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23 de junho de 2009

Feira Internacional do Mirtilo

A 2ª Feira Internacional do Mirtilo realiza-se em Sever do Vouga, entre os dias 3 a 5 de Julho.
Embora não sendo um fruto originário da região, a zona de Sever do Vouga possui as condições necessárias para a produção do mirtilo e tem conhecido um desenvolvimento neste sector através de investimentos na produção, o que levou à necessidade de criar uma organização de produtores para garantir o escoamento do fruto, quase na totalidade destinado à exportação.

A organização do certame pretende proporcionar durante três dias um ambiente que permita a «divulgação e implementação de projectos». A feira será um momento para apresentação de casos de sucesso, um passo para a criação de uma plataforma entre Portugal, Holanda, Argentina e Uruguai, a prospecção de mercados e valorização da industrialização, em parceria com a Universidade de Aveiro.

11 de novembro de 2008

São Martinho...

Martinho era um valente soldado romano que estava a regressar da Itália para a sua terra, algures em França.
Montado no seu cavalo estava a passar num caminho para atravessar uma serra muito alta, chamada Alpes, e, lá no alto, fazia muito, muito frio, vento e mau tempo.
Martinho estava agasalhado normalmente para a época: tinha uma capa vermelha, que os soldados romanos normalmente usavam.
De repente, aparece-lhe um homem muito pobre, vestido de roupas já velhas e rotas, cheio de frio que lhe pediu esmola.
Infelizmente, Martinho não tinha nada para lhe dar. Então, pegou na espada, levantou-a e deu um golpe na sua capa. Cortou-a ao meio e deu metade ao pobre.
Nesse momento, de repente, as nuvens e o mau tempo desapareceram. Parecia que era Verão! Foi como uma recompensa de Deus a Martinho por ele ter sido bom.
É por isso que todos os anos, nesta altura do ano, mesmo sendo Outono, durante cerca de três dias o tempo fica melhor e mais quente: é o Verão de São Martinho.

23 de outubro de 2008

Descoberto fóssil na China...

O Epidexipteryx era um dinossauro com penas mas não voava, elas serviam só de ornamento

As rochas da China revelaram mais um enigma do Jurássico, pronto para entrar na lista dos cinco dinossauros mais estranhos do imaginário das crianças (e dos adultos). O Epidexipteryx hui não era maior do que um pombo, tinha penas, era carnívoro, mas provavelmente não conseguia voar. A descoberta foi publicada hoje na revista científica "Nature", por um grupo de investigadores da Academia de Ciências da China.

Os fósseis do Epidexipteryx (o que tem penas de exibição, em grego) foram encontrados em Ningcheng, no norte da China. Os fósseis são do Jurássico médio e tardio. Estima-se que o predador tenha vivido entre há 168 e 152 milhões de anos, um pouco antes da famosa Archaeopteryx, a primeira ave, com um aspecto próximo do dos dinossauros.

O Epidexipteryx era um carnívoro bípede (um terópode) pequeno, com o corpo coberto de penas que não eram apropriadas para voar. A sua característica mais distinta são as quatro longas penas, que saiam da cauda e ficaram bem preservadas.

Os investigadores julgam que estas penas são ornamentais e que cumprem uma função importante para a reprodução. Há muitas espécies de aves com penas grandes e de cores exóticas, que são importantes para o ritual de acasalamento. O mesmo poderia acontecer com o Epidexipteryx.

O novo dinossauro deveria pesar menos que 200 gramas. O esqueleto tinha várias características parecidas com os das aves e os paleontólogos colocaram a espécie ao lado das primeiras linhas evolutivas dos dinossauros voadores.

“O Epidexipteryx é o mais antigo dinossauro terópode conhecido que tem penas ornamentais”, diz o artigo na "Nature". Mas esta plumagem sem funções para o voo leva os autores do artigo a conjecturar que, evolutivamente, as penas apareceram primeiro para funções de comportamento e só depois foram utilizadas para voar.

A única alternativa será se os antepassados desta espécie tiverem “desaprendido” de voar, como aconteceu com a galinha e a avestruz. Seja qual for o caso, é obrigatório que este dinossauro apareça na próxima sequela do filme "Jurassic Park".
Público
22.10.2008 - 18h26 Nicolau Ferreira

18 de setembro de 2008

Regata Grandes Veleiros - Ílhavo...


Regata dos Grandes Veleiros
Terminal Norte do Porto de Aveiro
Jardim Oudinot/Forte da Barra, Gafanha da Nazaré
20 a 23 de Setembro


20 Sábado
14h00 Cerimónia de Abertura - (Terminal Norte do Porto de Aveiro)
14h30 Visitas aos Navios
16h00 Corrida Mais Louca da Ria 2008
20h00 Animação no Jardim Oudinot

21 Domingo
T/dia Demonstração de Nautimodelismo
10h00 Visitas aos Navios
14h30 Procissão na Ria em Honra da Nossa Srª dos Navegantes
16h30 Missa
17h30 Parada e Entrega de Prémios da Regata
18h30 Festival de Folclore
20h00 Animação do Jardim Oudinot
00h00 Espectáculo de Fogo de Artifício

22 Segunda-feira
10h00 Visitas aos Navios
20h00 Animação do Jardim Oudinot

23 Terça-feira
09h00 Encerramento da Regata e Parada Naval

10 de setembro de 2008

Recriar os primeiros segundos do universo...

Cinco anos depois, o acelerador de partículas mais potente do mundo, o 'LHC', começa hoje a funcionar. Um projecto faraónico em que trabalharão nove mil cientistas e que procura simular os primeiros milésimos de segundo do universo
Revelações "vão mudar a nossa visão do universo"
Hoje, depois de três décadas de trabalhos e estudos, o maior acelerador de partículas alguma vez criado pelo homem vai permitir recriar os primeiros momentos do universo, podendo mudar todos os conceitos que temos acerca da criação do mundo.
O Centro Europeu de Investigação Nuclear (CERN), na Suíça, que desenvolveu este projecto gigantesco com um custo total da ordem dos oito mil milhões de euros, espera que o Large Hadron Collider (LHC), assim se chama o acelerador, responda às grandes questões que há dezenas de anos movimentam o mundo da física das partículas.
O funcionamento do LHC permitirá chegar a descobertas que "mudarão profundamente a nossa visão do universo, particularmente a sua Criação", afirma o director do CERN, Robert Ay- mar. O grande projecto, que o CERN garante ser seguro, permite recriar as condições que prevaleceram no universo nos milésimos de segundo que se seguiram imediatamente ao Big Bang, processo em que serão geradas temperaturas 100 mil vezes mais elevadas que as do centro do sol.
Encontrar o instável 'bosão de Higgs', a chamada partícula de Deus, porque muitos investigadores a estudaram mas ninguém a viu, é outro dos objectivos. Neste caso, o CERN está a tentar chegar ao Higgs antes dos norte-americanos do Fermilab, um laboratório de Chicago.
O LHC pretende, ainda, explorar a superssimetria, conceito que permite explicar uma das descobertas mais estranhas dos últimos anos, a de que a matéria visível só representa 4% do universo. A matéria negra e a energia negra (73%) partilham o resto. Por fim, permitirá estudar o mistério da matéria e da antimatéria. Quando a energia se transforma em matéria produz, aos pares, uma partícula e o seu reflexo, uma antipartícula de carga eléctrica oposta. Conhecido este procedimento, a lógica seria a de que a matéria e a anti-matéria existissem no universo em quantidades iguais - o mistério é que, na realidade, a antimatéria é rara.
10.09.08
LUSA

Estudo prevê desaparecimento total dos glaciares dos Pirenéus antes de 2050...

Os 21 glaciares que ainda existem nos Pirenéus terão todos desaparecido antes de 2050, antecipa um estudo de investigadores espanhóis da Universidade de Cantábria, da Universidade Autónoma de Madrid e de Valladolid.
A subida progressiva da temperatura – um total de 0,9 graus Célsius de 1890 à actualidade – confirma que os glaciares nos Pirenéus terão desaparecido antes de 2050”, explica o trabalho publicado na revista “The Holocene”.
Os investigadores analisaram o estado actual dos glaciares nos Pirenéus, Picos da Europa e Serra Nevada e observaram a evolução climática desde a Pequena Idade do Gelo (de 1300 a 1860) até ao período actual, explicava ontem o “El Mundo” online.
A investigação conclui que a rapidez com que se deu o degelo ocasionou o desaparecimento de todos os glaciares pequenos e entre 50 a 60 por cento da superfície dos maiores. Entre 1880 e 1980 desapareceram 94 glaciares ibéricos e desde os anos 80 até agora outros 17 também deixaram de existir.
Juan José González Trueba, coordenador do estudo, alerta que “as altas montanhas são zonas especialmente sensíveis às alterações climáticas e ambientais. A evolução dos glaciares é um dos indicadores mais eficientes que mostra o sobre-aquecimento global que estamos a viver”.
05.09.2008 - 12h55
PÚBLICO

11 de junho de 2008

Moliceiro...


Vão no longe moliceiros
De asas brancas, a voar,
Ao vento, leves, ligeiros,
Por sobre a ria a singrar.
Vão no longe moliceiros
De grandes velas a arfar.

Andam na faina do dia,
Desde a manhã ao sol-pôr.
Buscam nas águas da ria,
— O moliço, verde cor.
Andam na faina do dia,
Colorido, encantador.

Vogam num lago de prata,
Circundado de cristal,
Qual sonho de serenata
Numa noite sensual!
Vogam num lago de prata
Sob o céu celestial.

Cortam as ondas de espuma
Pelas águas a boiar,
E essas vagas, uma a uma,
Vão mais longe desmaiar.
Cortam as ondas de espuma
Erguidas na preia-mar.

Parecem os bandos de aves,
Que no céu vão a subir,
E depois voltam, suaves,
Muito leves, a cair.
Parecem os bandos de aves,
A luz do sol a fugir.

Descrevem curvas serenas,
Como talhada magia,
Umas maiores, mais pequenas,
Duma estranha bizarria.
Descrevem curvas serenas
Nas transparências da ria.

As proas são rendilhadas
por coloridas pinturas,
Com frases adequadas
As populares formosuras.
As proas são rendilhadas,
São ornadas de figuras.

Vão no longe moliceiros,
De asas brancas a voar...
Singram na ria altaneiros,
A luz do sol, ao luar,
Vão no longe moliceiros,
— Majestoso deslizar!

Amadeu de Sousa
(In Colectânea Poética)

29 de maio de 2008

Everest, o monte mais alto...

Everest South Summit, Nepal, 1963
Photograph by Barry C. Bishop
O monte Evereste, a montanha mais alta do Mundo com uma altitude de 8848 m, é constituído por xistos cristalinos e calcários primários. A sua altitude foi medida pela primeira vez em 1852 e o nome foi-lhe dado em honra de Sir George Everest, na época topógrafo geral da Índia.
Os Tibetanos chamam-lhe Chomolungma - Deusa Mãe do Universo - ou,
em chinês, 
Qomolangma e em nepalês Sagarmatha.
Posteriormente surgiram dúvidas acerca da primeira medição. Uma massa com aquelas dimensões produz o seu próprio campo gravitacional e a equipa de topógrafos não confiou no rigor dos seus instrumentos. Assim, fizeram seis medições e calcularam a média: exactamente 29 000 pés. Medições mais recentes, feitas por topógrafos chineses e indianos, conduziram a 8849 metros (29 032 pés), mas a medida oficial mantém-se 1 metro abaixo desta. Na realidade, as mudanças de espessura do gelo e da neve do cume alteram continuamente a altitude.
Edmund Hillary e Tenzing Norgay sobre o Sudeste Ridge prestes
a deixar o sul do Col
 estabelecer Camp IX abaixo da Cúpula Sul
do Monte Everest. Foto: Alfred Gregory, 28 de maio de 1953

Os primeiros homens a escalarem o Evereste foram o alpinista neozelandês Sir Edmund Hillary e o guia sherpa Tenzing Norgay, em 29 de Maio de 1953. Desde então, houve mais escaladas bem-sucedidas, incluindo quatro realizadas por mulheres - a primeira escalada feminina foi realizada por Junko Tabei, em 1975 - e cinco sem oxigénio auxiliar - a primeira ocorreu em 1978 e foi feita por Reinhold Messner e Peter Habeler. Em Maio de 1999, o português João Garcia atingiu o topo sem oxigénio auxiliar.

22 de abril de 2008

Dia da Terra...

Hoje, dia 22 de Abril é comemorado:
- o Dia da Mundial da Terra


- em Portugal o dia Dia Nacional do Património Geológico


- e no Brasil o Dia do "Descobrimento" - Descoberta do Brasil por Pedro Álvares Cabral em 22 de Abril de 1500


Pedro Álvares Cabral (Belmonte, 1467 ou 1468 — Santarém, 1520 ou 1526) foi um fidalgo e navegador português, comandante da segunda viagem marítima da Europa à Índia, viagem em que se descobriu o Brasil, a 22 de Abril de 1500.

A Armada de 1500
Nau de Pedro Álvares Cabral no Livro das Armadas (Biblioteca da Academia das Ciências de Lisboa).

Em 1499, foi nomeado pelo soberano como capitão-mor da armada que se dirigiria à Índia após o retorno de Vasco da Gama. Teria então cerca de trinta e três anos de idade. A missão de Cabral era a de estabelecer relações diplomáticas e comerciais com o Samorim, reerguendo a imagem de Portugal após a apresentação do Gama, e instalando um entreposto comercial ou feitoria retornando com o máximo de mercadorias.
A sua foi a mais bem equipada armada do século XV, integrada por dez naus e três caravelas, transportando de 1.200 a 1.500 homens, entre funcionários, soldados e religiosos. Era integrada por navegadores experientes, como Bartolomeu Dias e Nicolau Coelho, tendo partido de Lisboa a 9 de Março de 1500, após missa solene na ermida do Restelo, à qual compareceu o Rei e toda a Corte.

O Descobrimento do Brasil

Litografia de Pedro Álvares Cabral, descobridor do Brasil em 1500, em rótulo de cigarros do Brasil.

A 22 de Abril, após quarenta e três dias de viagem, tendo-se afastado da costa africana, avistou o Monte Pascoal no litoral sul da Bahia. No dia seguinte, houve o contacto inicial com os indígenas. A 24 de Abril, seguiu ao longo do litoral para o norte em busca de abrigo, fundeando na actual baía de Santa Cruz Cabrália, nos arredores de Porto Seguro, onde permaneceu até 2 de Maio.
Cabral tomou posse, em nome da Coroa portuguesa, da nova terra, a qual denominou de "Ilha de Vera Cruz", e enviou uma das embarcações menores com a notícia, inclusive a Carta de Pêro Vaz de Caminha, de volta ao reino.


"Ali veríeis galantes, pintados de preto e vermelho, e
quartejados, assim pelos corpos como pelas pernas, que, certo, assim pareciam
bem. Também andavam entre eles quatro ou cinco mulheres, novas, que assim nuas,
não pareciam mal. Entre elas andava uma, com uma coxa, do joelho até o quadril e
a nádega, toda tingida daquela tintura preta; e todo o resto da sua cor natural.
Outra trazia ambos os joelhos com as curvas assim tintas, e também os colos dos
pés; e suas vergonhas tão nuas, e com tanta inocência assim descobertas, que não
havia nisso desvergonha nenhuma. Todos andam rapados até por cima das orelhas;
assim mesmo de sobrancelhas e pestanas. Trazem todos as testas, de fonte a
fonte, tintas de tintura preta, que parece uma fita preta da largura de dois
dedos. Mostraram-lhes um papagaio pardo que o Capitão traz consigo; tomaram-no
logo na mão e acenaram para a terra, como se os houvesse ali. Mostraram-lhes um
carneiro; não fizeram caso dele. Mostraram-lhes uma galinha; quase tiveram medo
dela, e não lhe queriam pôr a mão. Depois lhe pegaram, mas como espantados.
Deram-lhes ali de comer: pão e peixe cozido, confeitos, fartéis, mel, figos
passados. Não quiseram comer daquilo quase nada; e se provavam alguma coisa,
logo a lançavam fora. Trouxeram-lhes vinho em uma taça; mal lhe puseram a boca;
não gostaram dele nada, nem quiseram mais. Trouxeram-lhes água em uma albarrada,
provaram cada um o seu bochecho, mas não beberam; apenas lavaram as bocas e
lançaram-na fora. Viu um deles umas contas de rosário, brancas; fez sinal que
lhas dessem, e folgou muito com elas, e lançou-as ao pescoço; e depois tirou-as
e meteu-as em volta do braço, e acenava para a terra e novamente para as contas
e para o colar do Capitão, como se dariam ouro por aquilo"
.

7 de janeiro de 2008

Lisboa-Dakar 2008...


O Lisboa-Dakar começou e acabou no mesmo dia, com o percurso histórico CCB – Mosteiro dos Jerónimos. A organização do Rali Lisboa-Dakar 2008 cancelou a competição depois de, ontem, o Governo francês ter feito sérios avisos sobre a deslocação dos seus concidadãos à Mauritânia, país para onde estavam previstas várias etapas.


As questões de segurança têm sido uma constante ao longo da história do rali, como aconteceu em 2007, com a anulação de duas etapas no Mali. A diferença é que este ano a questão também se coloca na Mauritânia, não só o país que receberá mais etapas (oito), como também o palco das tiradas mais difíceis.


Face a estas ameaças, a organização foi peremptória: "Após inúmeros contactos com o governo francês e tendo em conta as suas fortes recomendações, os organizadores do Dakar tomaram a decisão de anular a edição 2008 da prova, que deveria decorrer entre 5 e 20 do corrente mês, ligando Lisboa à capital do Senegal".


Foi sem dúvida um Dakar amigo do ambiente uma vez que os motores nem chegaram a queimar gasolina... Para o ano há mais… espera-se!!!

Ver:
Cão Azul

12 de dezembro de 2007

Borboletas...

Esta é sem dúvida a imagem do mês.
Linda, simplesmente linda...


Brasil - Borboletas salpicam a margem do rio de Juruena, no novo Parque Nacional, com 2 milhões de hectares. Diferentes espécies reúnem-se nas margens do rio para recolher sais minerais da areia.

in National Geographic, Dezembro 2007

14 de agosto de 2007

Os ovos moles...

No Domingo fui à feira de artesanato de Aveiro, FARAV - Feira de Artesanato da Região de Aveiro. Esta feira, ocorre todos os anos no mês de Agosto e constitui, na actualidade uma das maiores e melhores iniciativas culturais do género.

Passei por uma barraquina de ovos moles e não resisti! afinal uma vez não são vezes...

Os Ovos Moles de Aveiro são um doce característico de Aveiro, confeccionado somente com gema de ovo, açúcar e água, segundo
uma receita que tem sido mantida ao longo de várias gerações.

Os Ovos Moles de Aveiro são originários dos concelhos limítrofes e zonas lagunares adjacentes à Ria da Aveiro (Ovar, Murtosa, Estarreja, Albergaria-a-Velha, Sever do Vouga, Aveiro, Ílhavo, Águeda, Vagos e Mira).
Enfim... mais uma maravilha gastronómica do concelho de Aveiro.

13 de fevereiro de 2007

Agora...


Agora,sozinha e em lágrimas,
revejo toda a minha vida num ápice...
Num segundo todos os momentos belos
se esboroam dando asos a uma vida
repleta de medos, de mentiras,
de ódio e de raiva.
Sinto-me só!
Lá ao longe vislumbro o luar!
Da janela do meu quarto
vejo um mundo repleto de cor...

... um mundo que não é meu.
E então choro, por não o poder alcançar...

22 de dezembro de 2006

Presépio...


Presépio pintado à mão por:
Alexandra Pires, Luísa Mogo e Carolina Mendonça
A palavra “presépio” significa “um lugar onde se recolhe o gado, curral, estábulo”. Contudo, esta também é a designação dada à representação artística do nascimento do Menino Jesus num estábulo, acompanhado pela Virgem Maria, S. José e uma vaca e um jumento, por vezes acrescenta-se outras figuras como pastores, ovelhas, anjos, os Reis Magos, entre outros. Os presépios são expostos não só em Igrejas mas também em casas particulares e até mesmo em muitos locais públicos.

O nascimento de Jesus começou a ser celebrado desde o século III, data das primeiras peregrinações a Belém, para se visitar o local onde Jesus nasceu. Desde o século IV, começaram a surgir representações do nascimento de Jesus em pinturas, relevos ou frescos.

Passados 9 séculos, no século XIII, mais precisamente no ano de 1223, S. Francisco de Assis decidiu celebrar a missa da véspera de Natal com os cidadãos de Assis de forma diferente. Assim, esta missa, em vez de ser celebrada no interior de uma igreja, foi celebrada numa gruta, que se situava na floresta de Greccio (ou Grécio), que se situava perto da cidade. S. Francisco transportou para essa gruta um boi e um burro reais e feno, para além disto também colocou na gruta as imagens do Menino Jesus, da Virgem Maria e de S. José. Com isto, o Santo pretendeu tornar mais acessível e clara, para s cidadãos de Assis, a celebração do Natal, só assim as pessoas puderam visualizar o que verdadeiramente se passou em Belém durante o nascimento de Jesus.

Este acontecimento faz com que muitas vezes S. Francisco seja visto como o criador dos presépios, contudo, a verdade é que os presépios tal como os conhecemos hoje só surgiram mais tarde, três séculos depois. Embora não considerado o criador dos presépios (depende do ponto de vista), é indiscutível que se o seu contributo foi importantíssimo para o crescimento do gosto pelas recriações da Natividade e, consequentemente, para o aparecimento dos presépios.

No século XV, surgem algumas representações do nascimento de Cristo, contudo, estas representações não eram modificáveis e estáticas, ao contrário dos presépios, onde as peças são independentes entre si e, desta forma, modificáveis. É, nos finais do século XV, graças a um desejo crescente de fazer reconstruções plásticas da Natividade, que as figuras de Natal se libertam das paredes das igrejas, surgindo em pequenas figuras. Estas figuras, devido à sua plasticidade, podem ser observadas de todos os ângulos; outra característica destas é a de serem soltas, o que permite criar cenas diferentes com os mesmas figuras. Surgem, assim, os presépios.

A criação do cenário que hoje é conhecido como presépio, provavelmente, deu-se já no século XVI. Segundo o inventário do Castelo de Piccolomini em Celano, o primeiro presépio criado num lar particular surgiu em 1567, na casa da Duquesa de Amalfi, Constanza Piccolomini. No século XVIII, a recriação da cena do nascimento de Jesus estava completamente inserida nas tradições de Nápoles e da Península Ibérica (incluindo Portugal).

Actualmente, o costume de armar o presépio, tanto em locais públicos como particulares, ainda se mantém em muitos países europeus. Contudo, com o surgimento da árvore da Natal, os presépios, cada vez mais, ocupam um lugar secundário nas tradições natalícias...