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29 de novembro de 2007

Univer(sc)idade, desafios e propostas de uma candidtura a património da humanidade...

Seminário 29 e 30 de Novembro


A candidatura da Universidade de Coimbra a Património Mundial da UNESCO representa, mais do que uma pretensão classificativa, o desafio de mudança sobre o modo de pensar e intervir no património construído.

Esta candidatura, em que a Universidade e própria Cidade de Coimbra compartilham a história, o território e as pessoas que nele vivem ou trabalham, determina necessariamente um esforço conjunto, não só para reafirmar a especificidade de cada instituição, mas também, para criar sinergias e encontrar os melhores processos, estratégias e propostas de acção para uma reabilitação urbana que respeite os conceitos e processos desenvolvidos e aceites pela UNESCO e as exigências actuais da construção de um desenvolvimento sustentável.

É nesta perspectiva de projecto comum que a Universidade de Coimbra e a Câmara Municipal de Coimbra se associam para promover este Seminário onde se pretende conhecer e questionar os diferentes métodos, técnicas e práticas operativas hoje adoptadas nas acções de reabilitação, salvaguarda e valorização do património, com o objectivo de estabelecer as bases de uma metodologia de abordagem que seja comum às duas instituições e que possa ser aplicada num território tão complexo como fascinante, denominado de Univer(sc)idade.

Para mais informações, consulte: http://reab.uc.pt

5 de novembro de 2007

V Encontro de Arqueologia do Algarve...


Decorreu nos dias 25, 26 e 27 de Outubro de 2007 o 5º Encontro de Arqueolgia do Algarve, no Auditório da Fissul - Silves, com o seguinte programa:

Dia 25 de Outubro
09.00h - Recepção dos participantes e entrega da documentação

09.30h - Sessão de Abertura
10.00h - Pausa
1º Painel - Moderador António Faustino Carvalho
10.15h - Nuno Ferreira Bicho; João Cascalheira; João Marreiros: “As intervenções arqueológicas de 2006 e 2007 no sítio Paleolítico de Vale Boi”
10.45h - Nuno Inácio, David Calado, Francisco Nocete, Catarina Oliveira, Ana Peramo, Moisés R. Bayona: “Pré-História e Megalitismo na região de Cacela. Uma proposta integrada de Investigação, Valorização e Protecção do património arqueológico”
11.15h - Mário Varela Gomes: “O alinhamento da Vilarinha. Estrutura megalítica da região de Silves”
11.45h - Mário Varela Gomes: “Padrão 9 (Vila do Bispo). Um monumento singular do Barlavento Algarvio”
12.15h - João Luís Cardoso; Alexandra Gradim: “Sepultura Cistóide em Cabeço da Vaca II (Alcoutim)”
12.45h - Ana Margarida Arruda; Jaquelina Covaneiro; Sandra Cavaco: “A Necrópole da Idade do Ferro do Convento da Graça, Tavira”
13.15h - Debate
13.30h - Almoço
2º Painel - Moderador José d’Encarnação
15.00h - Ana Margarida Arruda; Elisa de Sousa; Patrícia Bargão; Pedro Lourenço: “Monte Molião (Lagos): resultados de duas campanhas de escavação”
15.30h - Patrícia Bargão: “Intervenção de emergência na Rua do Moleão, Lagos. Resultados Preliminares”
16.00h - Rui Barbosa; Nuno Ferreira; Pedro Aldana: “Centro Histórico de Lagos: da ocupação romana à contemporaneidade: Resultados preliminares da intervenção no edifício da Rua 25 de Abril, n. 57-71″
16.30h - João Pedro Bernardes: “O Centro Oleiro do Martinhal”
17.00h - Maria de Jesus Kremer: “A villa romana da Abicada: arquitectura e mosaicos”
17.30h - Dennis Graen: “The site of Quinta de Marim (Olhão): results and perspectives of investigation”
18.00h - Miguel Dias: “Ocupação Romana de Faro - Intervenção na Rua Serpa Pinto 37-41″
18.30h - Pausa
18.45h - Conferência: “Problemáticas e perspectivas de estudo sobre as cidades islâmicas e os exemplos do Algarve” - Helena Catarino
19.45h - Debate
20.30h - Jantar oferecido pela Câmara Municipal de Silves


Dia 26 de Outubro
3º Painel - Moderador Helena Catarino

09.00h - Ana Vieira; Cristina Chanoca; Ana Casimiro: “Silves Polis 2004-2006: Alguns dados para a história da cidade”
09.30h - José Costa; Paula Barreira Abranches: “Urbanismo do arrabalde de Silves na véspera da reconquista cristã”
10.00h - Isabel Luzia: “A primeira campanha de escavação da “Casa das Bicas” - Loulé”
10.30h - Marta Moreno-Garcia; Carlos Manuel Pimenta: “Um retrato faunístico dos vertebrados de Alcaria de Arge (Portimão)”
11.00h - Pausa
4º Painel - Moderador Manuela Martins
11.15h - Mónica Corga; Maria João Neves; Maria Teresa Ferreira; Filipe Gonçalves: “Dinâmica peri-urbana de Faro, a partir de uma intervenção arqueológica na Santa Casa da Misericórdia”
11.45h - Helena Catarino; Isabel Inácio: “A ocupação tardo-medieval e moderna no castelo de Paderne”
12.15 - Nuno Silveira; Rui Fragoso: “Lagos: a igreja, a muralha e a cidade”
12.45h - Raquel Santos; Tiago Fontes:” Intervenção Arqueológica na Rua do Jardim, nº21. Centro Histórico de Lagos”
13.15h - Debate
13.30h - Almoço
15.00h - Visita de Estudo
Necrópole do Vale da Telha - Aljezur
Ribat da Arrifana - Aljezur
Castelo Belinho - Portimão
Museu Municipal de Portimão


Dia 27 de Outubro
Mesa Redonda - “Formação e Ensino em Arqueologia”

10.00h - Intervenção do Moderador Carlos Fabião - Faculdade de Letras de Lisboa
10.30h - Debate com a participação de:
João Pedro Cunha Ribeiro - Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico
José Macário Correia - Associação de Municípios do Algarve
Nuno Bicho - Universidade do Algarve
Leonor Rocha - Associação Profissional de Arqueólogos
Virgílio Lopes - Escola Profissional de Arqueologia de Mértola
João Nuno Marques - Empresa de Arqueologia PALIMPSESTO
12.45h - Debate com todos os participantes
13.15h - Almoço
5º Painel - Moderador João Luís Cardoso
15.00h - Ana Margarida Arruda; Carlos Samuel Pereira: “As ocupações antigas e modernas do Forte de São Sebastião, Castro Marim”
15.30h - Jean-Yves Blot; Hélder Tareco; Fernando Almeida; Maria Luísa Pinheiro Blot; Paulo Oliveira; Mário-Jorge Almeida; Mari Salminen; Gui Garcia; Miguel Aleluia: “O projecto Carrapateira (CNANS/IPA, 2000-2007): do espectro de dispersão arqueológica de um sitio de naufrágio ao contexto geomorfológico e geofísico”
16.00h - Cláudia Santos; Carla Silva Barbosa; Sílvia Ramos: “Contributo da Antropologia Biológica para a História de Silves: resultados das intervenções arqueológicas durante o Programa Polis (2004-2006)”
16.30h - Nuno Ferreira; Márcia Diogo; Catarina Costa; Fernando Faria; Teresa Matos Fernandes: “Um enterramento, um edifício, um mapa, as fontes… uma gafaria em Lagos?”
17.00h - Debate
17.15h - Pausa
17.30h - Conferência: “Dos Ossos às Populações: trabalhos de Antropologia no Algarve” - Maria Teresa Ferreira
18.30h - Debate
18.45h - Lançamento da Revista Xelb 7 - Percursos de Estácio da Veiga - Actas do 4º Encontro de Arqueologia do Algarve
19.00h - Encerramento do Encontro



E assim lá passou o V Encontro de Arqueologia do Algarve, onde mais que um encontro é uma reencontro de amigos... A todos eles o meu muito obrigada!

19 de dezembro de 2006

Cabreia...

Resultado das fabulosas conjugações água/verde e serra/frio, Sever do Vouga oferece-nos certas surpresas paisagísticas merecedoras de contemplação pela beleza indescritível dos seus recantos variáveis com as estações do ano.
Indubitavelmente bela e relaxante, a Cascata da Cabreia consegue oferecer ao seu visitante de tudo um pouco: a frescura provocada pela queda de água na bacia fluvial, a vegetação densa e ordenada pela intervenção a que recentemente foi sujeita através de um projecto de recuperação, os recantos convidativos a sentimentos mais românticos, as mesas e bancos de apoio vindos ao encontro de quem quer associar ao descanso o gosto gastronómico. Para além da Cascata da Cabreia, a freguesia de Silva Escura conta ainda com a Cascata da Frágua da Pena que brevemente será objecto de candidatura para limpeza e melhoria de acessos.Tudo isto é resultado dos esforços conjuntos da Junta da Freguesia, da ADRIMAG (Programa Leader) e da Câmara Municipal que, com verbas próprias e comunitárias, conseguiram esculpir até ao presente uma das maiores obras de promoção turística do Concelho. Para quem se sentir atraído pela descoberta deste recanto, basta tomar a E.N.328, que leva a Vale de Cambra, seguindo à esquerda para Silva Escura na saída Norte da sede do concelho e tomar a direcção do rio Mau, onde a cerca de 1500 metros do centro da freguesia, a poente daquele rio e no sentido da foz, se situa a Cascata da Cabreia com uma altura de quase 25 metros.
Para além da limpeza na própria cascata e linha de água, realizaram-se igualmente limpezas da zona envolvente, recuperaram-se os moinhos, melhoraram-se os acessos, construíram-se pontes, mesas de apoio e instalações sanitárias. Estes são motivos mais que suficientes para se visitar a Cabreia, onde poderá usufruir de um contacto puro e directo com a natureza e que lhe proporcionará com toda a certeza, as mais inesquecíveis sensações.

Também os romanos passaram por aqui...

Designação: Ereira
Tipo de sítio: Via
Cronologia: Romano
Classificação: Imóvel de interesse público
Localização: Aveiro, Sever do Vouga, Talhadas, Ereira
Coordenadas UTM: 4502,9/559,5
Descrição: Os lugares de Doninhas e Ereira são honrados com a presença de um troço de Via Romana, parcialmente destruído, que durante séculos foi trilhada pelas legiões que nesta parte da Lusitânia mantinham o poder de Roma. Este troço fazia a ligação entre o nó de Viseu e a estrada de Olisipo/Bracara, isto é Lisboa/Braga, pertencente à rede viária romana – séculos II e IV. Esta via entroncava na estrada Olisipo/Bracara na zona do Cabeço do Vouga, passando por Talhadas, Benfeitas, Reigoso, S. Pedro do Sul e Viseu.
Trabalhos realizados: Sondagem 1992 (início:20-04-1992 – fim:24-04-1992): Este trabalho teve como objectivo verificar a existência ou não de um troço viário romano. Efectuaram-se duas sondagens com 300 cm x 150 cm. A primeira evidenciou a cerca de 40 cm de profundidade, vestígios de uma via antiga, com características tipológicas romanas. A segunda revelou a inexistência de vestígios da via. Ao afloramento xistoso sobrepõe-se uma camada de terra uniforme, colocada intencionalmente, anos atrás, para regularização do pavimento. Conservação e Restauro/1995 (início:10-04-1995 – fim:31-08-1992): Como objectivo, este trabalho, orientado pelo arqueólogo Dr. Paulo César dos Santos, teve o intuito de proceder à limpeza e consolidação do troço, de aproximadamente 230 metros, tendo em vista a valorização do monumento. Foram possíveis de constatar, no decorrer dos trabalhos, a existência de dois tipos diferenciados de cobertura do corpo da via: na área de maior declive, uma cobertura do corpo da via com grandes lajes de granito, algumas das quais com 1,10 metros de comprimento por 0,80 metros de largura a cerca de 0,70 metros de profundidade, por outro lado, numa zona em que o declive não é tanto acentuado, recorreu-se a outra estratégia, rasgou-se o afloramento rochoso, ficando o corpo da via naturalmente pavimentado. Nos locais onde não existia este afloramento rochoso, os espaços foram preenchidos com uma argamassa muito forte, constituída por uma mistura de pequena pedras, fragmentos muito reduzidos de cerâmica e argila.
Ref. Bibliográficas: Desconhecidas