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12 de abril de 2007

VALE BOI in National Geographic...

Fotomontagem: Mónica Reis

Parece-me que o desenhador da National Geographic se enganou redondamente... Esta sim é a verdadeira reconstituição do abrigo de Vale Boi...
Vale Boi é o maior sítio arqueológico de ar livre do Paleolítico Superior português e regista ocupações regulares entre 25 mil e 6 mil anos antes do presente.
Segundo o repórter: “Não é necessária muita imaginação para especular sobre os motivos que terão levado comunidades sucessivas de caçadores-recolectores a instalarem-se nesta elevação...
Se este senhor estivesse nas escavações nos meses de Julho e Agosto saberia... comidinha, umas cervejinhas ao fim da tarde, e o jantarzinho na Casa de Pasto do Sr. Hélder... e claro PERCEVES!!!

19 de dezembro de 2006

Análise dos materiais líticos da camada E da Lapa do Picareiro

Bem, aqui fica um pequeno resumo do o meu trabalho final de curso - Património Cultural.

O trabalho aqui apresentado pretende dar continuidade ao projecto coordenado por Nuno Bicho – Paleoecologia e Ocupação Humana da Lapa do Picareiro – que teve início em 1998. A Análise dos materiais líticos da camada E da Lapa do Picareiro foca os materiais líticos correspondentes à ocupação Magdalenense da Lapa do Picareiro, com datação entre os 11,500 e os 10,000 BP. Este trabalho debruça-se essencialmente sobre as questões de utilização de tecnologia referentes à produção de utensilagem lítica, tendo como objectivo principal um melhor conhecimento da utilização do espaço local e regional bem como, a integração da Lapa do Picareiro ao nível do Paleolítico Superior da Estremadura Portuguesa.
A estrutura do trabalho pode ser dividida em duas partes. Inicialmente são abordadas algumas questões referentes ao Paleolítico Superior em Portugal, nomeadamente o Paleolítico Final – Magdalenense – bem como uma pequena abordagem ao sítio da Lapa do Picareiro (localização, trabalhos arqueológicos, metodologia de escavação, estratigrafia e cronologia, resultados preliminares paleoambientais e material lítico). A segunda parte diz respeito à análise dos artefactos líticos, passando em primeiro lugar, pela metodologia utilizada ao longo do estudo e, em segundo lugar, pela descrição dos artefactos, quer tipológica quer tecnológica. No fim, é apresentada uma nota conclusiva com o intuito de cruzar os dados recolhidos com dados já existentes, expondo o contexto paleolítico da Lapa do Picareiro, nomeadamente no que diz concerne à produção de utensilagem lítica.”