, precedido duma bela duma tripa de chocolate...
Enfim... um final de dia simplesmente perfeito ;)

16 de julho de 2013

Week 27...

E mais uma semana mais uma voltinha... Esta semana parece que passou a correr (na verdade parece que agora o tempo passa a correr...) tenho para mim que já deve ser um bocadinho da ansiedade do parte e de ter nos meus braços o nosso feijão...

Assim de repente parece que todo o mundo em geral se tornou expert em maternidade. Porque comigo foi assim, porque tens que fazer assado, porque ele vai ser assim, porque ele vai fazer asado... O que raio... Uma coisa é ajudar outra coisa é dar palpites e mandar bitaites!!! Já não chega todos os receios do mundo que os pais têm ainda tem que aturar estas coisas sempre de cara alegre... fonix... Confesso que já me está a começar a faltar a paciência.   Não sou especialista, não sei como vai ser, mas acredito que cada um é como cada qual e que no fim de contas se tem que respeitar os pais mesmo que no fim eles batam com a cabeça na parede (até porque é assim que se aprende...digo eu...).

Credits Perestrella Handcrafted
Adiante... 
Apesar de as minhas costas estarem definitivamente a dar si, não resisto e tenho feito umas coisinhas para o meu feijão. Não sei se vou fazer tudo o que tinha planeado mas vou entrecalando umas coseduras na máquina com umas esticadelas no sofá!

Entretanto aproveitamos mais um fim de semana para mais uma voltinha pelas lojas (há que aproveitar os saldos...). Já tenho as coisas quase orientadas... mas saliento o QUASE! Apesar de ser uma privilegiada porque o nosso feijão herdou algumas coisas de familiares e amigos, ainda assim tivemos (e teremos) que comprar muitas outras mais. O que me revolta é o facto de no geral (os tais expert's em maternidade...) me gritarem aos ouvidos - Oh não compres isso ou aquilo que a família e/ou amigos depois oferece!!! Então mas a criança nasce e fica nuzinha em casa à espera que os tais familiares e amigos lhe compre roupa e toda uma parafernália de acessórios de higiene a afim que são necessários?

Eu não quero parecer ingrata até porque como já referi, somos uns pais cheios de sorte e herdamos algumas coisas de familiares e amigos, e já recebemos uma série de presentes para o nosso feijão. Mas existe uma série de coisas - o dito enxoval - que se tem que ter em casa para as primeiras impressões, que é como quem diz para as primeiras semanas... Não, não vou comprar resmas e resmas de roupa até porque SEI BEM que por mais fofinhas que sejam lhe vão deixar de servir num instante e é um desperdício de dinheiro, mas a verdade é que um recém nascido não veste uma muda de roupa por dia, nem anda com umas calças de ganga uma semana inteira (como disse tão bem o meu homem...). Há-de haver muito cocó e muito xixi espalhado por fora da fralda, e nem vale a pena sonhar muito alto com isto e acreditar em muitos baby blog's que só mostram o glamor da coisa...

A verdade é que os primeiros dias serão com certeza caóticos: se ele só mudar de roupa três vezes ao dia já me sinto satisfeita, se ele só sujar uns lençóis da alcofa por semana (you wish...) até deito foguetes. Além disso por ser um pilas está teoricamente mais que provado de que há-de haver muito repuxo (de xixi) artístico aquando da muda das fraldas o que só vai ajudar a coisa. Não tenho máquina de secar, a criatura o feijão nasce em Outubro e não sei se o tempo vai ajudar a secar a roupa. Já falamos entre os dois e sobre isto sentimos exactamente a mesma coisa, temos que estar preparados para as primeiras semanas e não vale a pena estar a contar como ovo no cu da galinha... Eu para mim até quase que comparo (e reforço a ideia de quase...) esta ideia de a família e/ou amigos depois oferece com a ideia de estar à espera que o dinheiro que se recebe nos casamentos sirva para se pagar todas as despesas que se têm com o mesmo (keep on dreaming...).

Credits babycenter.com

15 de julho de 2013

Feira do Sal...


Uma dica a não perder...
VIII Feira do Sal - 18 a 21 de Julho, no Largo do Rossio, Aveiro

Trata-se de uma organização do Município que tem como principal objectivo a promoção do Sal Artesanal de Aveiro, a valorização e sensibilização para o Património Natural e Cultural, bem como da preservação da identidade e da memória colectiva aveirense, na qual o sal ocupa lugar de destaque.

Um dos momentos altos da Feira de Sal será com certeza no dia 20, às 11 horas, no Ecomuseu Marinha da Troncalhada, com a Festa Tradicional da Botadela.

Ora que a Botadela marca o início da produção sazonal de sal nas salinas de Aveiro. É uma festa característica do salgado aveirense que se traduz numa profunda manifestação de regozijo, por parte do marnoto, em botar a sua marinha a sal. Os marnotos da Ria de Aveiro exercem nesse dia, a árdua tarefa de andoar / arear os cristalizadores, enquanto as mulheres confeccionam o jantar da botadela (almoço).


Mais informações aqui.

11 de julho de 2013

9 de julho de 2013

Week 26...

Ai senhores... A barriga cresce, e cresce, e cresce, e cresce... e continua a crescer... A dificuldade de executar tarefas simples do dia à dia torna-se maior (e isto deixa-me fora do sério...) e o problema das costas não ajuda nada, sem contar que as dores começam mesmo a agravar-se.

Dormir já é complicado... complicadíssimo!!! Para além das dores nas costas e da posição (eu dormia tendencialmente de barriga para baixo...) tem noites em que o senhor feijão decide brincar comigo e não me deixa dormir. Filho lindo, ouve a mãe:
Quando vieres cá para fora, brincamos muito, sim???
Mas agora fazias um favor grande à mãe e DEIXAS-ME DORMIR?!?!?!?!
Adiante... Depois das shops chegou a altura de lavar as primeiras roupitas do feijão. Já tinha lido umas coisas mas decidi investigar mais sobre o assunto, e cedo cheguei à conclusão que existe uma histeria meia doida com este tema. Por alma da santa, mas as vossas mãezinhas lavaram a vossa roupa de bebé com o detergente X ou Y a não sei quantos graus assim ou assado? Não... pois claro que não... pelo menos no campo não me parece que assim tenha sido (eu pelo menos tenho a vaga ideia que lá em casa só compramos máquina de lavar roupa quando o meu irmão nasceu, e eu já tinha quase 4 anos...). A roupa era lavada no tanque com sabão azul e posta a secar ao sol, pois claro...

Credits Skip
Claro que os tempos são outros, mas ainda assim tenho para mim que não vale a pena complicar muito. Lavar a roupa no tanque está fora de questão uma vez que não tenho nenhum, e apesar de ainda ter pensado lavá-la na banheira com sabão azul as minhas costas não iam gostar nada disso.

Dito isto, também não sou tolinha de todo e sei que os bebés quando nascem são mais sensíveis ao nível da pele (mas não vale a pena entrar em extremismos...) pelo que me pareceu melhor jogar pelo seguro, e por isso resolvi lavar a roupa na máquina com Skip Baby (que estava em promoção de 50% no Continente...).

Segundo o site, "este detergente foi especificamente desenvolvido para remover a sujidade mais difícil da roupa do bebé, como resíduos de leite, bolçado, sopa ou fruta, mantendo toda a suavidade que a roupa necessita e respeitando a pele delicada do bebé. Skip Baby foi testado dermatologicamente". Além disso eu sempre fui fã do Skip (sim... eu sou forreta, mas ainda há alguns produtos a que eu gosto de ser fiel...) e adoro o cheiro que deixa na roupa, por isso a escolha não foi nada difícil. 

Roupinha lavada, lá eu vou estender a dita... E pronto... assim descobri que pior mesmo que estender meias e cuecas é estender roupa de bebé... Amor do meu coração, marido lindo, tenho para mim que te vou delegar esta tarefa, sim?!?!?!?!!

Depois de seca, foi só dar-lhe uma passadela e arrumá-la nas gavetas. Uns dias depois encontrei esta relíquia algures na Internet - A roupa de bebé nunca deve apanhar luar e no caso de apanhar deve-se deixá-la apanhar raios de sol directos para anular o luar ou então lavar de novo a roupa. Mas será que estão a falar a sério, ou estão a brincar?!?!?!? O que eu me ri com isto, a juntar a outros tantos mitos e crenças populares sobre a gravidez... enfim...

Para acabar a semana em grande ainda tive direito à companhia da minha Gabi durante fim de semana. Apesar de ter sido uma visita relâmpago deu para falar (e falar, e falar... desculpa madrinha, mas espero que me dês o desconto das hormonas...) de tudo e mais alguma coisa e de partilhar algumas das minhas experiências e aventuras deste meu estado de graça.

Credits babycenter.com

2 de julho de 2013

Week 25...

E assim de repente já falta menos de metade das semanas... Credo que o tempo passa mesmo depressa! O nosso Feijão (que  de feijão não tem nada, mas também ainda não tem nome definido por isso continua a ser o nosso "feijãozinho", assim como o meu irmão de 27 anos continua a ser o "menino") passa o tempo a mexer, MESMO, ao ponto de se eu estiver sentada dar para ver os pontapés na barriga!!! Eu bem digo que ele vai ser futebolista, mas o pai nega e diz que quanto muito vai ser ciclista ou tenista (ele que seja o que ele quiser, desde que seja saudável e muito feliz...).

Esta semana fizemos a primeira compra de toalhitas, que estavam em promoção (e isto há que aproveitar...) e andamos a fazer o "tour das fraldas", ou seja, a ver tamanhos e preços... Eu sabia que eram caras, mas acho que depois de ver os números fiquei receosa... Se o gajo for cagão e mijão como os pais estou tramada... Bem que posso ir pedir só para as fraldas. Não admira que o pessoal ande sempre à cata das benditas promoções. Por isso meu povo, SE SOUBEREM DE PROMOÇÕES DE FRALDAS É FAVOR AVISAR!!!

O tempo esteve uma maravilha, um verdadeiro calor de Verão (que eu confesso que não estava preparada e que até sofri um cadito com os pés e as pernas inchadas... mas tinha saudades dos dias assim...) e num dia que o homem se despachou a horas do trabalho, ainda fomos dar um pulinho a uma esplanada na praia e comer um geladinho... Que bem que soube, e o feijão gostou!!!

Esta foi também a semana que usei o meu Cheque Dentista. Bem... e sobre isto tenho a dizer que ainda existe muita desinformação ou informações erradas e contraditórias. Li em vários fóruns de mães que já não existiam, ou que os médicos já não passam ou isto ou aquilo... Na última consulta falei com a minha médica e perguntei-lhe se os tais cheques ainda existiam e se podia pedir, ao que ela respondeu afirmativamente. Pedi logo porque tinha mesmo ideia de ter um dente furado e duas ou três cáries para tratar. Então é assim (informações segundo o portal da saúde):

O que são os cheques-dentista? 
  • Os cheques-dentista são guias que dão acesso a um conjunto de cuidados de medicina dentária nas áreas de prevenção, diagnóstico e tratamento. Através dos cheques-dentista, o Programa Nacional de Promoção de Saúde Oral (PNPSO) procura avaliar e diminuir a incidência e a prevalência das doenças orais. Os utentes beneficiários têm liberdade de escolha do prestador de entre os médicos estomatologistas e médicos dentistas aderentes, que constam de uma lista nacional, disponível nas unidades funcionais dos agrupamentos de centros de saúde e no site saudeoral.min-saude.pt.
Quem pode ser beneficiário destes cheques?
  • O PNPSO proporciona acesso aos cuidados de saúde oral a quatro segmentos populacionais:
  • Crianças e jovens
  • Mulheres grávidas
  • Idosos
  • Doentes com a infeção VIH/sida 

No Sábado foi ainda dia de pica... Raios que com esta idade eu ainda não suporto agulhas... Não mesmo...  Enfim... Foi fazer os testes de Tolerância à Glicose. Ora que estas análises devem ser feitas entre as 24 e as 28 semanas e pretendem detectar a diabetes gestacional, um estado clínico que surge durante a gravidez e que se caracteriza pelos níveis elevados de açúcar no sangue. 
A diabetes gestacional requer muita atenção, sendo fundamental que, depois de detectada a hiperglicemia, seja corrigida com a adopção duma dieta apropriada. Quando esta não é suficiente, há que recorrer, com a ajuda do médico, ao uso da insulina, para que a gravidez decorra sem problemas para a mãe e para o bebé. Uma em cada 20 grávidas pode sofrer desta forma de diabetes.
Durante a tarde, aproveitando a season dos saldos, fomos às compras... Oh Deus... Foi a loucura... Como diz o meu homem, nunca saímos de um centro comercial com tantos sacos... Não mesmo... Ainda assim tenho ideia que ainda me faltam resmas de coisas para a primeira semana, e tenho receio de que às páginas tantas o feijão queira vir ver o sol mais cedo e eu não tenha tudo pronto. Por outro lado as costas estão a dar cada vez mais de si e não quero deixar os preparativos para a última da hora...

Curiosamente esta semana foi quase livre de azia... Deviam de ser as saudades do pai, e o feijão esta semana deu tréguas!
Credits babycenter.com
PS - Esqueci-me de dizer... Afinal não tenho um dentinho sequer furado, uma cárie que seja... Saí de lá com uma limpeza dos dentes, e apenas com a recomendação de arrancar os dentes do siso quando possível. Só espero que o feijão saia à mãe nos dentes, porque se sai ao pai temos o caso muito mal parado...